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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O quarto preceito



4. Eu decido não mentir, e sim falar a verdade.

Um discípulo de Buda não deve usar palavras ou expressões falsas, nem encorajar outros a mentir ou mentir mediante expedientes. Não deve envolver-se nas causas, condições, métodos ou karma de mentir, dizendo ter visto o que não viu ou vice-versa, ou mentindo implicitamente mediante meios físicos ou mentais. Como discípulo de Buda deve manter sempre a Fala Correta e o Ponto de Vista Correto e levar os outros a mantê-los também.
Mentir para si mesmo, para outro ou para a comunidade obscurece a natureza da realidade e cria obstáculos à prática do Budismo.


(Deve também ter sabedoria para não falar verdades desnecessárias ou em hora imprópria M.G.)
De: http://monjaisshin.wordpress.com

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sou exatamente igual a você


Pergunta:  Se aceitarmos que existe o inconsciente, o zazen pode ser uma porta de abertura para ele?

Monge Genshô – Ele é, mas no Zen não falamos em consciente e inconsciente, falamos em “mente”, mas por que no Zen nunca se dividiu a mente em consciente e inconsciente? Porque qualquer praticante senta e o inconsciente surge. Surge tudo, seus sonhos e desejos mais básicos e não há ninguém para enganar. Não existe um terapeuta a quem enganar, você de frente para a parede, vai mentir para quem? O pensamento está surgindo na sua mente e é seu, você programou sua mente, você alimentou esse tipo de pensamento e colocou essas coisas lá dentro, por isso elas surgem.

Tudo que surge na sua mente é o retrato de quem você é. Por isso não existem santos e quando aparece alguém com ar de santidade, dizemos que “o monge tem um mau cheiro de santidade”. No Zen não queremos santos, desejamos pessoas despertas e as pessoas despertas naturalmente se comportam de maneira diferente. Como sentamos e vemos nosso lado ruim surgindo não acreditamos em nossa santidade. Por isso um professor do Zen senta junto e no mesmo nível de seus alunos, porque quando alguém lhe disser que sente raiva, sua resposta será: “eu também, sou exatamente igual a você”. “Mas nunca vi o senhor com raiva”. “Bom isso é outra coisa, mas a raiva está dentro de mim, eu só não coloco água nela, não deixo que se manifeste, nem penso nela e, se por acaso ela surgir, eu coloco no lugar um sentimento de compaixão fazendo com que ela perca a força. Mas dentro de mim existe este sentimento, por isso sei o que você sente”.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ninguém para enganar



Desde que você transforme sua mente, não há ninguém para enganar. No Zen você vai enganar a parede? Vai enganar o professor com suas palavras? Nem nos importamos muito com o que um aluno diz. Nós olhamos suas costas, observamos como toma chá, como trabalha, como fala e como responde. Ele produz harmonia na Sangha? É cuidadoso? Isso é que mostra quem a pessoa realmente é, e não o que ela diz ser. Quando fazemos um retiro temos a oportunidade de praticar a essência do Zen, sem palavras, sem comentários, sem brigas nem discussões.

Os conflitos nas sanghas surgem quando as pessoas resolvem tecer comentários, julgamentos e opiniões. O retiro é uma ótima oportunidade para mergulhar em si mesmo e fazer descobertas espirituais internas. Essa é a verdadeira experiência mística. Depois de experimentar vemos que não é tão difícil ficar quarenta minutos em silêncio. Será que é difícil ficar oito horas por dia assim? É porque cada vez mais você vai mais fundo dentro de sua mente que tudo que estava escondido surge. Um retiro pode valer por uns três anos de prática. Não existe ninguém para enganar. É só você e a parede. Não usamos palavras, usamos a própria experiência.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Medo de falar em público

Na realidade tudo isto provem de um ego, medo de não ser bem sucedido. É uma forma de orgulho tal como em geral a timidez é. No budismo praticamos para virmos a de esquecer de nós mesmos, de nossa vaidade e desejo de nos sair bem. Assim nossos atos podem se tornar naturais. Lembre que a modéstia pode ser uma outra forma sutil de enganar. Mas livrar-se de tudo isto leva tempo.