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sexta-feira, 30 de abril de 2010

A natureza dos jogos



P: Eu sou um profissional da área de compras e luto contra uma constante irritação com fornecedores que atrasam as entregas.
Também gostaria que me esclarecesse como proceder em uma negociação de preço, e na questão do desapego.


R: Você está dentro de um jogo com os fornecedores, que eles atrasem faz parte dos eventos possíveis, há providências a tomar, multas contratuais por exemplo, por que colocar emoções em eventos que podem ser colocados em gráficos estatísticos e tratados como parte integrante do jogo? É como alegrar-se ou entristecer-se com os times de futebol quando ganham ou perdem, isto é da natureza do jogo em que estão inseridos, é inútil levar muito a sério emoções neste caso, não passa de uma brincadeira de gente grande.

Negociação também é um jogo, já bem estudado como técnica.

Desapego não significa desconsiderar as providências do jogo, mas sim não envolver-se emocionalmente com ele.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mestres perfeitos



Não dependa de exemplos de ninguém.
Não espere ver mestres perfeitos, eles não o são.
Não alimente expectativas.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Perdas



"à luz do Dharma sofremos porque desejamos que as coisas impermanentes, como a vida, sejam permanentes, a solução para este sofrimento é a liberdade e esclarecimento da iluminação, com ela percebemos que não houve esta morte que você lamenta, que na verdade seu ente querido assim como todos os seres, estamos aqui para sempre, pois partilhamos de uma unidade perfeita, sendo o nascimento e a morte nada mais que ilusões. Esta compreensão, quando perfeita, nos liberta de todo o sofrimento.
Olhe pela janela, junto com as folhas das árvores, ali, está seu ente amado, olhe suas mãos, ele é você, nada está perdido, porque nada surgiu, tudo sempre esteve aqui e nada vai embora da unidade. Mas compreendo seu sofrimento e de todos que amam, e também me entristeço de que existam tais tristezas no nosso mundo e tento entender que nós as criamos com nosso desejo de estabilidade e nossa compreensão falha."

out/2005 trecho de resposta a uma pessoa que sofreu morte na família.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Palestra na Babele em Jurerê




P: Por gentileza, diga-me: os pensamentos que se manifestam durante o zazen são necessariamente um problema? O que deve ser feito com eles é, realmente, apenas deixar que se manifestem?

R: Deixe que passem, "o vasto céu não é perturbado pelas nuvens que passam". O que fazemos é não segui-los, é retornar continuamente ao momento presente, ignorando a tendência a ir para o passado ou imaginar o futuro.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Só a cessação



“O que você pensa, você considera que o Tathagata está na forma? ...
Separado da forma? ... Na sensação? ... Separado da sensação? .. Na percepção? .. Separado da percepção? ... Nas formações? ... Separado das formações? ... Na consciência? ... Separado da consciência?"

“Não, senhor.

“O que você pensa, você considera que o Tathagata é o conjunto da forma-sensação-percepção-formações-consciência?

“Não, senhor.

“Você considera que o Tathagata não tem forma, não tem sensação, não tem percepção, não tem formações, não tem consciência?

“Não, senhor.

“Mas, Anuradha, quando você não consegue entender o Tathagata como real e presente nesta mesma vida, é apropriado que você declare, ‘Amigos, o Tathagata – o homem supremo, o homem superlativo, que realizou a realização superlativa – ao ser descrito, é descrito de uma maneira distinta dessas
quatro: o Tathagata existe após a morte; não existe após a morte; ambos, existe e não existe após a morte; nem existe, nem não existe após a morte.’
?”

“Não, senhor.”

“Muito bem, Anuradha. Tanto antes, como agora, eu declaro somente o sofrimento e a cessação do sofrimento.” [SN XXII.86]
Fonte:
http://www.acessoaoinsight.net/

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Caminhada Pela Paz em Palhoça



Ana (Paz) Pozza e Evandro Seidô representaram a Comunidade Zen Budista de Florianópolis na Caminhada Pela Paz no ato inter religioso promovido dia 21 de abril, em Palhoça S.C. como parte da Expo Palhoça.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O Denshô


O sino, chamado Denshô, do Hattô, ou templo, no monastério de Yokoji.

P: Qual é a relação entre meditação, iluminação e o cérebro humano?

R: O cérebro faz parte do instrumental para a meditação, suas ondas mudam para alfa e depois teta (sono profundo) na meditação, embora a vigília permaneça. A iluminação não pode ser descrita com precisão nem existem estudos fisiológicos que possam descrevê-la, é como examinar a anatomia de um cérebro e tentar descrever a emoção de um amor.

P: Um cérebro defeituoso, ou um corpo paralítico é inadequado à sua prática?

