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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Níveis de Despertar




Pergunta: Quando Saikawa Roshi falou em um dos textos, que havia pescado uma baleia.

Monge Genshô: Foi uma carta que ele escreveu e eu comentei. Significa ter encontrado uma pessoa com um grau de iluminação.

Pergunta: Isso, mas neste caso ele está se referindo a um bodhisattva?

Monge Genshô: Ele está se referindo a uma pessoa que compreendeu, pode ser o primeiro nível de um despertar. Porque o despertar, a iluminação, tem muitos níveis. O primeiro nível é só “entender” emocionalmente. Mas você continua a ser uma pessoa com todos os problemas comuns, se incomodando, perdendo a paciência, tendo raiva. Pode-se dizer que ele teve uma experiência iluminada, do ponto de vista do mestre, já teve uma iluminação de primeiro nível. Quando você tem esta percepção, o mestre sempre diz: “ah, agora que começa o caminho”. Porque até agora não era nada. Você não passava de um tolo, batendo pelo mundo com a cabeça de um lado para o outro, perdido. Agora pelo menos você sabe claramente que era ilusão, mas você continua fazendo tudo errado. Este é o primeiro nível.

Por isso eu recomendo a vocês que leiam cuidadosamente o que eu escrevi num texto sobre isso, que está no blog: "Os 10 Passos do Boi". Descreve como é o primeiro passo, o segundo passo, terceiro passo e assim por diante. E se você chega ao quarto passo, já é iluminação. E se você pergunta “e daí?”. Você já teve uma experiência iluminada, você sabe, compreende, mas chega em casa... e mexeram nas coisas dele. “Quem mexeu nisso aqui?" - com raiva. Aí a família olha para ele e diz: “mas você não é budista?” (risos). Todo mundo ri porque já ouviu essa, “você não é budista?”. Uma vez uma pessoa me tirou da paciência… em família… e alguém disse: “você o tirou da paciência”, e ele disse assim “ah, tirei um monge da paciência!” (risos).

[Trecho de palestra proferida por Meihô Genshô Sensei]

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Subprodutos da Prática




A maioria das pessoas relata que porque começou a praticar, então tornou-se mais calma, paciente e tolerante. Esse é um primeiro resultado, mas é um subproduto da prática e não o que estamos procurando para a iluminação. É muito conveniente e muito bom, mas é apenas o primeiro passo. É o passo que está sendo vendido na mídia como resultado da meditação: tornar-se uma pessoa Zen. Mas isso não é o Zen, em absoluto. Esses resultados podem ser conseguidos através de inúmeras outras práticas e até com um bom banho quente, relaxante.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

O nono preceito




9. Eu decido não me entregar à raiva, mas sim praticar a paciência.

O cultivo da má-vontade é um veneno para indivíduos e para a comunidade. Ainda mais corrosivo é o cultivo de ideias de vingança. Os membros da Sangha que estiverem em conflito ou tensão com outras pessoas, devem tentar resolver estes impasses diretamente em espírito de honestidade, humildade e de amor-bondade.

De:  http://monjaisshin.wordpress.com

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Paciência



Pergunta – Falando um pouco mais sobre compaixão, terminei de ler um livro que se chama Budismo e Ensinamentos Profundos, em que o autor fala muito sobre a paciência. Na minha vida, por exemplo, eu percebo, a esse respeito, que posso falar de uma certa evolução, mas sempre falta mais. Gostaria que o senhor falasse um pouco sobre a paciência no caminho budista para alcançar, ou para minimizar ou diminuir o sofrimento.

Monge Genshô – Essa questão passa pelos mesmos caminhos de que já falamos. Quem é que se irrita? Quem é este que está irritado? Às vezes, a pessoa não entende a pergunta, mas essa pergunta pretende iluminar a mente. Entenda que é o mero fato de você não aceitar que irrita. Por que nós nos irritaríamos com foguetes e bombinhas? Só porque nós imaginamos que existe uma intenção ou um agente por trás. Porque se fosse um trovão, um acontecimento natural, não tendo um ser humano por trás, não nos sentimos irritados. Irritamo-nos porque imaginamos, porque nossa mente pensa: “tem alguém estourando foguetes”. Constate, está na mente. 

