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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Sentar só


O que devemos fazer quando divulgamos um local e horário e ninguém vem sentar conosco? Devemos sentar sozinhos, isto é muito importante, só a força da persistência em sentar nos dará condições de começar um grupo de meditantes e praticantes do zen. Esta é minha experiência pessoal, e as vêzes em que sentei só foram maravilhosas experências espirituais, de descartar toda a ambição e objetivos, sentar apenas por sentar.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O Budismo e as artes marciais

Novo texto publicado em www.chalegre.com.br/zendo na secção Textos, Outros Autores, de autoria do Rev. Wagner (Shaku Haku-Shin)


O Budismo e as Artes Marciais
Veiculado em 25/02/2008

Texto do
Rev. Wagner Bronzeri (Shaku Haku-Shin)
Monge budista da Escola Jôdo Shinshû, ramo Ôtani.
Templo Budista Apucarana Nambei Honganji.

www.dharmanet.com.br/honganji

Trecho:

“Não passa desapercebido para nenhuma pessoa que tenha algum interesse pela cultura oriental e nem mesmo a um desinteressado turista ocasional, que visita os países orientais, o fato de que o Budismo se tornou a base do desenvolvimento da cultura e da ética sócio-religiosa de praticamente todo o extremo oriente, bem como, especificamente do Japão.

Seria impossível a qualquer pessoa que tome contato com qualquer aspecto dacultura japonesa, deixar de notar a influência do Budismo, nos fatoshistóricos, na arquitetura tradicional, na literatura, nas artes plásticas,artes marciais e artes sociais (“Ikebana”, cerimônia do chá, etc.), bem como na ética social japonesa. Também o folclore e a música clássica japonesa têm sua marca budista bem viva e até mesmo muitos dos feriados nacionais japoneses são datas marcadas pelo calendário budista.

Podemos observar também essa influência marcante da cultura budista na formação sócio-cultural japonesa, em aspetos como a introdução da escrita ideográfica chinesa (“Kanji”), através dos textos sagrados budistas (“Sutras”) e também no desenvolvimento e codificação dos “alfabetos” fonéticos simplificados (“Kaná”). E ainda, em aspetos éticos, sociais e legislativos, como por exemplo, o fato da primeira constituição japonesa, elaborada sob os auspícios do príncipe Shôtoku (573-621), ter tido influência estrutural do “Código de Manu”, de origem indiana, introduzido no Japão pelos primeiros monges budistas.”

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Dados científicos sobre efeitos da meditação

Estes dados são interessantes, mas não se pode evitar que sejam um exame grosseiro sobre o tema, no sentido em que o exame do cérebro não nos informa sobre o sentimento do amor, por exemplo, que está em uma esfera de maior sutileza. Assim, sabemos algo, com os exames atuais, sobre os efeitos da meditação, tal como as reações de bem estar ou a aparência dos cérebros de pessoas felizes na ressonância magnética, mas não sobre o desenvolvimento espiritual em si.

Mais aqui:

Dados sobre efeitos da meditação.

http://www.pnas.org/cgi/content/full/101/46/16369

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Zazenkai em Florianópolis

Monge Didier , de Tarragon, Espanha, e alguns membros da Sangha de Florianópolis após cerimônia de Kuyô para o recentemente falecido Monserrat Robert-Murillo praticante da Catalunha e amigo do visitante.

Zazen preenche as salas da Comunidade Zen de Florianópolis durante Zazenkai.


domingo, 24 de fevereiro de 2008

É possível remover as emoções negativas?

Sim , é possível cessar as emoções negativas, tais como a raiva, ciúme, ódio. Mesmo em seus aspectos primitivos. O que ocorre é que tratando de compreender a origem mais remota da emoção pode-se retirar sua força, por exemplo , a timidez provem do orgulho e da vaidade, o tímido sente temor de se sair mal, e bloqueia-se para não agir. Removida esta vaidade a timidez desaparece.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Buda em repouso

Paulatinamente o budismo ressurge na China, as referências são cada vez mais frequentes, estima-se que no dia em que houver liberdade plena neste país mais de 100 000 000 de pessoas se declararão budistas. Espera-se que, quando isto acontecer, ele possa se expandir mais, os regimes comunistas, com sua característica opressão, foram exterminadores do budismo, pacifista e libertário por natureza.