R: Doenças mentais são impeditivos certos, é necessário trata-las antes, o uso de qualquer droga que afete a consciência idem. Um corpo paralítico não, temos histórias de iluminação para pacientes deitados e imóveis por doenças.

P: Quais são os perigos reais de uma prática incorreta de meditação?

R: Muitos, em particular o aprisionamento em estados mentais alguns agradáveis e que são confundidos com algum tipo de realização.

(2004, lista Chungtao)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Saber ouvir o Mestre


Monges no entardecer dirigem-se à sala de meditação em Yokoji, durante o angô de 3 meses em 2009/2010.


Trecho de "Orientações para a prática do caminho" de Eihei Dogen, íntegra em http://www.daissen.org.br/hp/index.php?id=&s=textos em "textos" "Dogen".

"A majestade do Budismo aparece conforme é feito ou não o esforço, e difere em função da prática ser ou não orientada por um mestre.

Aqueles que se devotaram durante muito tempo ao estudo dos sutras, bem como os que são versados no conhecimento secular, deveriam visitar um mosteiro Zen. Existem muitos exemplos de quem tenha feito isso. Nangaku Eshi era um homem de muitos talentos, no entanto treinou sob a alçada de Bodhidharma. Yoka Gengaku era o mais excelente dos homens; ainda assim praticou sob a orientação de Daikan Eno. A clarificação do Dharma e a realização do Caminho estão dependentes do poder obtido no treino com mestres Zen.

Quando de visita a um mestre Zen em busca de orientação, ouve o seu ensinamento sem tentar pô-lo de acordo com o teu ponto de vista auto centrado; de outra forma serás incapaz de perceber o que ele está a dizer. Purificando o teu corpo e mente, olhos e ouvidos, escuta simplesmente o seu ensinamento, excluindo qualquer outro pensamento. Unifica o vosso corpo e mente e recebe o ensinamento do mestre como água a ser vertida de um vaso para outro. Se assim fizeres, serás capaz pela primeira vez de entender o seu ensinamento.

No presente, existem algumas pessoas insensatas que se devotam a memorizar algumas palavras e frases dos sutras ou se apegam ao que ouviram anteriormente. Depois, tentam equacionar isso com o ensinamento de um mestre vivo. As suas mentes estão cheias de noções pessoais e das frases antigas. Nunca serão capazes de se tornarem unos com as palavras do seu mestre. Outros ainda, atribuem uma importância primordial ao seu pensamento auto centrado, abrem os sutras e memorizam uma ou duas palavras e imaginam que isso é o Buda Dharma. Mais tarde, quando um mestre Zen iluminado lhes ensina o Dharma, encaram o seu ensinamento como verdadeiro se corresponder às suas próprias opiniões; caso contrário olham-no como falso. Sem saberem como abandonar esta forma errada de pensar, são incapazes de regressar ao verdadeiro Caminho. São dignos de pena, pois permanecerão iludidos por kalpas incontáveis. Que lamentável!

Os praticantes Budistas devem perceber que o Buda Dharma está para além do pensamento, discriminação e imaginação, ou do entendimento, percepção e compreensão intelectual. Se não fosse assim, como se explica que, sendo dotado desde a nascença de todas estas várias faculdades, não tenhas ainda alcançado o Caminho?"

terça-feira, 20 de abril de 2010

Monges são tristes?



Uma vez em uma palestra um rapaz me disse que tinha a imagem de que os monges eram tristes nos monastérios. Talvez esta foto seja uma resposta.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Arrependimento


P: O arrependimento mental sem as três prostrações é válido ? Ou tem que haver esta junção ?
Há a necessidade de verbalizarmos esse arrependimento para as pessoas em questão ?


R: Rituais ajudam sua mente, não se trata de validade ou não, eles não expiam suas culpas ou anulam o mal feito. O que tentamos ao falar com as pessoas ao tentar consertar um mal é modificar o carma envolvido, tudo que for feito neste sentido ajudará a mudar as consequências de nossos atos.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Jovens praticam o zen budismo?



Na foto do seshin, Daniel, 13 anos, conduz o oryoki (tigelas para refeição ritual) respeitosamente elevado, a prática da forma conduz o espírito, nas refeições nada pode ser recusado, e nem um grão de arroz pode ser desperdiçado, assim aprendemos a não colocar nosso "gosto, não gosto" nas coisas, a abdicar das preferências em prol da equanimidade.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Experiência de retiro


Recebida de uma participante no seshin do final de semana. Publicada na lista da Comunidade Zen budista de Florianópolis.