A mente acredita que existe uma entidade chamada “Atlético” ou “Cruzeiro”. Alguém se comprometeu com isso, e se você examinar como surgiram essas entidades, trata-se de um grupo de pessoas que se reúne, cria uma bandeira, uma cor, entre outras características definidoras de identidade, cria os símbolos, e as mentes olham para tudo aquilo e transformam em um significado. A cruz suástica sempre foi um símbolo magnífico, e em muitas tradições é usada até hoje. Hitler se apropriou dela, inverteu-a, e os acontecimentos da segunda guerra mundial juntamente com o que decorreu das ações do nazismo, transformaram-na em um símbolo de ódio. Somos nós que olhamos e vemos um símbolo de ódio, porque ele em si, nunca foi nada mais que alguns traços. 

Nossa paciência é alterada pelo que nós acreditamos, apenas por isso. Devemos exercitar em nossa mente a compreensão da raiz de onde surgem as coisas. Por exemplo, na meditação, você se senta, surge um pensamento, o pensamento mobiliza você e você pode se perguntar, “Porque me mobiliza, porque isso me irrita? De onde veio, de onde surgiu?” Você rapidamente irá descobrir que ele surge de algumas raízes como vaidade, orgulho, crença no seu ego, ou seja, de algo em que você acreditou. Se você apagar isso, evitando julgar e considerar, se continuar sentado calmamente, você adquire serenidade. Quando na vida surgem os acontecimentos, você pode, com simples treinamento, ver que eles não têm substância real, que é você que atribui a eles a força de mobilizá-lo.

 Então, para cultivar a paciência deve-se, em primeiro lugar, praticar a meditação. Naturalmente surge uma mente pacífica, naturalmente surge uma mente paciente. Em absoluto, não é o controle, porque mesmo que o controle tenha a virtude de não provocar carmas, ações e reações, ele não é a solução final, porque sempre vai falhar. Você está sendo arrastado pelo seu carma e diz: “Vou ser paciente, de agora em diante não me irrito mais.” Mas acontece um evento acima de sua capacidade de controle, e você perde a paciência. O correto é que a impaciência não surja, devendo ocorrer somente a compreensão de como as coisas estão se manifestando.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

No primeiro nível


P. Então a compaixão ela entra como sentimento último para depois haver a claridade?
Monge Genshô: Sim, a compaixão é um dos paramitas, mas prestem atenção, nos paramitas todos generosidade, paciência, compaixão, estas virtudes budistas todas, implicam eu aqui o outro lá, então eu penso generosidade, mas quando eu penso generosidade sou eu que estou sendo generoso com o outro, automaticamente pode ser um paramita, mas ao mesmo tempo ele tem individualidade e tem outros venenos que vem junto, orgulho de ter feito bem, satisfação por ter sido bondoso.

P. Mas no fundo ele é o caminho também? Se a gente não tiver esta conduta principalmente no início e achar que a gente tem que alcançar a última é como se a gente quisesse pular por cima.
Monge Genshô: Sim. É caminho de prática. Por isso toda a prática começa individual, você senta individualmente e a gente diz assim seja compassivo, ontem eu disse na refeição seja tolerante com os erros dos outros, devemos ser tolerantes com os erros dos outros na cerimônia do oryoki, todos cometem erros, todos vão cometer, isto é o que é uma prática virtuosa, mas ela é realmente prática do primeiro nível, nós estamos praticando paramitas, praticando paciência.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Paciência


Akiba Roshi

Pergunta – Falando um pouco mais sobre compaixão, terminei de ler um livro que se chama Budismo e Ensinamentos Profundos, em que o autor fala muito sobre a paciência. Na minha vida, por exemplo, eu percebo, a esse respeito, que posso falar de uma certa evolução, mas sempre falta mais. Gostaria que o senhor falasse um pouco sobre a paciência no caminho budista para alcançar, ou para minimizar ou diminuir o sofrimento.