Visitantes observam nesta quarta-feira uma réplica da estátua de Buda Dormindo, das Grutas de Mogao, em exposição em Pequim, na China. A exibição de arte de Dunhuang apresenta objetos produzidos entre os séculos IV e XIV.

(Veja on line)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A forma - agindo como um tolo...

"No Japão, os Roshis não precisam se preocupar com ensinar a forma, pois a forma já está tão impregnada no ar que não há como o aluno não incorpora-la - há sempre os exemplos dos outros monges e sempais. Além do mais, quando o aluno vai para o mosteiro, vai aprender a forma - e, possivelmente, alcançar algumas realizações.

Vamos olhar para a nossa informalidade ocidental - in-forma - sem forma - caos. Para a nossa prática, podemos adotar a forma que quisermos, mas o uso da forma me parece de extrema importância no Zen, pois é na forma que vivemos as nossas vidas, é na forma que lidamos com as pessoas e com os objetos é que vamos manifestar a nossa compreensão e iluminação. Diferentes escolas usam formas diferentes de atingir os mesmos objetivos - de libertar o aluno da mente condicionada e, espera-se, leva-lo a manifestar isto na vida diária. A Iluminação em si, sozinha, não basta - como transporta-la para o mundo da forma - eis a nossa prática.

A insegurança - é algo que todo 'novato' passa no mosteiro - já em si vira um treinamento fantástico - como ficar bem no meio da insegurança? Como fluir, e estar em paz, no meio da confusão? Como realizar as atividades com plena atenção, adaptando-se a cada instante? Como ficar livre do ego e orgulho, da mente mundana, que não quer errar ou passar vergonha e simplesmente fazer o seu melhor naquele exato momento? Como agir - fazer as atividades do dia-a-dia - com a mente iluminada e não com a mente condicionada e robotizada? Uma das maneiras de distinguir primeiro anistas dos mais graduados no mosteiro é exatamente como eles lidam com esta insegurança e com os imprevistos... Sim, temos licença para sermos 'tolos' - como diz no sutra "Em segredo e misteriosamente, agindo como um tolo, atuando como um bobo, apenas o capaz de herdá-lo é chamado de mestre entre os mestres'. Temos licença de "simplesmente" sermos nós mesmos, minuto após minuto - mas este ser nós mesmos é algo muito profundo e não tão 'simples' quanto parece à primeira vista."

Monja Isshin

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Do site oficial da SotoZen

Mestre Superior da Escola Soto Zen, Ohmichi Kosen Zenji

Na sociedade atual, centralizada nas informações, ouvimos todos os tipos de vozes do mundo inteiro. É mais comum ouvir vozes repletas de ansiedade e insatisfação do que vozes gentis e calorosas.

Como devemos responder a essas vozes?

A situação geral é de conflito ocorrendo ao redor do mundo, a insubstituível preciosidade da vida sendo perdida e muitas pessoas que se tornaram duras e frias por causa do medo.

Observando-se a situação no Japão, lugares que comumente deveriam ser mais calmas, como lares e escolas, correm perigo porque o dinheiro e as posses tornaram-se nas únicas prioridades. Há concomitante pouca demonstração de compaixão com o próximo e a natureza.

Por quê as pessoas perderam o sentido da importância do valor da vida, assim como das relações interpessoais? Por quê perdemos o senso de empatia pelas pessoas e coisas?

É precisamente por causa dos tempos em que vivemos, que a Escola Soto declara o objetivo em praticar a “identificação solidária” numa vida de fé e continua a ensinar a importância dos “Direitos Humanos”, Paz e o Meio Ambiente.”

No Shushogi (O Significado da Prática e da Constatação) encontramos estas palavras: “Na maneira de Buda Shakyamuni, que passou toda sua vida como um ser humano.“ É exatamente porque Buda Shakyamuni era um ser humano, experimentando nossos sofrimentos e dificuldades, que ele pode nos guiar, estendendo suas mãos repletas de amor e compaixão.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Como aprender sobre o budismo se não há um templo próximo?

