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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Oito poemas para treinar a mente


Os Oito Poemas para Treinar a Mente

Considerando todos os seres sensíveis
Superiores até à pedra preciosa que concede desejos,
Que eu sempre os preze mais que tudo
Para atingir a meta mais alta.

Quando em companhia dos outros,
Sempre verei a mim mesmo como o menor de todos
E, do fundo de meu coração,
Todos me serão caros e estarão acima de tudo.

Vigilante, no momento em que surgir uma ilusão
Perigosa para mim e para os outros,
Eu a enfrentarei e a afastarei do caminho
Sem demora.

Quando encontrar pessoas de má índole,
Dominadas por atitudes violentas, negativas, e por sofrimentos,
Serão as que prezarei como raras,
Como se encontrasse um tesouro precioso.

Quando as pessoas, por inveja, me maltratarem,
Insultarem ou outras coisas assim,
Aceitarei a derrota
E o oferecerei a vitória aos outros.

Quando alguém a quem fiz bem
E de quem muito esperei
Causa-me um mal indizível,
Vejo nele meu companheiro espiritual.

Em suma, direta e indiretamente, ofereço
Todo bem e felicidade a todos os seres sensíveis,
Minhas mães;
Que eu assuma em segredo a responsabilidade por
Todas as suas ações nocivas e sofrimentos.

Que eles não sejam maculados pelas noções
Das oito questões impuras.
E, conscientes de que todas as coisas são ilusórias,
Que possam, desimpedidos, livrarem-se da servidão.

Fonte: Livro de dias : mensagens de sabedoria e compaixão / Sua Santidade, o Dalai Lama ; tradução de Maria Luiza Newlands. – Rio de Janeiro : Sextante, 2001.