As regras foram claras, apenas o silêncio. Estar absolutamente no presente. "Que desafio", pensei. E assim seguimos no primeiro dia e entendi rapidamente que praticar o silêncio significa também calar todos os desejos externos que se infiltram na minha consciência e assim poder me interiorizar profundamente e sentir minha essência e esquecer todas as atribulações. Apenas eu.

No primeiro dia e até a metade do segundo era apenas o meu eu se manifestando com a dualidade. Via tudo separado. Era eu e as outras pessoas, eu e o zafu, eu a perna com câimbra, eu e a formalidade, eu e aquele lugar. Não entendia porque perder tempo com tanta formalidade, principalmente nas horas das refeições, eu só queria sentar e entender a vida. Mas acho que Buda ouviu todos os meus anseios, e eis que me vieram todas as respostas já na primeira palestra do dharma pelo monge. E em suas palavras, vi todas as minhas dúvidas e angústias se dissipando como uma névoa passageira. Sentindo o poder transfigurador de suas palavras em minha própria experiência, surgiu ali o entendimento que eu precisava para me unificar aquele sesshin. Enquanto ouvia atenta tudo que ele dizia, senti a conexão que ia se restaurando entre coração e mente. Não só para mim, mas acredito que essa corrente refletia-se em todos ali presentes.

...................

O restante do segundo dia e o terceiro (último) dia, ocorreu como uma comunhão divina entre meu eu e a prática. Tudo se unificou. Eu era o zazen, o zafu, o sino, a formalidade.

Grande é a minha alegria de ter ido, de ter ouvido algumas verdades profundas. Possam as palavras sublimes do Monge ficar para sempre guardadas em nossos corações. Que esse despertar me acompanhe suavemente e, ao mesmo tempo, portentosamente: forte como um leão, manso como uma pomba. Grande é a minha alegria de estar com todos vocês na prática.

A viagem de volta pra casa correu tudo bem. Apesar de o aeroporto estar muito cheio e com filas quilométricas, foi tudo tranqüilo. Meu corpo estava na fila, mas a mente nas alturas. O avião também estava lotado, meu corpo estava na poltrona apertada entre duas pessoas desconhecidas, porém a mente fazia meu eu flutuar e colocar meu corpo em zazen, mesmo que aparentemente ele não estivesse de fato.

De volta pra casa, percebi que verdadeiramente não existe espaço entre minha casa em Brasília e a sangha em Florianópolis. Mas estamos aqui, e pensamos que temos que viajar uns 1.700km, umas 3horas de avião para nos encontrarmos. Nossa consciência material nos diz o que é necessário para cobrir essa distância. No entanto, estamos sintonizados, interconectados, não existe espaço. Posso fechar os olhos e estar com vocês em zazen. Estamos em locais diferentes e, contudo, todos esses quilômetros são mera expansão do nosso pensamento.

Estarei e estou sempre entre vocês.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Treinar o corpo ou a mente?



R: Bem, pelo menos no zen budismo a questão de treinar a mente ou o corpo não se coloca, (no fundo não há separação)quando treinamos um treinamos o outro, e não se pode dizer que um é mais difícil de disciplinar que o outro, basta observar o treinamento de oryoki, (refeições formais) não é possível separar ali o que é treinamento de mente e treinamento de corpo. Também não se diz que é mais eficaz treinar a mente, justo porque é impossível faze-lo separadamente da mente, assim as práticas focadas em ações de corpo são levadas a grande detalhamento e na verdade são imensamente complexas, ao realiza-los toda a mente se altera.
Outro tópico: Algumas pessoas que pensam que o zen é libertário e não ritualista se queixam do zen que vem a conhecer na realidade, seu minucioso conjunto de regras de treinamento, suas práticas complexas e rituais detalhados, às mais ínfimas minúncias, conflitam com o zen que imaginaram nas leituras. Porém este é o verdadeiro treinamento tradicional zen, o restante é distorção causada por leitura fragmentária e divorciada da prática.

(Resposta dada na listabudismo em 2005)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Devo eliminar meu eu?


R: Você precisa do seu eu para transitar neste mundo, não tente elimina-lo. Use-o. Para ir a um baile à fantasia também usamos máscaras, é a maneira de entrar, de poder participar, mas sua máscara não é sua verdadeira natureza, é um eu temporário, como o que temos no mundo desde que nossos pais nos deram um nome.
Apenas quando voltar para casa não imagine que seu eu é você mesmo, ele é apenas uma identidade de que você precisa para operar no mundo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O mestre Zen, Daigaku Rumme

Zen Priest, Daigaku Rumme, disusses Zen and the Zazen practice. from Kevin Mullin on Vimeo.

