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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Olhar com equanimidade




(Continuação) A sessão quatro do Sutra do Diamante, diz: “até mesmo as práticas mais benéficas são relativas. Na prática da caridade, Subhuti (personagem ouvinte, discípulo de Buda), um bodhisattva deveria ser desprendido. Isso significa que ele deveria praticar a caridade sem levar em conta as aparências ou a ideia de causa, sem levar em conta som, odor, toque, sabor, ou qualquer motivo, pois assim agindo seu mérito é incalculável”. O sutra  diz: “a prática da caridade é feita sem considerar quem é o receptor e sem se sentir distinguido do receptor. Ele e eu somos um, sem levar em conta nenhuma aparência. Mas, Subhuti, igualmente incalculável é o mérito do bodhisattva que pratica a caridade sem quaisquer apegos às formas. Todos deveriam perseverar sem desvios nesta instrução”. E Buda diz: “Subhuti quaisquer que sejam as características materiais, há nelas ilusão. Mas aquele que percebe que todas as características não são de fato características, percebe o Tathagata" (um dos nomes de Buda)”. A explicação aqui é: nós olhamos os seres e os distinguimos a partir de suas características. Se nós não olharmos as características e virmos tudo com equanimidade, então veremos igualdade, veremos uniformidade. (Continua)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Os seis paramitas


"Os sutras dizem que os seis paramitas são: caridade, moralidade, paciência,devoção, meditação e sabedoria. Os paramitas referem-se à purificação dos sentidos.
Cultivar os paramitas significa purificar os seis sentidos superando as ilusões que
adentram a mente pelos seis sentidos.

E domar a mente, buscar a tranqüilidade,praticando consciência é sabedoria nos ajudaram a transpor muitos obstáculos. Esses seis paramitas são os transportes. Tais como botes ou jangadas, eles transportam seres para a outra margem. Portanto, eles são chamados de balsas.

Quem quer que negue entrada aos três venenos e mantém as portas de seus sentidos puras, corpo e mentes calmos, interior e exterior limpos, constrói um mosteiro.

A mente é a porta para cada mundo e a mente é o vau para a outra margem.
Aqueles que sabem onde a porta está não se preocupam em alcançá-la. Aqueles que
sabem onde o vau está não se preocupam em atravessar o “Rio”."
Texto de Tokushi San