Mostrando postagens com marcador vidas passadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vidas passadas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sobre Carma [parte 02]




É muito difícil nós fazermos o que fez Nagarjuna: dizermos para nós mesmos, quando nos acontece algo negativo, que nós mesmos fizemos por onde este algo negativo acontecer.

Quando eu olho minha vida mesmo, aconteceram algumas coisas bem desagradáveis, e todas elas fui eu que provoquei com minhas escolhas. É bem claro, fui eu que arrumei o problema, redundou nisso e depois no meu sofrimento, e, além de mim, no sofrimento de outras pessoas. Por isso então resolvi que mudaria minha conduta, minha maneira de viver, e isso mudou também meu carma e minha vida.

Então, já fiz entrevistas em que chegam até mim e contam: “Ah, eu estou envolvido em uma coisa assim e acho que vou fazer isso e aquilo…”. Logo me lembro das coisas que eu fiz e digo: “Não faça, por causa disso e disso, a consequência é essa, as coisas acontecem assim e assim…”.  Felizmente sou monge e as pessoas respeitam o que eu estou dizendo, então várias vezes  já consegui mudar o rumo de uma vida por causa disso. Mas a resposta à sua pergunta original é: SIM, tudo o que nos acontece, é, de alguma forma, por nós merecido.
Às vezes parece que não, a exemplo de uma criança sofrendo: nós olhamos para a criança, mas quantas pessoas cruéis existiram no passado? Ela tem a oportunidade de renascer, e tem o retorno cármico. Quantos de nós em vidas passadas não fomos soldados com canhões, atirando flechas ou dando tiros em outras pessoas? Um dia nós recebemos um retorno, e, quando isso acontece, a falta de uma visão mais profunda da existência faz-nos achar este retorno injusto, mas não o é.

 [N.E.: texto transcrito de Palestra realizada por Monge Meihô Genshô em Florianópolis, 26/09/2016]

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Sobre Carma [parte 02]




Aluno: Quem cometeu homicídio também está gerando carma para si?

Monge Genshô: Com certeza. Mas o que Nagarjuna fez foi não deixar que seus discípulos se envolvessem…

Aluna: ...arranjassem um carma para eles mesmos…

Monge Genshô: ... odiassem, perseguissem, vingassem, ele impediu isso. Então ele fez uma grande coisa ao negar-se a revelar seu assassino. Eu acho uma história muito significativa, muito bonita, porque é muito difícil nós dizermos para nós mesmos quando acontece uma coisa assim: “fui eu mesmo, fui eu que fiz por onde isso acontecer”.

Quando eu olho para a minha vida, aconteceram algumas coisas bem desagradáveis, e todas elas fui eu que provoquei com minhas escolhas. É bem claro, fui eu que arrumei o problema, redundou nisso e depois no meu sofrimento, e no sofrimento de outras pessoas - por minha causa; por isso, então, resolvi que mudaria minha conduta, minha maneira de viver, e isso mudou também meu carma e minha vida.

Portanto, a resposta para a sua pergunta original é sim, merecemos tudo o que acontece conosco, de alguma forma. Às vezes parece que não: uma criança sofrendo, por exemplo. Mas quantas pessoas cruéis existiram em seu passado cármico? Ela então tem a oportunidade de nascer, e tem o retorno cármico. Quantos de nós, em vidas passadas, não fomos soldados com canhões, atirando flechas ou dando tiros em outras pessoas, etc.? Um dia nós recebemos um retorno, e achamos injusto, mas não o é.


[N.E.: texto transcrito de Palestra realizada por Monge Meihô Genshô em Florianópolis, 26/09/2016]