quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Mente Bodhi
TEXTO
Após ter acordado para a mente Bodhi, mesmo vagabundear pelos seis planos da existência e pelas quatro formas de vida se torna uma oportunidade para praticar o voto altruísta. Logo, mesmo que até agora vocês tenham passado o tempo em vão, devem rapidamente fazer esses votos, enquanto é tempo. Embora vocês tenham adquirido mérito suficiente para realizar o Caminho de Buddha, vocês devem coloca-lo à disposição de todos os seres a fim de que eles realizem o Caminho. Há alguns que praticam durante eons incontáveis sacrificando sua própria iluminação a fim de eu todos os seres se beneficiem, ajudando-os primeiramente a cruzar para a outra margem. Há quatro espécies de sabedoria que beneficiam outros seres: doações, palavras amáveis, ações bondosas e identificação, todas sendo praticas do Voto de um Bodhisatva. Doação significa não cobiçar. Embora seja verdade que em essência nada pertença ao ser, isto não deve nos restringir de fazer ofertas. O tamanho da oferta não importa: é a sinceridade com qual é dada. Logo, a pessoa deve estar pronta a compartilhar até mesmo uma frase ou verso do Dharma, pois isto se torna a semente do bem, tanto nesta vida como na próxima. Este também é o caso ao dar de seus bens pessoais, seja uma só moeda ou uma folha de grama, pois a lei é o tesouro e o tesouro é a lei. Sem esperar recompensa ou agradecimentos, devemos compartilhar com os outros. Fornecer um barco transportador ou uma ponte também são atos de doação, assim como ganhar seu sustento e produzir bens.
Comentário
Aquele que se esforça e produz ou transporta bens, também está fazendo um ato de doação, assim como ganhar seu sustento e produzir bens. Por exemplo, um artesão como Stradivarius, há duzentos e cinquenta anos produziu instrumentos de grande beleza que são tocados até hoje, instrumentos de grande valor e que trazem bons sentimentos. O seu trabalho produziu uma riqueza inefável para o mundo.
TEXTO
O significado de “palavras amáveis” é o de que ao observar todos os seres, a pessoa deve se encher de compaixão por eles, dirigindo-se a eles afetuosamente. Isto quer dizer, falar com um sentimento de doçura e vê-los como seus próprios filhos. O virtuoso deve ser elogiado e o sem virtude apiedado.
Comentário
Devemos ter piedade daqueles que não têm virtude e cometem erros. Devemos esclarecê-los e ensiná-los, tentando ajudá-los. Recusar ajudar porque eles são desagradáveis é um erro. É claro que existem limites e quando não pudermos ajudar uma pessoa, o melhor que fazemos é nos afastar.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Eu quero, eu não quero

O sofrimento é causado pela ignorância.
Ignorância é a ilusão do "eu".
A ilusão do eu é alimentada pelo desejo de que as coisas sejam diferentes do que são nesse exato momento.
A raiva ocorre quando algo não é como eu quero.
A cobiça ocorre quando eu quero algo que não tenho.
"Isso eu quero", "isso eu não quero", essas são as origens do sofrimento.
Zazen é a imediata cessação do sofrimento e das causas do sofrimento.
"Deixe vir, deixe ir", essa é a regra do Zazen. Deixar ser tal como é.
Buddha é aquele que é tal como é. Zazen é a prática de Buddha.
Sentando sem nada querer e sem nada buscar, experimenta-se pela primeira vez o gosto da liberdade.
Cada coisa tem seu lugar no contexto de todas as coisas.
Querer algo diferente daquilo que é nesse exato momento é criar a ilusão do eu, desequilibrar o que estava equilibrado, a origem do sofrimento.
Ser tal como é nesse exato momento é estar no lugar correto no contexto de todas as coisas. É unir-se com todas as coisas.
Postado por João Jōken
terça-feira, 8 de junho de 2010
Desejos
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Foto dos participantes do sesshin do dia 3/6/2010. Florianópolis.
1. Ter poucos desejos
Ter poucos desejos significa não buscar extensivamente os objetos de desejo.
O Buda disse: “Praticantes! Vocês deveriam saber que aqueles que querem muitas coisas buscam tanto a fama quanto o ganho, e assim as suas aflições são muitas. Aqueles com poucos desejos, entretanto, nada procuram e não tem anseios, e assim não sofrem. Portanto vocês deveriam rapidamente se libertar da cobiça, tanto por este motivo como pelo motivo de que esta liberdade dará origem a várias virtudes. Além disso, as pessoas com poucos desejos estão livres da lisonja e da extraviação, e também não são escravizadas pelos seus próprios sentidos. Satisfeitos com pouco, eles não possuem preocupações ou medos, estando assim sempre calmos. Aqueles que tem poucos desejos tem o Nirvana.”
Os Oito Aspectos da Iluminação
(HACHI DAININ KAKU)
Dogen Zenji
Tradução para o Português de Giovanni Dienstmann*
domingo, 3 de junho de 2007
Samyutta Nikaya XXXVIII.1 Nibbanapañha Sutta
“Amigo Sariputta, dizem, ‘Nibbana, Nibbana.’ O que é Nibbana ?”
“A destruição da cobiça, a destruição da raiva, a destruição da delusão; isso, amigo, é chamado de Nibbana.”
“Mas, amigo, há um caminho, há um meio para alcançar esse Nibbana?”
“Há um caminho, amigo, há um meio para alcançar esse Nibbana.”
“E qual, amigo, é esse caminho, qual é esse meio para alcançar esse Nibbana?”
“Amigo, é o Nobre Caminho Óctuplo; isto é, entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, meio de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta. Esse é o caminho, amigo, esse é o meio para alcançar esse Nibbana.”
“Excelente é o caminho, amigo, excelente é o meio para alcançar esse Nibbana. E isso é o suficiente, amigo Sariputta, para a diligência.”
De: acessoaoinsight
