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sexta-feira, 14 de setembro de 2018

A Mendicância e o Vegetarianismo



Quando o budismo sai da Índia e vai para a China e para outros países onde há frio, dar comida aos outros não é tão comum como na Índia. A Índia era um local muito rico, que tinha uma agricultura como no Brasil, onde tem comida o ano todo, possuem facilidade para o plantio e a comida está sempre disponível. Já na China não era assim, então a mendicância era mal vista. O que acontece com o budismo? Ele começa a ficar em monastérios onde os monges se reúnem. Esses monastérios possuem terras em volta, e o único jeito de comer é trabalhando. Os monges então começam a ser agricultores, mas a regra diz que eles não podem matar, e a própria maneira de comer teve que mudar.

Com a prática da mendicância sendo possível, o que colocassem dentro da sua tigela você tinha que comer, então a regra de não matar era colocada da seguinte forma: você não podia permitir que alguém matasse para alimentá-lo, mas se o animal já tivesse sido morto e a carne dele fosse colocada dentro da sua tigela, você tinha que comer. A regra é: não diga nada, aceite o que vier, apenas evite que uma morte ocorra por sua causa.

Já na China, com os monges tendo que trabalhar para se alimentar, a regra de não matar cria uma cozinha vegetariana dentro dos monastérios. O monastério começa a servir só vegetais e cereais, nada de origem animal. Esta é a origem da cozinha shojin ryori, tradicional dos monastérios zen, que na prática é vegana.

[Trecho de palestra proferida por Meihô Genshô Sensei]

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O primeiro preceito



Sutra da Rede de Brama - Código Moral dos Bodhisattvas

Os Dez Preceitos Maiores ou Cardeais

1. Eu decido não matar, e sim cuidar de toda forma de vida.
Este preceito expressa a intenção de viver de forma compassiva e inofensiva, e deriva do reconhecimento da unidade intrínseca de toda existência. Quando compreendido em seu contexto mais amplo, “não matar” também pode ser entendido como não causar dano, especialmente não causar dano ao corpo ou a psiquê de outro. Violência física e comportamento abusivo (o que inclui ameaças física e demonstrações extremas de raiva e malícia) são vistos como uma forma de “matar”. Nós também reconhecemos nosso papel, seja diretamente ou em cumplicidade com outros, no aniquilamento de outras formas de vida. Como nós somos uma Sangha, quando questões que incluem o aniquilamento de animais e plantas são levantadas, nós precisamos cuidadosamente considerar as nossas necessidades reais e nossas responsabilidades, para que seja possível trabalhar para o benefício de todos os seres.

De:  http://monjaisshin.wordpress.com