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quarta-feira, 6 de abril de 2016

Sentamos todos juntos, todos um com o outro



Aluno: Como conseguir meu insight?
Monge: Bom, aqui um grande engano, porque quando você senta, não é para você ter “o meu insight”. Nós sentamos todos juntos, todos um com o outro. Quando o outro se move não é ele que se moveu, todos nós nos movemos e a sangha se moveu. Você não pode pensar “eu fiz, eu penso, eu procuro o despertar”, porque se você procurar o despertar não existe nenhum despertar de um eu, por isso que é aquele dito: Estudar o Zen é estudar a si mesmo, estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Você tem que esquecer de você e ser um com os outros. Você não consegue abraçar alguém, e estou conectado com ele, eu e ele. Não é isso. É “eu e ele somos uma coisa só, a dor dele é a minha dor, a felicidade dele é a minha felicidade, somos todos, uma coisa só”. Deixe a visão de eu pela visão de unidade, é por isso que tantas práticas no budismo para isso, não é você sentado aqui, e o pássaro cantando lá fora. Você é o pássaro. Você é o canto. Não existe uma separação entre mim e ele, por isso você não pode depois sair, pegá-lo, matá-lo e levar para o refeitório para a gente comer, porque isso não se pode fazer, porque aí você criou a separação mais absoluta possível. Por isso que quando você come separa um pouco de comida, para dar para ele. Para comer junto com os outros seres. Toda a prática é cheia dessas mensagens, não pense “eu”, pense unidade. (continua)