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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Shisshi (O Leão Lendário)



Komainu (Canino Guardião dos Templos) / Shishi (Leão Lendário) - Nas entradas dos templos japoneses são colocados um par de imagens de komainu. Komainu significa cão proveniente de Koma (os antigos assim chamavam a Península Coreana).
Dizem que, para ser mais preciso, deve-se chamar de Komainu a imagem com um chifre, e de shishi o outro o que não o possui chifre. Dizem que é também chamado de "Aun no shishi" (leão de "aun", ou seja, a primeira e a última vogal, ou o princípio e o fim, a inspiração e a expiração), estando um com a boca aberta e o outro não.

História - Na Índia, terra onde se originou o budismo, colocava-se duas imagens de leão em frente à imagem de Buda. Este costume foi transmitido ao Japão juntamente com o budismo. Até por volta do século 9, estas imagens tinham um aspecto adaptado à visão chinesa e nada parecido com os leões de hoje, e eram tidos como animais espirituais, guardiões dos templos com poderes para proteger o Buda e impor uma atmosfera solene.
Pensa-se que o leão, rei dos animais, tenha sido transformado em shishi na China. Posteriormente, uma das imagens passa a ser komainu. A maioria é confeccionada em pedra, mas dentre os mais antigos são comuns também os feitos de madeira.

O pedestal onde Buda se coloca é chamado de shishiza ou o assento de shishi, e o veículo de Monju Bosatsu (Mañjusri) também é um shishi (foto acima).

Texto do Jornal SP Shimbun (2002)

sábado, 25 de abril de 2009

Fugen Bosatsu


Tesouro Myoho-in (Sanjusangendo) em Kyoto século 12, madeira, escaneado do catálogo do templo

Fugen é muitas vezes representado sobre um elefante com seis presas, estas representam o apego aos seis sentidos, o elefante simboliza o poder do budismo de superar os obstáculos. Fugen é representado segurando uma flor de lótus, ou sentado sobre uma delas. O lótus é a flor símbolo do budismo porque nasce no lodo mas surge pura e limpa na superfície, tal como os homens podem fazer no caminho espiritual.

Todas estas representações, no budismo, não representam seres reais, existentes, mas sim representações de qualidades, que personificadas ficam mais fáceis de serem visualizadas e inspiram os praticantes. Há um grupo de quatro grandes bodisatvas (bosatsu, em japonês)simbolizando aspectos específicos destas qualidades. Eles são: Kannon Bosatsu que representa a compaixão, Monju Bosatsu a sabedoria, Fugen Bosatsu a prática e Jizo Bosatsu a paciência e a libertação do sofrimento. Fugen encoraja a prática diligente dos preceitos de conduta moral, e das virtudes, é visto como o protetor dos que ensinam o Dharma budista.