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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Onde estão os monges de Myanmar?


Num pequeno mosteiro birmanês, viviam 100 monges, sobraram 31; noutro, eram 1.800. Desapareceram 1.000. Por toda Mianmar, a dúvida persiste: onde estão os monges? O governo reconhece que, durante os protestos, fez 3.000 prisões de monges e de civis. Mas garante que só 90, os líderes, permanecem atrás das grades.

É difícil que qualquer um dos números seja verdade. Monges foram assassinados, ninguém sabe quantos. Muitos deixaram seus mosteiros com medo da violência policial e tomaram o rumo do interior. Vivem escondidos. Ainda há os que, tendo sido presos, foram obrigados a largar seus mantos para substituí-los por roupas civis.
Alguma coisa aconteceu: eles desapareceram (veja reportagem da revista Newsweek em inglês). A única informação que há por parte do governo, no entanto, é que não há nada de novo e a calma reina no país após a desordem. Os diplomatas estrangeiros não conseguem notícias.

Mianmar é um país profundamente religioso, o budismo é parte do dia-a-dia de todo birmanês e os monges são tratados com todo o respeito possível. Uma das leituras é que a tática do governo de reagir com particular brutalidade contra os monges funcionou. Se fazem isso com os homens santos, o que não fariam com civis?

O que reina é um medo profundo – e é só o medo que sustenta o governo no poder.

postagem original: Weblog de Pedro Doria

copiado do blog de Monja Isshin

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Yoga e Zen para amputados


Em anexo fotos da oficina de yoga do II Encontro Nacional de Amputados, que ocorreu em Ponta das Canas no hotel Canto da Ilha no sábado último.
Segundo Patanjali, yoga é a cessação dos turbilhões mentais. Yoga não é para o corpo, é para a mente. O corpo no yoga é aquilo que vai ser cremado. O corpo é apenas um instrumento, o corpo e a respiração são as ferramentas para a interiorização.
"O objetivo do yoga é atingir consciência total em tudo que se faça" - mestre Iyengar
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Marcos Rojo Rodrigues, Dr. em yoga por uma universidade indiana, coordenador do mestradro em yoga da UniFMU, professor da USP, escreve, "yoga é meditação", "yoga é um estado da mente".
Segundo Feuerstein, maior ocidental estudioso do yoga, autor de A Tradição do Yoga (cujo capítulo 7 é intitulado Yoga no budismo; atualmente Feuerstein é discípulo de um lama brasileiro), coloca que duas coisas são imprescindíveis no yoga:
1) yoga é iniciático, ou seja, é necessário um mestre (relação mestre/discípulo).
2) é necessário praticar.
Então nesta vivência e em outras eu uso o rakusu, pois embora a parte física esteja fundamentada em meus conhecimentos como profissional da educação física, minha orientação espiritual está no zen.
Feuerstein chama a escola Zen de yoga japonês.
/\
Flávio Jôshin (Comunidade Zen Budista de Florianópolis)

A vacuidade pode ser alcançada através dos chakras?

A vacuidade é uma qualidade de todas as coisas, a qualidade de ser interdependentes, de não terem um eu inerente, por si mesmas. Não é algo, ou um substrato do universo, ela se manifesta através das formas, mas as formas são a própria vacuidade e a vacuidade as formas.
Chakras são uma teorização e interpretação particular que nada tem a ver com o budismo em si, mas sim com um método, como seria outra interpretação de outra origem. O que não quer dizer que esteja negando sua existência, nem a afirmando.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Os Três Refúgios

Os Três Refúgios

Os três refúgios representam a fundação e a orientação de nossas vidas como seguidores do Caminho de Buda.

1. Eu tomo refúgio no Buda. Ao tomar refúgio no Buda, nós reconhecemos a Natureza Búdica de todos os seres. Embora haja diferentes níveis de autoridade administrativa e religiosa no Centro Zen, nós reconhecemos que todos nós somos, igualmente, a expressão da Natureza Búdica.

2. Eu tomo refúgio no Dharma. Ao tomar refúgio no Dharma, nós reconhecemos a sabedoria e a compaixão do modo de vida Budista. É através do Dharma que nós exprimimos e tornamos acessíveis os ensinamentos de Buda tal como nos foram transmitidos através da linhagem de nossos professores. O termo "Dharma" é freqüentemente traduzido como "Lei", e nesta perspectiva nós podemos ver os ensinamentos de Buda como diretrizes para nosso comportamento em todas as áreas de nossas vidas.

