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quarta-feira, 5 de março de 2014

“Quando sinto fome, como, quando sinto sono, durmo”


Existe um dialogo bem famoso, perguntaram à um mestre – “Mestre como é a iluminação”? -  e ele respondeu -  “Quando sinto fome, como, quando sinto sono, durmo” – e o discípulo disse -  “Mas isso é o que todo mundo faz” -  e ele disse – “Não, não é. As pessoas sentam para comer pensando em outra coisa, em suas perdas passadas, se terão comida amanhã, ganhos futuros, dificuldades, ou até na unha encravada que dói e não aproveitam, não comem realmente. As pessoas que vão dormir, deitam e pensam em qualquer coisa e não dormem bem, demoram para dormir porque estão ansiosas, preocupadas, realmente não dormem. Eu quando sinto fome, como. Quando sinto sono, durmo”.

Podemos estender isso para qualquer atividade da vida. Para tomar banho, fazer amor, pegar uma criança no colo, abraçar um amigo. Se você estiver completamente dentro daquilo que você está fazendo, você está vivendo de verdade, está vivo, os outros não estão vivos realmente, não estão acordados, estão dormindo um sonho qualquer de depressão, de ansiedade, angústia ou de tristeza e até o desejo de que a vida fosse diferente do que é nesse momento. Mas essa é a vida que você tem e esse momento é tudo. Nós nos perdemos nos sonhos do ego, a todas as coisas que estão anexadas ao nosso “eu”, nossos impulsos e desejos, nosso carma que nos trouxe para cá. Nossos desejos de reconhecimento, nossos desejos de cargos, desejos de gloria e fama.