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sábado, 9 de agosto de 2008

Atletas pressionam China por direitos humanos no Tibete


Dayron Robles

PEQUIM - Mais de 40 atletas que vão disputar os Jogos de Pequim clamaram à China que encontre uma solução pacífica para a questão do Tibete e que protejam a liberdade de religião e de opinião, informaram grupos de direitos humanos, ampliando a pressão sobre os anfitriões dos Jogos.

Entre os participantes dos Jogos existem 127 atletas que afirmam ter assinado uma petição para que o presidente chinês Hu Jintao leve esporte e direitos humanos juntos, o que Pequim tem sistematicamente rejeitado, alegando "politização" dos Jogos.

Os signatários pedem a Hu que "promova uma solução pacífica para o caso do Tibete e para outros conflitos em seu país, respeitando os princípios fundamentais dos direitos humanos", de acordo com carta enviada nesta quarta-feira pela Esportes pela Paz, Anistia Internacional e Campanha Internacional pelo Tibete.

Eles também pressionam Hu por "liberdade de expressão, de religião e opinião em seu país, incluindo o Tibete", de acordo com o site em alemão da entidade Esportes pela Paz.

Entre os signatários estariam o cubano recordista mundial de corrida com obstáculos Dayron Robles -- um gesto surpreendente para um atleta de um país comunista e amigo da China, o corredor norte-americano DeeDee Trotter e o saltador croata Blanka Vlasic.

Repetidas ligações para os organizadores da petição para checar a lista não foram respondidas. E os atletas citados não puderam ser imediatamente contatados para confirmar sobre suas assinaturas no documento.

(Reportagem de Chris Buckley)

fonte: http://esporte.uol.com.br/ultimas/reuters/2008/08/06/ult28u55431.jhtm

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Vaclav Havel e Desmond Tutu cobram postura dos atletas olímpicos sobre o Tibete

REPÚBLICA TCHECA - O ex-presidente tcheco Vaclav Havel e o vencedor do prêmio Nobel da paz Desmond Tutu pediram aos atletas olímpicos, nesta quinta-feira, que abordem a questão dos direitos humanos na China durante os Jogos Olímpicos, que começam no mês que vem.

Tutu, bispo sul-africano, e Havel, defensor dos direitos humanos preso pelo governo comunista antes de sua queda em 1989, disseram em uma carta aberta que o Comitê Olímpico Internacional (COI) deve fazer com que os atletas tenham conhecimento da supressão de liberdades na China.

- É necessário que todos os atletas saibam sobre a realidade da China e que apontem as violações aos direitos humanos abertamente, seja onde for ou quando for, guiados por sua consciência, diz a carta.

- Pedimos ao COI que torne isso possível, acrescentaram Tutu e Havel no documento.

Pequim tem sido alvo de críticas de grupos internacionais de defesa dos direitos humanos devido à prisão de um famoso dissidente e à censura aplicada em alguns sites da Internet, além de sua política internacional e restrições aos direitos humanos. Com a chegada da Olimpíada, as críticas têm aumentado.

O COI se esforça para que temas de cunho político não invadam as cerimônias e as provas esportivas. Mas os atletas devem se pronunciar e o COI deveria permitir que façam isso, diz a carta, também assinada pelo dissidente chinês Wei Jingsheng e pelo vice-presidente do parlamento europeu, Edward McMillan-Scott.

- Falar das condições dos direitos humanos... não pode ser violação da licença olímpica, diz a carta.

- Falar de direitos humanos não é política; somente regimes autoritários e totalitários tentam fazer com que seja visto assim. Falar dos direitos humanos é um dever.

Havel irritou o governo chinês em várias ocasiões durante seu período como presidente (1989-2003), principalmente devido à sua amizade com o líder espiritual tibetano, o Dalai Lama.

fonte:http://jbonline.terra.com.br/hotsites/olimpiadas2008/temporeal/ye310723005.asp