Monge Genshô – Essa questão passa pelos mesmos caminhos de que já falamos. Quem é que se irrita? Quem é este que está irritado? Às vezes, a pessoa não entende a pergunta, mas essa pergunta pretende iluminar a mente. Entenda que é o mero fato de você não aceitar que irrita. Por que nós nos irritaríamos com foguetes e bombinhas? Só porque nós imaginamos que existe uma intenção ou um agente por trás. Porque se fosse um trovão, um acontecimento natural, não tendo um ser humano por trás, não nos sentimos irritados. Irritamo-nos porque imaginamos, porque nossa mente pensa: “tem alguém estourando foguetes”. Constate, está na mente. A mente acredita que existe uma entidade chamada “Atlético” ou “Cruzeiro”. Alguém se comprometeu com isso, e se você examinar como surgiram essas entidades, trata-se de um grupo de pessoas que se reúne, cria uma bandeira, uma cor, entre outras características definidoras de identidade, cria os símbolos, e as mentes olham para tudo aquilo e transformam em um significado. A cruz suástica sempre foi um símbolo magnífico, e em muitas tradições é usada até hoje. Hitler se apropriou dela, inverteu-a, e os acontecimentos da segunda guerra mundial juntamente com o que decorreu das ações do nazismo, transformaram-na em um símbolo de ódio. Somos nós que olhamos e vemos um símbolo de ódio, porque ele em si, nunca foi nada mais que alguns traços. Nossa paciência é alterada pelo que nós acreditamos, apenas por isso. Devemos exercitar em nossa mente a compreensão da raiz de onde surgem as coisas. Por exemplo, na meditação, você se senta, surge um pensamento, o pensamento mobiliza você e você pode se perguntar, “Porque me mobiliza, porque isso me irrita? De onde veio, de onde surgiu?” Você rapidamente irá descobrir que ele surge de algumas raízes como vaidade, orgulho, crença no seu ego, ou seja, de algo em que você acreditou. Se você apagar isso, evitando julgar e considerar, se continuar sentado calmamente, você adquire serenidade. Quando na vida surgem os acontecimentos, você pode, com simples treinamento, ver que eles não têm substância real, que é você que atribui a eles a força de mobilizá-lo. Então, para cultivar a paciência deve-se, em primeiro lugar, praticar a meditação. Naturalmente surge uma mente pacífica, naturalmente surge uma mente paciente. Em absoluto, não é o controle, porque mesmo que o controle tenha a virtude de não provocar carmas, ações e reações, ele não é a solução final, porque sempre vai falhar. Você está sendo arrastado pelo seu carma e diz: “Vou ser paciente, de agora em diante não me irrito mais.” Mas acontece um evento acima de sua capacidade de controle, e você perde a paciência. O correto é que a impaciência não surja, devendo ocorrer somente a compreensão de como as coisas estão se manifestando.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Felicidade


Matthieu Ricard ( Monge budista Vajrayana, França, 1946 ~):
Muitas receitas para a felicidade insistem que, por natureza, somos uma mistura de luz e sombra, portanto devemos aprender a aceitar os nossos erros e as nossas qualidades positivas. Elas afirmam que podemos resolver a maior parte dos nossos conflitos interiores e viver cada dia com confiança e bem-estar se desistirmos de lutar contra as nossas próprias limitações. O nosso melhor caminho seria liberar a própria natureza, já que tentar contê-la só agravaria os problemas. [...] Mas todas essas receitas não seriam apenas uma maneira de embalar os nossos hábitos num pacote bonito?
Pode até ser que “expressar-se naturalmente”, dar liberdade aos próprios impulsos “naturais”, traga alívio momentâneo para as tensões interiores, mas continuaremos presos à armadilha do círculo sem fim dos nossos hábitos. Uma atitude como essa não resolve nenhum problema sério, já que ao sermos ordinariamente nós mesmos, permanecemos ordinários. Como escreveu o filósofo francês Alain: “Não é preciso ser feiticeiro para rogar uma praga sobre si mesmo, basta dizer: ‘Sou assim e não posso fazer nada’”.
Somos muito parecidos com aqueles pássaros que passaram tanto tempo na gaiola que mesmo quando têm a possibilidade de voar para a liberdade voltam a ela. Estamos tão acostumados com nossos erros que mal podemos imaginar como seria a vida sem eles. A perspectiva de mudança nos dá vertigens.
E isso não é falta de energia. Como dissemos, fazemos esforços consideráveis em um sem-número de direções, empreendendo incontáveis projetos. [...] Mas se nos ocorre pensar: “Eu deveria tentar desenvolver o altruísmo, a paciência, a humildade”, hesitamos, e dizemos a nós mesmos que essas qualidades virão naturalmente a longo prazo, ou que não são grande coisa e que, até agora, passamos perfeitamente bem sem elas.
Quem, sem esforços metódicos e determinados, pode interpretar Mozart? Certamente isso não é possível se ficamos martelando o teclado com dois dedos. A felicidade é um modo de ser, é uma habilidade, mas para desenvolvê-la é necessário aprendizado. Como diz o provérbio persa: “A paciência transforma a folha de amora em seda”.
“Felicidade”, cap. 3
Cortesia de Aluízio Laranjeira