Ao final de um texto publicado em seu blog, Folhas no Caminho, o Prof Sasaki encerra dizendo:

"No novo artigo que apareceu hoje no site brasileiro de Ajahn Buddhadasa, chamado "Unidade na Diversidade", e que conta um pouco da amizade entre Tan Ajahn e um grande amigo muçulmano, este diz das dificuldades de ir visitar o mestre:

"Nós tivemos que pegar um trem de Bangkok e chegamos em Chaiya às 4:00h da manhã. Phra Kuang e eu tivemos que esperar na estação até estar claro o suficiente. Então caminhamos através dos campos e florestas. Era a estação chuvosa, e de vez em quando tinhamos que atravessar águas chegando até a nossos peitos. Mas eu nunca pensei em desistir.”

"Eu costumava subir o Phu Kradueng em Loei quando ainda era uma selva. Aquilo era realmente difícil - mas no topo das colinas, o ar fresco e puro me fazia sentir como se eu estivesse em outro mundo, e todo o cansaço ia embora.”

"Eu tive que caminhar muito tempo antes que alcançasse Suan Mokkh, mas não me sentia nada cansado. Eu fui confortado pelo pensamento de que eu iria obter um discernimento do Dhamma de um monge cujas idéias eram muito diferentes do que eu tinha ouvido, como se as dele pertencessem a um outro mundo".



"Entretanto hoje as pessoas reclamam que o centro de Dharma mais próximo fica *só* no bairro vizinho. "Ah se tivesse um perto de casa! Aí eu frequentaria..."

No final das contas, podemos nos perguntar se é o Buddhismo que deve se abrir e difundir, ou se são as pessoas interessadas que devem se levantar de suas poltronas. Já escrevi sobre isso, aliás, em "O Que Se Fazer Quando Se Está Só". Se não há pessoas interessadas, ativas e dispostas, não seria questão de perguntar para quê então deveria o Buddhismo existir no Brasil? Existe uma idéia comum que diz que onde não há mérito o Dharma não se estabelece. Eu não gosto da palavra "mérito", mas a idéia por trás me parece verdadeira. Se não há um jarro, para quê despejar água no chão? O Dharma só é necessário porque existem pessoas interessadas nele. Abrir e difundir o Buddhismo só para que o "Buddhismo" continue existindo, é fazer do "Buddhismo" uma entidade merecedora de existência própria, independente de para quem ele se dirige."

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Buda declarou a existência de algo incondicionado ?


Buddha não afirma a existência de “algo” incondicionado, não criado, não se pode afirmar a
existência do Vazio, isto seria transforma-lo em algo, um substrato talvez da forma, este não é o ensinamento budista em absoluto.
O Vazio é uma qualidade de todos os fenômenos, a qualidade de serem interdependentes, sem um EU próprio, separado de tudo, que lhes dê existência inerente, por si mesmos.
O Sutra - Maka Hannya Haramitta Shingyô declara com precisão:” Forma é vazio e vazio é forma”. Não são diversos nem distintos nem coisas que se originam uma da outra.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O Budismo é religião?

Extratos de texto postado por Paulo, em lista budista:

O Budismo é religião?

O que é religião?

Segundo o Houaiss, religião pode ser definida como "4. crença, devoção, piedade; 5. reverência às coisas sagradas" e em sentido figurado deriva-se como "8. qualquer filiação a um sistema específico de pensamento ou crença que envolve uma posição filosófica, ética, metafísica etc."

No budismo há crença, na forma de saddha – confiança – nos ensinamentos do Tathagata.

É necessário confiar nos métodos propostos pelo Buda para sentar em silêncio 40 minutos, ou recitar mantras dezenas, centenas, milhares de vezes, ou para cantar textos em japonês ou tibetano – "................

É necessário devoção, no sentido de dedicação zelosa, para avançar nas práticas.

E o Buda nos propõe um método prático para superar dukkha, que sem atuação, sem prática efetiva, não passa mesmo de especulação.

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Finalmente, a expressão "filiação a um sistema específico de pensamento que envolve ética" me parece adequada para definir qualquer pessoa que adote as praticas budistas – estando ele filiado ou não a uma linhagem organizada em hierarquia etc.

Se reduzirmos o budismo a uma "filosofia" em que não há crença, nem devoção nem reverência, creio que só sobra um conjunto de palavras pouco efetivas para a superação de dukkha.

