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sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Monge, um ente querido se foi...

À luz do Dharma sofremos porque desejamos que as coisas impermanentes, como a vida, sejam permanentes. A solução para este sofrimento é a liberdade e o esclarecimento da iluminação. Com ela perceberemos que não houve esta morte que você lamenta, que na verdade seu ente querido, assim como todos os seres, estamos aqui para sempre, pois partilhamos de uma unidade perfeita, sendo o nascimento e a morte nada mais que ilusões.
Esta compreensão, quando perfeita, nos liberta de todo o sofrimento. Olhe pela janela, junto com as folhas das árvores, ali, está seu ente amado, olhe suas mãos, ele é você, nada está perdido, porque nada surgiu, tudo sempre esteve aqui e nada vai embora da unidade.
Mas compreendo seu sofrimento, também sofro as perdas, e é preciso sofre-las sincera e plenamente. Entendo o pesar de todos que amam, e também me entristeço de que haja tais tristezas no nosso mundo, nós as criamos com nosso desejo de estabilidade e nossa compreensão falha.