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terça-feira, 24 de março de 2009

África do Sul envergonha seu povo


Dois prêmios Nobel da Paz sul-africanos, o arcebispo Desmond Tutu e FW de Klerk, cancelaram sua ida à conferência contra o racismo que será realizada na próxima sexta-feira (27/03) em Johanesburgo em protesto contra a decisão do governo de proibir a entrada do Dalai Lama no país.

Ambos consideraram a decisão "vergonhosa". O Comitê do Nobel da Paz também deve boicotar a conferência. Desmond Tutu garantiu que, sem a presença do Dalai Lama, não irá ao evento para discutir sobre como utilizar os preparativos da Copa do Mundo de 2010 para combater o racismo e a xenofobia.

A Fundação FW de Klerk afirmou em uma declaração que a África do Sul é uma democracia constitucional soberana e não deveria permitir que outros países decidam quem pode ou não pode entrar em seu território, em uma clara referência à China. O governo da África do Sul negou que sua decisão tenha a ver com Pequim e disse que a presença do Dalai Lama desviaria a atenção dos preparativos para a Copa do Mundo.

Fonte: www.opiniaoenoticia.com.br

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Vaclav Havel e Desmond Tutu cobram postura dos atletas olímpicos sobre o Tibete

REPÚBLICA TCHECA - O ex-presidente tcheco Vaclav Havel e o vencedor do prêmio Nobel da paz Desmond Tutu pediram aos atletas olímpicos, nesta quinta-feira, que abordem a questão dos direitos humanos na China durante os Jogos Olímpicos, que começam no mês que vem.

Tutu, bispo sul-africano, e Havel, defensor dos direitos humanos preso pelo governo comunista antes de sua queda em 1989, disseram em uma carta aberta que o Comitê Olímpico Internacional (COI) deve fazer com que os atletas tenham conhecimento da supressão de liberdades na China.

- É necessário que todos os atletas saibam sobre a realidade da China e que apontem as violações aos direitos humanos abertamente, seja onde for ou quando for, guiados por sua consciência, diz a carta.

- Pedimos ao COI que torne isso possível, acrescentaram Tutu e Havel no documento.

Pequim tem sido alvo de críticas de grupos internacionais de defesa dos direitos humanos devido à prisão de um famoso dissidente e à censura aplicada em alguns sites da Internet, além de sua política internacional e restrições aos direitos humanos. Com a chegada da Olimpíada, as críticas têm aumentado.

O COI se esforça para que temas de cunho político não invadam as cerimônias e as provas esportivas. Mas os atletas devem se pronunciar e o COI deveria permitir que façam isso, diz a carta, também assinada pelo dissidente chinês Wei Jingsheng e pelo vice-presidente do parlamento europeu, Edward McMillan-Scott.

- Falar das condições dos direitos humanos... não pode ser violação da licença olímpica, diz a carta.

- Falar de direitos humanos não é política; somente regimes autoritários e totalitários tentam fazer com que seja visto assim. Falar dos direitos humanos é um dever.

Havel irritou o governo chinês em várias ocasiões durante seu período como presidente (1989-2003), principalmente devido à sua amizade com o líder espiritual tibetano, o Dalai Lama.

fonte:http://jbonline.terra.com.br/hotsites/olimpiadas2008/temporeal/ye310723005.asp