3. Eu tomo refúgio na Sangha. Ao tomar refúgio na Sangha, nós reconhecemos o importante papel que a vida comunitária do Centro Zen desempenha na nossa prática. A fim de que a Sangha seja um refúgio, nós aspiramos criar um ambiente inclusivo, com espaço para compreensão e aceitação de nossas diferenças. Ao mesmo tempo, nós trabalhamos para implementar a percepção de que a Sangha e seus membros não são entidades separadas. Uma comunicação aberta e permanente dentro da Sangha é essencial para que seja criado este refúgio. Quaisquer preocupações ou conflitos éticos devem ser integralmente ouvidos e apropriadamente discutidos.

Texto do Zen Center de Rochester (Tradução de Francisco Scherer; Revisão de Giovanni Kakugen)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Perguntas, eu e meditação

Eu costumo me perceber como o sujeito e as outras pessoas como objetos da minha mente. O que o senhor acha disso?

R: Já houve uma escola budista que achava que todas as coisas são produtos da consciência (Cittamatra). Mas este pensamento que você expressou é típicamente auto centrado portanto ilusório, fruto de seu funcionamento mental, que afinal é o que causa a consciência.

O que significa dizer que sujeito e objeto se fundem durante a meditação?

R: Não há sujeitos nem objetos na meditação.

Que tipo de fusão ocorre durante a meditação?

R: Vc está praticando meditação? É inútil ficar respondendo estas coisas sem que haja prática. Praticando as perguntas mudam.

A meditação é capaz de destruir todos os tipos de sofrimentos?

R: Sim. A meditação corta o carma, porém isto não é rápido.

Eu me sinto muito sozinho por ser individual, por ter um eu, e costumo me sentir o centro do mundo. Costumo pensar que estou preso dentro do meu próprio mundo, dentro do mundo que apenas eu vejo. O que a meditação pode fazer quanto a isso?

R: Tente. Você verá. Este eu é completamente ilusório.

sábado, 24 de novembro de 2007

Palestra na UFSC


Dois aspectos da palestra realizada no CDS da Universidade Federal de Santa Catarina, abordando a meditação e seus efeitos neurofisiológicos, estes a cargo do Prof. Dr. Takase da UFSC que vem efetuando pesquisas usando meditadores.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Os preceitos tomados nas investiduras leigas

Os 16 Preceitos Buddhistas



Os Três Refúgios

1. Eu tomo refúgio no Buda.

2. Eu tomo refúgio no Dharma.

3. Eu tomo refúgio na Sangha.



As Três Resoluções Gerais




1. Eu decido evitar o mal.

2. Eu decido fazer o bem.

3. Eu decido libertar todos os seres sencientes.


Os Dez Preceitos Cardeais


1. Eu decido não matar, e sim cuidar de toda forma de vida.


2. Eu decido não tomar o que não é dado, e sim respeitar a propriedade alheia.


3. Eu decido não utilizar mal a minha sexualidade, e sim ser cuidadoso e responsável.


4.Eu decido não mentir, e sim falar a verdade.


5. Eu decido manter a minha mente clara, não abusar do álcool ou outros intoxicantes, e nem levar os outros a fazê-lo.


6. Eu decido não falar sobre as falhas de outros, mas sim ser compreensivo e solidário.


7. Eu decido não enaltecer a mim mesmo e desfazer os demais, mas sim superar as minhas próprias limitações.


8. Eu decido não sonegar ajuda espiritual ou material, mas concede-las gratuitamente quando necessário.


9. Eu decido não me entregar à raiva, mas sim praticar a paciência.


10. Eu decido não desrespeitar os Três Tesouros (Buda, Dharma e Sangha), mas sim nutri-los e apoia-los.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Palestra sobre meditação

Palestra aberta e gratuita na UFSC

Para os interessados em psicologia, meditação, neurociências e budismo

Meditação: o que é e como funciona?

Palestrantes: Prof. Dr. Emílio Takase (Dr. em Psicologia Experimental pela USP) e Monge Genshô (Diretor Geral do Colegiado Buddhista Brasileiro)

Data: 22 de novembro de 2007 (quinta-feira)

Às 19 horas no Auditório do CDS / UFSC (Universidade Federal de SC)

Florianópolis

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Sesshin em Florianópolis

Postado por Jane Denkô no fotolog da página www.chalegre.com.br/zendo foto do retiro zen de novembro/2007 em Florianópolis, participantes de Curitiba e Porto Alegre também estiveram presentes.

