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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Amar é diferente de apegar-se

Na seção dez (do Vajracchedika Sutra), “a edificação das Terras Puras”, Buda continua: “então, Subhuti, todos os bodhisattvas, grandes e pequenos, deveriam desenvolver uma mente pura e lúcida, e não deveriam prender-se a som, sabor, toque, odor, ou qualquer qualidade. Um bodhisattva deveria desenvolver uma mente que não se apega a nada e nesta atitude seu caminho deve se estabelecer”. Ele dá uma grande instrução de como nós deveríamos tratar nossos pensamentos, deveríamos não nos apegar a nada. Isso não quer dizer não amar, porque existe uma diferença entre amar e apegar-se. Ao apegar-se, surge a vontade de querer para si. Eu estava fazendo uma entrevista e alguém brincou que tinha um filho e há um tempo atrás nós tínhamos falado sobre o medo de perder um filho, como isso o angustiava, eu perguntei “e agora?”, e ele respondeu: “está em casa e vai ficar até os 50 anos”. Essa brincadeira mostra bem como nós somos. O apego é isso: eu quero um filho, mas não quero que ele se realize, não quero que ele vá embora, que se case, que se mude, que ele corra algum perigo, queria conservá-lo dentro de uma redoma em casa, ele seria um não ser, mas seria meu. Isso não é amor. (continua)