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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Führer e o vegetarianismo


Hitler e seu arquiteto e amigo pessoal Albert Speer

P: Nos mosteiros zen budistas as refeições formais servidas aos monges são estritamente vegetarianas, no entanto temos exemplos de pessoas conhecidas por sua crueldade que evitavam carnes, o que dizer disto?

R: Não me parece que haja uma ligação direta entre o vegetarianismo e a bondade, a menos que este provenha de uma prática espiritual baseada na compaixão, neste caso vamos achar esta disciplina em muitas ordens religiosas de diferentes doutrinas, os monges trapistas católicos, por exemplo, praticam estrito vegetarianismo.
No caso citado de Adolf Hitler existe uma curiosidade:
"Um tópico interessante acerca deste fato tão divulgado: conta Albert Speer, arquiteto e amigo de Hitler, em seu livro em dois volumes, "Os dias de glória" e "A Derrocada", que Hitler detestava a dieta vegetariana, prescrita pelos seus médicos, devido a suas terríveis dores de estômago, e se queixava à mesa de ter que comer "aquilo" enquanto seus convidados deliciavam-se com carnes que ele não podia comer devido a sua doença."
Monge Genshô

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Pesca, diversão, remorso


Quando tinha ao redor de 8 anos, um amigo de meu pai levou a mim e meu irmão a pescar em um riacho no campo. Não sabíamos o que era aquilo direito. Com um caniço de bambu, uma rolha como bóia, aguardei o momento em que um lambari mordiscasse a isca. Conforme as instruções puxei firmemente a linha e um fragmento de prata faiscou ao sol da manhã.
Gritei eufórico, minha primeira pesca, era meu aquele peixe, minha vitória arrancada do fundo das águas, meu prêmio de predador.
Na pedra da margem examinei minha presa, o anzol, ao meu puxão, entrara na sua boca e se projetava pela sua face vazando um dos olhos. Uma sensação de horror pela minha maldade me tomou de imediato. Sentimento que me acompanha até hoje mais de cinquenta anos passados. Larguei caniço, anzol, irmão, e voltei para casa sem que me entendessem. Era irremediável meu ato, jamais poderia devolver aquele olho, nem refazer aquela vida que minha interferência destruíra. Assim construímos nosso carma, passo a passo, crueldade por crueldade.
Espero que os que me leem compreendam porque causar tal sofrimento a um ser que nadava feliz no remanso da correnteza, se tornou uma lição sobre a natureza do que os seres humanos chamam de diversão.