Sentimentos e amizade são apegos?

A amizade e amor verdadeiros podem ser desapegados, porque não? Um bom pai encoraja o filho a ir fazer longa viagem boa para sua vida, lhe dói a cama vazia, mas seu amor é forte o suficiente para permitir ao filho alçar vôo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Zen recomendado na prática psicoterapêutica

Patients Do Better

With Psychotherapist

Who Practice Zen

Meditation,

Study Suggests

ScienceDaily (Nov. 18, 2007) ? An investigation by German researchers headed by Professor Nickel indicates the practicing Zen meditation by psychotherapists matters. All therapists direct their attention in some manner during psychotherapy. A special form of directing attention, 'mindfulness', is recommended.

This study aimed to examine whether, and to what extent, promoting mindfulness in psychotherapists in training (PiT) influences the treatment results of their patients. The therapeutic course and treatment results of 124 inpatients, who were treated for 9 weeks by 18 PiTs, were compared.

The PiTs were randomly assigned to 1 of 2 groups: (i) those practicing Zen meditation (MED; n = 9 or (ii) control group, which did not perform meditation (noMED; n = 9). The results of treatment (according to the intent-to-treat principle) were examined using the Session Questionnaire for General and Differen-tial Individual Psychotherapy (STEP), the Questionnaire of Changes in Experience and Behavior (VEV) and the Symptom Checklist (SCL-90-R).Compared to the noMED group (n = 61), the patients of PiTs from the MED group (n = 63) had significantly higher evaluations (according to the intent-to-treat principle) for individual therapy on 2 STEP scales, clarification and problem-solving perspectives.

Their evaluations were also significantly higher for the entire therapeutic result on the VEV. Furthermore, the MED group showed greater symptom reduction than the noMED group on the Global Severity Index and 8 SCL-90-R scales, including Somatization, Insecurity in Social Contact, Obsessiveness, Anxiety, Anger/Hostility, Phobic Anxiety, Paranoid Thinking and Psychoticism.

This study indicates that promoting mindfulness in PiTs could positively influence the therapeutic course and treatment results in their patients.

Journal reference: Grepmair, L. ; Mitterlehner, F. ; Loew, T. ; Bachler, E. ; Rother, W. ; Nickel, M. Promoting Mindfulness in Psychotherapists in Training Influences the Treatment Results of Their Patients: A Randomized, Double-Blind, Controlled Study Psychother Psychosom 2007;76:332-338

Adapted from materials provided by Psychotherapy and Psychosomatics.

domingo, 18 de novembro de 2007

Livro "Seguindo as Pegadas do Buda"

Foi lançado na Feira do Livro de Porto Alegre o livro sobre a vida de BUDA, "Seguindo as Pegadas do Buda", do monge budista Thich Nhat Han.

O livro, que está servindo de base para mais uma superprodução de Hollywood (para 2008), pode ser adquirido pelo site da editora: www.bodigaya.com.br

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Retiro

De 15 a 18 de nov o retiro em Florianópolis impede a postagem neste blog. Assim, até a semana próxima...

Manjusri observa

A estátua que representa Manjusri, o bodisatva da sabedoria, tranquilamente sentado sobre um leão, observa a cerimônia da nova Abadessa, Coen Sensei. Nas mãos desta, o Hosshu, originariamente usado para espantar os insetos sem feri-los, com o tempo transformou-se em um símbolo dos mestres do zen.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

A mente inclui tudo


Shunryo Suzuki Roshi (1905-1971)

"Vai levar muito tempo até encontrares a tua mente calma e serena na meditação. Muitas sensações aparecem, muitos pensamentos e imagens surgem, mas são apenas ondas da tua própria mente. Nada vem do exterior da tua mente. Habitualmente pensamos que a nossa mente recebe impressões e experiências do exterior mas essa não é a verdadeira compreensão da nossa mente. A verdadeira compreensão é que a mente inclui tudo. Quando pensamos que alguma coisa vem do exterior significa apenas que algo surge na nossa mente. Nada fora de ti te pode perturbar. Tu próprio é que crias as ondas na tua mente. Se deixares a tua mente tal como é, ela tornar-se-á calma. Esta mente chama-se Grande Mente."

