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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A História de Buda (parte 4: O Despertar)





Restabelecido, Shakyamuni senta-se e fica 7 dias em Zazen, enquanto nós ficamos 40 minutos. Ao amanhecer, surge a estrela da manhã, e repentinamente ele vê o seu engano, que foi ter acreditado em si mesmo todo esse tempo. Ele diz: "tu, meu eu, tu não me enganarás mais".

É neste momento, em que ele vê a estrela da manhã e desperta, que ele vira Buda. Até esse momento ele é só Shakyamuni. Aí você diz: seis anos, foi tão rápido! Mas foram seis anos que ele não fez mais nada além de jejuar, praticar, sem nenhum momento ceder a nenhum desejo pessoal de conforto, alimento ou coisas assim. Seis anos de prática realmente.

Então ele pôde se levantar, pois entendeu todas as coisas, a origem do sofrimento, a cessação do sofrimento, qual é o caminho para cessar o sofrimento, como é que o sofrimento nasce. Nós acreditamos em nós mesmos, e por isso sofremos. Nós acreditamos na permanência, por isso nós sofremos. Existe uma saída para o sofrimento, que é abandonar essas crenças falsas em nós mesmos e todas agregadas. A origem de todas as coisas é interdependente: nada surgiu do nada, nada foi criado. Todas as coisas dependem umas das outras e existe uma interdependência. Tão simples.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A História de Buda (parte 2: O Ascetismo)





Aluno: e por que ele escolheu esse caminho?

Monge Genshô: esse era o caminho  disponível naquele momento na Índia [jejum e martirização do corpo]. Havia a tradição de que aquele que tem uma angústia espiritual vai ser um samana, um asceta e tentar resolver o problema de verdade. Isso era encarado como uma escolha legítima, e esse ascetismo era levado a um ponto muito agudo, tão agudo como ele próprio relata: quando ele está no fim, está quase morrendo. O seu sentar parecia uma pisada de camelo. Eram só os ossos do ilíaco, e ele era tão magro que todas as suas costelas e ossos do rosto apareciam. Ele estava quase morrendo de tanto se sacrificar e tentar chegar a uma solução.  Os mestres que ele teve o ajudaram bastante a pensar, raciocinar e fazer exercícios cada vez mais duros. Cada um deles ofereceu a ele para ser seu sucessor, mas Shakyamuni não aceitou, pois achava que não tinha conseguido uma solução real. (continua...)