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Abraços,

Paulo

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Prática de meditação no Leme (Rio)

Me mudei recentemente pro Rio de Janeiro e venho praticando sozinho. Gostaria de convidar praticantes e aspirantes residentes nas proximidades ou quem esteja de passagem a vir
meditar comigo. Todos são bem-vindos.

Vou praticar zazen todos os sábados as 9 horas da manhã no meu apartamento no Leme (provisoriamente), começando a partir do dia 16/02/2008. Caso haja interesse mais tarde podemos combinar outros horários também.

A prática de meditação será o shikantaza da escola Soto Zen.

Meus telefones de contato e e-mail são:
(21) 2275-0850
(21) 8144-3587
jdestri@gmail.com

Gasshô,
João Destri

(João Destri pertence a Sangha Zen Budista de Florianópolis e participa do sistema de apoio à distância para grupos de prática zen em implementação pelo Instituto Educacional Todatsu)

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Movimento tibetano resiste a dominação chinesa

A China está sendo muito bem sucedida em esmagar o povo e cultura do Tibete, o deslocamento de chineses para o território tibetano fez os tibetanos já uma minoria étnica dentro de seu próprio território.
No ano da olimpíada os movimentos tibetanos no exílio tentam chamar a atenção do mundo para sua tragédia progressivamente esquecida pelos governos, como o brasileiro, mais interessados em comércio e lucros pessoais que em ideais.


Tibetan People's Uprising Movement

sábado, 9 de fevereiro de 2008

60 anos

Fábio Azevedo gentilmente enviou este haicai como cumprimento dos 60 anos do responsável por este Blog.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Documentário sobre Buddha no GNT


A Vida de Buda


Fascinante história do Príncipe Siddhartha e a transformação espiritual que o tornou Buda, com reconstruções das principais passagens de sua vida e comentários dos principais estudiosos do Budismo no mundo.

Um retrato completo de um dos principais líderes religiosos do planeta, além de trazer ensinamentos sobre o Budismo, uma religião focada no desenvolvimento espiritual pessoal, e não à adoração de deuses e entidades.

Ficha técnica:

A Vida de Buda - GNT 41

Ano: 2007

País: Tailândia

Nome Original: The Life of the Buddha

Classificação: Livre

Duração: 60 minutos

Dia 17 de fevereiro às 00h30 no canal a cabo GNT.

Fonte: http://www.sky.com.br/guiadatv/ficha/default.aspx?__qsFicha=528834

(Obs: Frequentemente estes documentários tem falhas doutrinárias, em especial com interpretações de continuidade do EU em novas vidas, ou seja devem ser vistos com restrições devido a estas distorções de fundo etnocêntrico, usam-se termos ocidentais como se fossem aplicáveis ao budismo em especial "reencarnações, renascimentos de um espírito, etc..") Rev. Genshô

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

É possível praticar sozinho? Não tenho tempo de frequentar um grupo do zen.

A prática longe da sangha e de um mestre acaba em estabilizações, falta algo que nos retire de determinados estágios que podem durar muito tempo sem progressos adicionais, por esta razão recomendo fortemente que tente ao menos ir a alguns retiros todo ano, ao menos dois. E encontrar um professor em quem confie. Se vc está em SP é relativamente fácil porque temos aí Coen Sensei e Saikawa Roshi no Templo Busshinji ( um mestre raro de encontrar no mundo, em vários países costumam chama-lo). Mesmo com poucos contatos o efeito que falei no início pode ser removido, não é condição “sine qua non” a frequência semanal a um grupo, embora seja a melhor situação possível.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A analogia da caverna de Platão

Pergunta 202 da secção Perguntas do site: www.chalegre.com.br/zendo

É possível fazer uma comparação do ensinamento budista com o célebre exemplo da caverna de Platão?

Uma analogia é algo limitado, útil somente até determinado ponto.

Na analogia da caverna, Platão imagina seres que estão ao fundo de uma caverna e interpretam o mundo atrávés das sombras que a luz externa projeta na parede. Nenhum deles jamais saiu de lá.

O mundo do samsara, o mundo das ilusões em que vivemos, é assim: um mundo de sombras que interpretamos e nas quais vemos relações. Lá fora existe uma luminosidade pura que permite que tudo surja por meio de sombras.

Mas a luminosidade não são as sombras e as sombras não são a luminosidade. No entanto, estão tão ligadas que, sem a luminosidade, as sombras não existem, e sabemos que há luminosidade porque há sombras.