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Sobre as prisões

Quando nós viemos para o sesshin e sentamos, a palavra sesshin quer dizer reunir ou consertar a mente, reunir uma mente que está espalhada, reunir num lugar só. Achar o centro, onde estou, estas são as respostas importantíssimas.Quem eu sou realmente? Porque se você souber quem é realmente vai poder fazer até uma operação plástica sem ficar preso porque você já sabe quem é. Você pode ter um determinado bem porque sabe ah, eu preciso de um carro com tais características. E depois você pergunta para esta pessoa que sabe quem é: você está satisfeito com o seu carro? Sim eu estou satisfeito. Você não vai trocar por um novo? Não só quando começar a dar problemas eu vou pensar. É a mente saudável. Ambição sem fim é que é a mente infeliz porque basicamente ela não sabe quem é. Por não saber quem é fica procurando a si mesmo fora ou nas revistas que ditam os modelos de beleza ou nos objetos que trazem felicidades muito curtas, muito temporárias. Eu acho que esta é a resposta essencial para a pergunta que foi feita. Onde é que existe o equilíbrio? Existe o equilíbrio na resposta a pergunta: quem sou eu? Então saber o que fazer, como e de que maneira, sem estar preso num redemoinho.

Quem souber quem é pode entrar no cassino, jogar na roleta, perder e sair, sem estar preso ao jogo da roleta. Quem sabe quem realmente é pode ir ao jogo de futebol e vibrar com o gol e sair do campo nem triste nem alegre. Triste porque perdeu ou alegre porque ganhou. Simplesmente partilhou com amigos um bom tempo ali e torceu, mas depois não está triste nem alegre porque ele não é o time. Esta é a diferença. Isto é muito difícil. Porque você vai perguntar para a pessoa quem você é e ele é capaz de responder assim: eu sou flamengo. Não é mais ele. Ele é flamengo. Isto é que é importante. É claro que quando a pessoa pratica espiritualmente há uma tendência a se distanciar das situações aprisionantes. O budismo aponta para esta liberdade. Liberdade dos aprisionamentos e dos automatismos.


Trecho, palestra "O Passaporte", disponível em www.chalegre.com.br/zendo em Textos.

sábado, 10 de novembro de 2007

Praticando o zen como os monges nos mosteiros

Comunidade Zen Budista de Florianópolis

Convida

Sesshin Em Florianópolis
(Retiro Zen Budista)

14,15,16,17,18 de novembro (quarta-feira à domingo - início 19hs)
Coordenação: Monge Genshô

Valor: R$180,00 para membros efetivos da Sangha, R$240,00 para
membros colaboradores e R$300,00 para não contribuintes, estão
inclusos hospedagem e alimentação.


Local: Sede Baha-í – Estrada Geral da Cachoeira do Bom Jesus,
Cachoeira do Bom Jesus – Florianópolis – SC.

Favor informar por e-mail o depósito

DEPÓSITO EM CONTA CORRENTE

BANCO DO BRASIL – Instituto Educacional Todatsu

AG 4550-0
CC 5709-6

CNPJ 04.189.002/0001-21

Contato: *Shumaia Sodô (48) *3225 6299/8405 5914.

*e-mail: *santosjuliana@terra.com.br mailto:santosjuliana@terra.com.br

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Radicais destroem estátuas budistas no Paquistão


Quando o Taleban destruiu duas estátuas budistas no Afeganistão na primavera de 2001, houve um clamor de protesto internacional. Mas incidentes similares estão ocorrendo agora no noroeste do Paquistão, onde islâmicos radicais recentemente explodiram uma escultura do Buda em plena luz do dia

Yassin Musharbash

O fenômeno é novo e desconcertante. Até mesmo o governo paquistanês o descreve com uma "talebanização"
. Atualmente certas partes do país estão quase que na exata situação em que se encontrava o Afeganistão quando o Taleban detinha o poder naquele país.

Isso ocorre especialmente na outrora pacífica região de Swat, na qual um líder militante islâmico chegou até a proclamar a criação de um "emirado". E, assim como no Afeganistão, o ódio dos islâmicos é direcionado em parte contra os traços da antiga civilização budista que existiu na região.

Extremistas muçulmanos inspirados pelo Taleban destruíram uma importante escultura budista de 40 metros de altura e cerca de 1.300 anos de idade na região noroeste do Vale de Swat, segundo Vishaka N. Desai, diretora da Asia Society, uma instituição internacional com sede nos Estados Unidos cujo objetivo é estreitar as relações e o entendimento entre os povos asiáticos e norte-americano.