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Japão e a influência do budismo no comportamento


JAPÃO - por Monja Coen Sensei


Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.

Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.

Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.

Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras.

A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.

A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas.

Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.

Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.

Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.

Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.

Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.
Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo.

Sumimasen. Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.

O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.

Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico.

As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.

Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.

Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.

Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.

Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.

Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.

Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.

Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.

Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a meditar, a ter confiança, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.

Mãos em prece (gassho)

Monja Coen

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Aquele que não retalia


O vento move apenas as vestes do monge. Yokoji, 2010.

“Cânone em Pali, "Aquele que não retalia vence uma batalha difícil de vencer", como também no tradicional texto zen Shodoka, em trecho já mencionado aqui: “Se as pessoas ofenderem e difamarem você, deixe-os: eles estão brincando com fogo, tentando queimar o céu. Quando eu os ouço, suas palavras são gotas de néctar que me mostram que esse momento está livre de conceituação. Palavras ofensivas são bençãos disfarçadas, e meus ofensores bons professores. Esta mente tem espaço para difamação e ofensa e é ela mesma compaixão e paciência sem originação.”

É relevante também a seguinte menção (acho que do Sutra Avatamsaka): "Um bodhisattva se preocupa com o que faz, não com o que recebe. Um homem comum se preocupa com o que recebe, e não com o que faz."

Do blog Tentando não fugir (link ao lado)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Os seis paramitas


"Os sutras dizem que os seis paramitas são: caridade, moralidade, paciência,devoção, meditação e sabedoria. Os paramitas referem-se à purificação dos sentidos.
Cultivar os paramitas significa purificar os seis sentidos superando as ilusões que
adentram a mente pelos seis sentidos.

E domar a mente, buscar a tranqüilidade,praticando consciência é sabedoria nos ajudaram a transpor muitos obstáculos. Esses seis paramitas são os transportes. Tais como botes ou jangadas, eles transportam seres para a outra margem. Portanto, eles são chamados de balsas.

Quem quer que negue entrada aos três venenos e mantém as portas de seus sentidos puras, corpo e mentes calmos, interior e exterior limpos, constrói um mosteiro.

A mente é a porta para cada mundo e a mente é o vau para a outra margem.
Aqueles que sabem onde a porta está não se preocupam em alcançá-la. Aqueles que
sabem onde o vau está não se preocupam em atravessar o “Rio”."
Texto de Tokushi San

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Perguntas sem fim


"E eu fazia perguntas e as fazia desesperadamente, como a quem faltasse ar. Ainda tenho perguntas e certamente tenho dúvidas, mas agora quando ouço as pessoas fazendo perguntas, vejo um pouco melhor o que é que elas estão fazendo. Entendo o que sentem e sei que perguntas geram mais perguntas e respostas não são coisas que apagam o fogo e a ânsia. Observo. O fogo e a ânsia são bons. As perguntas provam a existência da sensação de urgência. Em fim, não são a respostas dos mestres que acalmam o adepto; é a presença deles que facilita o processo e a paciência deles ao enfrentar o rio de perguntas até se esgotar, até se reconhecer que existem outros recursos."
(J. Gross, escrevendo desde Los Angeles sobre o zen)

Devido ao retiro de carnaval só retornarei a postar quarta feira próxima