A vacuidade, o Vazio (o não manifesto, o incondicionado, o além de características) é, nesta analogia, a luminosidade. As sombras, as nossas
percepções, as palavras os símbolos com que tentamos entender a luminosidade, através das interpretações que fazemos das sombras.

Não admira que seja tão difícil duas pessoas se entenderem, quando um quer que surja a lógica através dos raciocínios que faz com palavras (semiótico) a respeito das sombras e dos relatos sobre estas relações, e o outro, por sua vez, deseja falar sobre a luminosidade, também usando símbolos criados através do estudo das sombras para explicar que a luminosidade está "além" de qualquer sombra.

No Zen, diríamos de imediato que: "As sombras e a luminosidade não são um e também não são dois"

Ou seja, a luminosidade externa é não definível pelas sombras, as sombras,embora manifestação que só surja se existe luminosidade, estão num nível inferior de complexidade que não permite que, com elas, analisemos o nível superior. Assim como as pedras e sua ciência não esclarecem a biologia, como a fisiologia do cérebro não esclarece a consciência: podem, no máximo, dar uma sombra da manifestação mais complexa.

Se é útil este ensinamento baseado nas sombras? Com certeza, a maior parte dos ensinamentos budistas são assim. Deve-se falar no "além" disso? Com certeza, sob pena de nos recusarmos a virar e sair da caverna. Iluminação seria isto? De certa forma sim. Samsara (as sombras) e nirvana (fora da caverna) são o mesmo? Sim e não, os dois não são um, mas também não são dois, e os bodisatvas são os que retornam para dentro da caverna e falam sobre a luminosidade, porém não podem iluminar ninguém, podem apenas dizer:saia, saia, vire-se, isto aqui são só as sombras, você mesmo é sombra!

Porém, sem ver a luminosidade não é possível entender. Nessa analogia (limitada, lembre-se), iluminação é mergulhar na luminosidade. O mundo das sombras, assim, fica paupérrimo.

Nirvana é, vendo isto, livrar-se de todas as relações entre sombras, ficar sem "ventos" internos. Pode-se estar no Nirvana e não ser um bodisatva. Parinirvana é dissolver-se em pura luminosidade.

Assim sendo, com o vocabulário e as técnicas úteis dentro de um âmbito, não podemos entender o outro. É preciso sempre abandonar a caverna para, mergulhados na luminosidade, compreender que aquele mundo é inexprimível para o expectador da face de pedra interna.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Centro Zen Budista de Fortaleza

O Centro Zen Budista de Fortaleza abre as suas portas para quem deseja práticar a meditação. No blog abaixo há horários dispostos em um flyer eletrônico. Qualquer dúvida quanto às reuniões, pode ser sanada pela consulta aos telefones, bem como contato eletrônico com este blogue: sei.an.ji@gmail.com e centrozenfortaleza@hotmail.com .

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Um ser iluminado está liberto de nascer e morrer?

Existe uma sutileza em relação a um ser iluminado sentir-se liberto do nascer e morrer, se o EU é em si mesmo uma ilusão QUEM estaria liberto de nascer e morrer?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

"Introdução ao Pensamento Budista"

Gostaria de avisar que o Centro ZhongDao de Estudos Buddhistas,
através do instituto Rede de Proteção à Vida, está abrindo inscrições
para o curso de "Introdução ao Pensamento Budista".

Este é um curso voltado a pessoas iniciantes ou simpatizantes do
budismo, e irá apresentar os conceitos fundamentais dos ensinos de
Buddha de uma forma puramente secular e simples, apesar de
estritamente associada à tradição.

O objetivo fundamental do curso é esclarecer dúvidas e explicar os
temas fundamentais da prática do Dharma através de uma linguagem
leiga e multidisciplinar, e assim oferecer aos interessados uma visão
correta dos conceitos e argumentos espirituais, psicológicos e
filosóficos preconizados por Shakyamuni Buddha.

Os interessados podem ler o escopo e o programa neste link:
http://rededeprotecaoavida.com/action/index.php?newsid=5&type=curso

Para se inscrever ou retirar dúvidas, basta enviar mensagem para
contato@universidadedavida.net.

No Dharma,
Tam Huyen Van