Rohatsu Sesshin

«Acontece no Templo Busshinji, de 9 a 16 de dezembro, o Sesshin da Iluminação (Rohatsu Sesshin). A participação é aberta a todos os interessados. Todos devem vestir roupas pretas. Durante a prática do sesshin não serão permitidas saídas inesperadas ou entradas atrasadas. Não se traz telefone celular e nem se usa o telefone do templo. Na hora do samu (trabalho),
deve-se executar as tarefas com afinco. Evitar conversar durante os intervalos.
Mesmo os praticantes de outras escolas podem participar, desde que se adaptem às normas da casa.
Como não temos acomodações apropriadas, os participantes retornam para as suas casas à noite.
O custo para este sesshin é de R$ 200.
O Templo Busshinji fica na Rua S. Joaquim, 286, Bairro da Liberdade, São Paulo. Inscrições no local.»
fonte:
http://sanghamargha.blogspot.com/2007/11/seshin-da-iluminao.html

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Monges marcham pela paz na Índia


Um grupo de 30 monges budistas de diferentes países concluiu nesta quinta-feira (8) em Nova Délhi a caminhada que realizam pela paz mundial.

A marcha de 300 quilômetros começou no dia 28 de outubro na cidade de Punjab. No dia 14 de novembro, os monges devem inaugurar uma torre pela paz mundial no Parque Indraprastha, também em Nova Délhi.

Fonte: Globo

Nem ganhar nem perder

Quem souber quem é pode entrar no cassino, jogar na roleta, perder e sair, sem estar preso ao jogo da roleta. Quem sabe quem realmente é pode ir ao jogo de futebol e vibrar com o gol e sair do campo nem triste nem alegre. Triste porque perdeu ou alegre porque ganhou. Simplesmente partilhou com amigos um bom tempo ali e torceu, mas depois não está triste nem alegre porque ele não é o time. Esta é a diferença. Isto é muito difícil. Porque você vai perguntar para a pessoa quem você é e ele é capaz de responder assim: eu sou flamengo. Não é mais ele. Ele é flamengo. Isto é que é importante. É claro que quando a pessoa pratica espiritualmente há uma tendência a se distanciar das situações aprisionantes. O budismo aponta para esta liberdade. Liberdade dos aprisionamentos e dos automatismos.
(Trecho de O Passaporte, palestra disponível em www.chalegre.com.br/zendo na secção Textos)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

"Monge, sofri insultos, uma tristeza imensa me arrasa...."

Porque somos frágeis e delicados, às vêzes não é possível ficar acima das circunstâncias e é necessário, sim, sofrer, saber que é um pedaço do inferno, mas que temos força para atravessa-lo mesmo chorando. Nós temos capacidade de atravessar estes campos lamacentos da vida, mas lá adiante existe o momento de refrigério, é preciso ter confiança nele, que bom que existe a impermanência! Ela permite que saibamos que os sofrimentos se esgotam.
Doutro lado, quem dentro de nós é que sofre com os insultos? É nosso desejo de ser amado, de ser reconhecido, é nosso pobre orgulho de sermos seres diversos, diferentes daquilo que ouvimos...como estar acima disto? Difícil,mas pelo menos podemos respirar fundo, esquecer as coisas tristes nos voltando para as boas, sei que quando experimentamos alguma esperança qualquer recaída é mais dolorosa, por que? Porque alimentamos a expectativa do futuro, porque saímos do presente esperando que tudo continue bom como naquele momento melhor, mas este momento não desapareceu, faz parte da mesma pessoa, ela é tudo isto, o bem e o mal misturados, o que será que nossos olhos podem ver através das aparências das emoções que animam o outro?
São as ações que são erradas, mas as pessoas no fundo tem a pura natureza búdica, é só o carma que as agita.
Saia um pouco e olhe o céu azul, as nuvens passam sem perturba-lo.
Estou aqui a seu lado,

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Aí por 2002...


Início do zen em Florianópolis, à direita , de azul, um grande apoio, Marcos Wunderlich, na sede de seu Instituto Holos realizaram-se os primeiros retiros, como o que a foto registra.

sábado, 3 de novembro de 2007

Por quê "Aparecida Kannon"? Por quê este sincretismo?



