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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Meditação altera estrutura do cérebro


Moriyama Roshi, mestre zen que estará no sul do Brasil neste início de ano, conversa com praticantes de Florianópolis no evento de 50 anos do Templo Busshinji, SP.

Meditação altera estrutura do cérebro em oito semanas

Redação do Diário da Saúde

Este estudo reforça resultados de pesquisas anteriores ao eliminar outros efeitos e

documentar que as diferenças foram efetivamente produzidas pela meditação.

Massa cinzenta

Dois meses de prática de meditação são suficientes para gerar mudanças mensuráveis nas regiões do cérebro associadas à memória, ao sentido de si mesmo, à empatia e ao estresse.

Em um estudo que será publicado na revista Psychiatry Research, uma equipe liderada por cientistas do Hospital Geral de Massachusetts (MGH) relata os resultados deste que é o primeiro estudo a documentar alterações na massa cinzenta do cérebro produzidas pela meditação.

Os praticantes de meditação sempre afirmaram que, além da sensação de relaxamento e tranquilidade física, eles experimentam benefícios cognitivos e psicológicos de longa duração.

Os cientistas agora confirmaram essas alegações e demonstraram que elas estão associadas a alterações físicas reais no cérebro.

Meditação que altera o cérebro

Estudos anteriores de vários grupos encontraram diferenças estruturais entre os cérebros de praticantes de meditação experientes e de indivíduos sem história de meditação, sendo observado um espessamento do córtex cerebral em áreas associadas com a atenção e a integração emocional.

Este estudo reforça essas conclusões ao eliminar outros efeitos e documentar que tais diferenças foram efetivamente produzidas pela meditação.

O estudo usou imagens de ressonância magnética do cérebro dos participantes.

Os participantes relataram também redução do nível de estresse, que foram correlacionados com a diminuição da densidade da massa cinzenta na amígdala, que é conhecida por desempenhar um papel importante na ansiedade e no estresse, mas também na sociabilidade.

Plasticidade do cérebro

Por muito tempo os cientistas acreditaram ter "evidências" de que o cérebro era uma estrutura fixa, com um número de neurônios que só fazer decrescer ao longo da vida.

Hoje já é reconhecido não apenas que o cérebro é dotado de uma incrível plasticidade, mas também que mudanças no cérebro podem ser induzidas voluntariamente.

"É fascinante ver a plasticidade do cérebro e que, praticando a meditação, podemos desempenhar um papel ativo para mudar nosso cérebro e aumentar o nosso bem-estar e nossa qualidade de vida," diz Britta Hölzel, da Universidade de Giessen, na Alemanha, coautora do estudo.


Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=meditacao-altera-estrutura-cerebro&id=6138&nl=nlds

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Depressão e meditação


P: Tenho depressão e uso medicamentos, posso usar meditação no lugar deles?

R: Você tem uma doença de desequilíbrio em transmissores cerebrais, os medicamentos alteram a química cerebral e por isso você precisa deles, a meditação também altera esta química, são coisas a serem usadas concomitantemente, não deixe de usar os medicamentos e procure estar sempre bem, se consegue diminuí-los ótimo, mas isso nada tem a ver com seu ego e sim com uma doença, como quem tem pressão alta e precisa usar medicamento, coisa que acontece com famílias inteiras e pode ser de fundo genético, nesse caso nada tem a ver com estresse, pode-se baixar a pressão no zazen, mas não fora da meditação, diferentemente do estresse que é um motivo emocional de hipertensão, curável com atitudes mentais.
Não é diferente de você, continue praticando e não tente se curar com o zazen, se isto ocorrer será um subproduto da prática, não a finalidade dela, e nada impede que você atinja a libertação e o seu cérebro mudará porque é plástico, e a presença dos transmissores é alterada tanto pela meditação quanto pela medicação, uma ajuda a outra, mais fácil do que a pressão alta de fundo genético.