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O mestre Zen, Daigaku Rumme, descreve o Zen como uma técnica e uma prática. Mestre Rumme, ligado a tradição Soto zen, ensinou no Angô anual de certificação de professores organizado pela SotoShu, treinamento para o qual são selecionados anualmente de 15 a 20 monges do ocidente, fluente também em japonês, trabalhou como tradutor e permaneceu semanas conosco, ele explica sobre a realidade oculta que transcende passado , presente e futuro. Como disse Dōgen Zenji, o mestre que trouxe o zen Soto da China para o Japão no século 13, "Toda pessoa está amplamente tomada pelo Dharma, mas sem prática ele não se manifestará."

A meditação zen é o coração da prática. Mestre Rumme descreve zazen como sentar quietamente sem um objetivo, "sente esquecendo que você está sentado", acrescenta, "não é algo fácil de se fazer." A meta do zazen é "eliminar o senso de separação que percebemos entre nós e o que estamos fazendo ou qualquer objeto que haja em nossa consciência".

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Perseguir a meta da iluminação


P: Eu criei uma imagem mental de um praticante sereno e imperturbável e fico perseguindo esse ideal por meio da minha prática de zazen. Só quebro a cara... mas treinamento pressupõe desenvolvimento ao longo do tempo, não é?
O senhor pode me aconselhar?

R: Há uma grande insistência no zen Soto em não ter esta meta , por que? Porque quando queremos algo é para nós, e portanto um reforço do eu, e assim jamais chegamos a lugar algum porque transformamos o caminho em materialismo espiritual, em uma mente aquisitiva.
Praticamos por praticar, sentamos apenas, isto já é a iluminação ( você só pode chegar lá se desistir de chegar)

terça-feira, 6 de abril de 2010

As regras que evitam os conflitos



Dentro de um mosteiro zen um noviço, ou monge não graduado, tem três palavras que deve usar sempre: sim (hai), desculpe, e obrigado. São as coisas que ele deve dizer quando é corrigido por um superior, este basta ser um monge mais antigo, no caso dos leigos os monges, e os de graduação superior para os ordenados. Jamais pode discutir ou se justificar, ou mesmo apontar que outro comete a mesma falta, sua postura deve ser de silêncio e obediência. O monge noviço ou um zagen (graduado mas ainda não um osho) não pode alimentar opiniões, ele deve ser "sunae" ou seja, não resistente, obediente, silente.
Desta forma, em um bom mosteiro zen não se vêem discussões, ou respostas as observações dos veteranos, um ambiente de calma em que os egos se calam é a regra geral.
Na foto, Shinko San (Osho)de manto amarelo, é ladeado por monges alguns graduados outros noviços, mas todos com seus mantos negros que manifestam a humildade dos que optaram pelo silêncio da prática monástica, a postura em sashu (da foto) é obrigatória quando se ouve um mais antigo falar.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Dentro do Hattô



Hattô em Yokoji, o hattô é o templo propriamente dito dentro de um mosteiro. Nele os monges realizam diversas cerimônias, na da foto andam lentamente recitando sutras.

sábado, 3 de abril de 2010

Jonins



Jonins, os que servem as refeições ritualmente dentro da sala de meditação, aguardam o sinal do Jisha, o hospedeiro oficial, para iniciar o serviço. Ao fundo o altar do Sodô com uma estátua de Manjusri, representado sentado tranquilamente sobre um leão.
Estes encargos são rotativos durante o treinamento, possuem grande numero de detalhes e exigem plena atenção para serem bem realizados, este um dos objetivos, desenvolver uma completa presença em tudo que se faz sem cogitar do passado nem do futuro, sem se ocupar com outros pensamentos além do estar aqui e agora.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Patricia Dai-En Bennage Roshi



Rev. Patricia Dai-En Bennage foi "vice abadessa" do angô oficial da SotoShu nos EUA,uma impressionante mestre zen, com palavras cheias de emoção e uma gentileza exemplar.
Ela achou o A Manual of Zen by D. T. Suzuki em 1958 e assim tornou-se uma estudante do zen. Residiu no Japão por 23 anos, primeiro treinou com o Mestre Rinzai, Omori Sogen Roshi. Posteriormente fez os votos da Soto Zen como monja e treinou no Mosteiro Soto Zen em Nagoya, Japão, recebendo a Transmissão e fazendo o Zuise, então entrou no treinamento senior para fazer o Shike ou ( programa para Roshi) , sendo certificada em 1990. Imediatamente depois, ela praticou com o Ven. Thich Nhat Hanh na França, recebendo os 14 Preceitos da Ordem do Interser. Ela foi a tradutora da Abadessa Shundo Aoyama Roshi's no livro Zen Seeds. Em, 2005, cerimônias assistidas por 36 sacerdotes Soto Zen do Japão, Europa e U.S., instalaram a Rev. Bennage como abadessa do Mt. Equity Zendo, Jihoji.