Fotos Seigen
Emerson escreveu na lista Chungtao:

"Gostaria de apontar para o fato de que as pessoas de alguma forma ligadas a esta cerimônia de Aparecida Kannon, seja porque fazem parte da comunidade que a organizou, seja porque foram lá participar (no caso, eu rsrsrs), ao serem questionadas sobre o significado de "Aparecida" (e eu fui um dos primeiros que questionei), têm se mostrado evasivas nas respostas.
A razão mais direta de não se responder diretamente a esta pergunta é que, como já foi dito, trata-se de uma proposta do Saikawa rôshi e obviamente ninguém pode responder por ele. Há outras razões e aqui eu gostaria de falar das minhas, pois também fico feliz de que ela possa voltar a ocorrer.
O fato é que, considerando as palavras do Handa-san, que é um monge diretamente ligado a este mestre e que também participou da cerimônia, nem mesmo eles, envolvidos diretamente na preparação e execução, receberam explicações detalhadas sobre esta questão.
Em outras ocasiões, inclusive em um retiro, já tive a oportunidade de estar ao lado do rôshi e, até onde permite ver minha compreensão embaçada, posso dizer que eu o reconheço como um verdadeiro mestre zen. Em outras palavras, acredito que qualquer "proposta" que
venha dele tenha nascido de sua compreensão peculiar.
Mas este é apenas o primeiro ponto.
Neste caso em particular, "compreensão" sobre exatamente o quê? Sobre a compaixão, eu responderia, que, segundo explicações dadas, é o objetivo desta "proposta".
Então temos um mestre zen japonês que, munido de sua "compreensão peculiar", decide fazer em terras tupiniquins uma cerimônia "para a compaixão e comunhão entre todas as pessoas", conforme foi anunciado, e então ordena a seus monges e ao "departamento
feminino" do templo que prepare tudo para a novaCerimônia a "Aparecida Kannon Bosatsu da PazUniversal". Quase isso. Quem olhou e reconheceu, pôde ver no álbum do Seigen o próprio rôshi varrendo o chão e mexendo as panelas. Aqui acho que começa o ponto essencial: esse é um ato de expressão de comunhão entre as pessoas levado à prática, não de discussão
sobre o tema.
Ao se buscar a comunhão temos que primeiro procurar o que temos em comum, não o que nos distingue. O ponto de contato entre Kannon Bosatsu e Nossa Senhora Aparecida é naturalmente a devoção que o povo japonês têm pela primeira e o brasileiro, pela segunda. Mas o
mais importante é que para quem estava servindo no dia, ou sendo servido, isso não fazia a menor diferença.
No fim percebei que é preciso algum coração e se largar mão de muita racionalidade para participar de um evento com este espírito, seja por conta de nossa convicção religiosa, seja por causa de nossos conceitos e idéias sobre as coisas do coração, como compaixão. Na prática, qual é a diferença se a compaixão é encarnada pela santa padroeira ou pelobodisatva? Ambos são conceitos religiosos, pois carecem de uma definição clara (ambos estão associados
aos seus respectivos epítetos) para existirem. E quem precisa de conceitos para comungar, se é verdade que a comunhão é assunto do coração e não do raciocínio?
Assim, não estou escrevendo estas palavras para justificar, seja para os outros ou para mim mesmo, minha participação, nem mesmo para justificar a existência própria do evento, mas para
desconstruí-las, para reconhecer que seria lamentável se eu continuasse necessitando de uma justificativa ou explicação, ou que todos os conceitos precisassem se encaixar perfeitamente na minha cabeça.
Digo desconstruir estas palavras porque só depois de concebê-las, paradoxalmente percebi que se continuasse precisando de justificativas para me aproximar de outras pessoas ou para pôr a compaixão em prática é que eu certamente deveria a começar a participar de cerimônias deste tipo, onde dar uma explicação seja tão difícil quanto dar a resposta a um koan, onde a
questão queimasse fundo todos os conceitos e sobrasse apenas a vivência. E, quem sabe, se continuar praticando assim talvez um dia, em vez de apenas me servir, consiga chegar ao nível de ser capaz de varrer o chão para a cerimônia."

Emerson

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Se eu jogar fora a minha vida, onde ela estará?

Não existe esta MINHA vida, só uma grande, incomensurável vida. Se você a descobrir livrar-se-á de toda SUA vida e estará livre de nascimento e morte.