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sábado, 26 de abril de 2008

Fortes protestos marcam passagem da "tocha da vergonha" pelo Japão


A TV japonesa mostrou um jovem, de aparência chinesa, sentado no chão e com sangue no rosto provocado por um ferimento na cabeça, cercado por manifestantes chineses.

O jovem foi levado posteriormente a um hospital.

Outros três chineses ficaram feridos nos confrontos, mas nenhum gravemente, segundo a polícia e os bombeiros.

O revezamento foi interrompido quando vários manifestantes contrários ao regime chinês lançaram objetos no portador da tocha. Policiais de branco o protegeram com escudos de plástico transparente, enquanto agentes de uniforme impediam que manifestantes rompessem o cordão de segurança.

Logo depois, um homem com uma bandeira tibetana conseguiu saltar sobre a barreira de segurança e correu em direção à tocha, mas foi detido pelos agentes de segurança.

A polícia deteve vários manifestantes, incluindo um cidadão japonês.

Estudantes chineses, que compareceram em massa a Nagano para apoiar os Jogos de Pequim, foram vistos cercando grupos pró-Tibete em alguns trechos do percurso da tocha e no ponto de chegada, na zona do parque Wakasato.

Durante o percurso, a tocha foi acompanhada por apenas dois militares chineses, como exigiam as autoridades japonesas, após a polêmica provocada pela presença de vários agentes chineses durante os revezamentos em Londres, Paris e São Francisco.

O dispositivo japonês de segurança utilizou mais de 3 mil policiais, em um esquema semelhante ao reservado as visitas do imperador do Japão.

A etapa de Nagano foi precedida na manhã deste sábado por uma oração no templo budista de Zenkoji, em memória aos chineses e tibetanos mortos nos distúrbios e à repressão no Tibete, em meados de março.

Um grupo de cerca de 300 pessoas rezou em silêncio, enquanto 20 monges, com túnicas de cor laranja, leram os nomes das vítimas.


Uma cerimônia oficial, com a participação do embaixador da China em Tóquio, Cui Tiankai, e do prefeito de Nagano, Shoichi Washizawa, precedeu o início do revezamento, às 8h15 local (20h15 de sexta-feira em Brasília).

O revezamento, de menos de 20 km, foi concluído após quatro horas e muitos incidentes.

Fonte G1

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Monges japoneses recusam tocha olímpica por apoio aos perseguidos do Tibete


Templo Zenkoji estava originalmente previsto para ser o ponto de partida da tocha no país asiático, monges residentes pertencem as escolas Tendai e Jodo Shu.

Agência Estado com Associated Press

TÓQUIO - O principal templo budista japonês não quer hospedar a tocha olímpica, segundo informou nesta sexta-feira, 18, a agência de notícias Kyodo. Conforme a reportagem, o Templo Zenkoji desistiu dos planos de abrigar o fogo simbólico, em meio a especulações de que no local vivem monges que simpatizam com a causa tibetana e apóiam os protestos contra o governo chinês.

O Templo Zenkoji, localizado na montanhosa região de Nagano, estava originalmente previsto para ser o ponto de partida da tocha no país asiático.

Sob fortes medidas de segurança, a tocha olímpica chegou nesta quinta-feira a Bangcoc, capital da Tailândia, por onde passará no próximo sábado.

As autoridades locais esperam que o percurso seja pacífico e sem incidentes pelos protestos contra a política da China no Tibete. Em Nova Délhi, última escala da chama, 60 ativistas tibetanos foram detidos em diversas manifestações.

Oitenta personalidades do país passearão no sábado pelo centro de Bangcoc com o fogo, que estará protegido por milhares de policiais e soldados.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Nova Delhi


Protestos na Índia durante a passagem da tocha olímpica. Em Nova Delhi continua a tortura moral para a ditadura opressora da China, a invasora do Tibete.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Coi adverte China, pressão começa a dar resultados

Tocha Olímpica: COI adverte e China replica

Comitê pediu "uma solução rápida e pacífica no Tibete"

Consternado com os protestos em Londres e Paris durante o revezamento da Tocha Olímpica, o Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou nesta segunda-feira em Pequim que está "muito preocupado" com a situação do Tibete, na sua primeira audiência pública na China, quatro antes do início dos Jogos de 2008.

— O revezamento da tocha se tornou o alvo das manifestações — disse hoje Jacques Rogge, em uma reunião em Pequim com representantes da Associação de Comitês Olímpicos Nacionais (ANOC).

— O COI expressou ter preocupação séria e pede uma solução rápida e pacífica no Tibete. A violência, pela razão que for, não é compatível com os valores da tocha e dos Jogos Olímpicos — acrescentou Rogge.

Analistas internacionais interpretaram as palavras de Rogge como um claro pedido para que a China reconsidere a passagem da tocha, nos dias 20 e 21 de junho, por Lhasa, capital do Tibete, onde aconteceram os maiores protestos contra a política de direitos humanos da China.

— O revezamento da tocha é um evento desportivo e não deve ser politizado. Creio que sobre este tema Rogge possui a mesma opinião — respondeu imediatamente, em uma coletiva de imprensa, Wang Hui, responsável pela comunicação do Comitê Organizador dos Jogos (BOCOG).

Pequim deu hoje o primeiro sinal de flexibilidade quando o telejornal da TV oficial, CCTV1, transmitiu pela primeira vez cenas dos protestos de Londres e Paris durante a passagem da tocha.

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A ANOC acredita que haveria uma solução pacífica aos protestos do Tibete, no entanto alguns dos sés membros estavam transtornados pela ratificação da China de que a tocha passará por Lhasa, onde os protestos teriam provocado 150 mortes e milhares de detenções.

— Se a cada passagem da tocha houver esses problemas seria uma vergonha para os valores olímpicos e o COI poderia se ver diante de um problema monstruoso — admitiu hoje, em Oslo, Tove Paule, presidente do Comitê Olímpico da Noruega.

— Não se pode permanecer insensível diante do que está ocorrendo na China, os Comitês europeus esperam que o COI se pronuncie — expressou por sua o titular do Comitê Olímpico Italiano (CONI), Gianni Petrucci.
Fonte: Diário Catarinense

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Tocha olímpica apagada em Paris, para lembrar o Tibete oprimido

Tocha apagada é recolhida.

Manifestantes apagam tocha olímpica durante trajeto em Paris

Passagem pela capital francesa é interrompida; pelo menos quatro são presos por tumultos


PARIS - A tocha olímpica dos Jogos de Pequim 2008 foi apagada nesta segunda-feira, 7, por manifestantes pró-Tibete durante a sua passagem por Paris, poucos minutos após o início do trajeto na capital francesa. Segundo a agência France Presse, quatro pessoas foram detidas. A tocha foi levada para um ônibus por forças de segurança.

Pelo menos 500 pessoas protestaram contra a dominação chinesa no Tibete na frente da torre Eiffel, ponto marcado para o início do desfile da tocha. Os manifestantes carregavam faixas pedindo pela libertação do país ocupado há quase 50 anos e pela defesa dos direitos humanos no mundo.

Fonte: G1