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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Apreciar a beleza é ouvir a voz de Buda



Aluno: Em relação às paixões, as coisas que não são fruto da criação do homem como a natureza, os animais... Nós podemos cuidar delas? Podemos gostar delas, mas não ver com olhos de ser uma paixão?
Monge Genshô: Gostar em si, apreciar e ver a beleza em si não é uma paixão, a paixão é aquilo que arrasta, imagine que você é uma folha e o vento sopra e toca de um lado para outro e você vai batendo em paredes, árvores, coisas assim e sendo arrastado. A paixão é assim, é como loucura, ela não tem discernimento, não tem lucidez, isso é que é a paixão. Mas apreciar a beleza é ouvir a voz de Buda, é ver a voz de Buda, por isso o mestre diz: Ouves o som do regato? Sim? Então não tenho mais nada a te ensinar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O Zen e a voz de Budha

 
Eu queria falar um pouquinho para vocês sobre a voz de Buda, temos alguns contos zen sobre este assunto. Um dos contos é sobre um mestre que está andando com o discípulo à beira de um regato e pergunta para o discípulo: Ouves o ruído do regato? E o discípulo diz: Sim.
O mestre diz: Então não tenho mais nada para te ensinar.
Uma variação dessa história é a mesma coisa. Em um bosque o mestre pergunta: Sentes o perfume dos ciprestes? O discípulo responde que sim e ele diz: Então não tenho mais nada para te ensinar.
Na realidade não é como qualquer pessoa, mas está sentindo o agora, neste instante? Ou está caminhando e a cabeça está perdida? Pensando em preocupações, planos para o futuro, o que eu vou comer na janta ou qualquer coisa assim… A mesma coisa sobre o som do regato. (Continua)