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sábado, 22 de março de 2008

China decide esmagar tibetanos


China manda esmagar as manifestações pró-Tibete
22 de Março de 2008

O governo da China virou definitivamente as costas aos apelos internacionais pelo diálogo com as lideranças tibetanas rebeladas e declarou que os protestos contra o domínio chinês do Tibete devem ser sufocados. Em editorial publicado neste sábado, o Diário do Povo – o maior jornal do Partido Comunista chinês – afirma que “a China deve esmagar definitivamente a conspiração de sabotagem e eliminar as forças de independência do Tibete”.

A publicação do editorial é uma demonstração inequívoca de que a China está disposta a comprar briga com as organizações internacionais de direitos humanos e as grandes potências ocidentais, que têm pedido cautela a Pequim sobre a questão tibetana. Na sexta-feira, o governo chinês já havia lançado uma lista de monges e manifestantes procurados por fomentar os violentos protestos no Tibete e região ocorridos na semana passada.

Com o editorial, a China se coloca em nova rota de colisão diplomática com líderes da União Européia e dos Estados Unidos – cuja presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, repudiou na sexta-feira a conduta de Pequim. O candidato republicano à presidência dos EUA, John McCain, foi outro a criticar a China pelos eventos no Tibete.

O tiro chinês, entretanto, pode sair pela culatra. Cresce entre as lideranças ocidentais a intenção – ainda velada – de boicotar os Jogos Olímpicos marcados para agosto. Neste sábado, declarações atribuídas ao chefe do Parlamento Europeu, o alemão Hans Gert Pöttering, indicam que um eventual boicote internacional à Olimpíada de Pequim “não deve ser descartado”.

Dalai Lama – No agressivo editorial, o Diário do Povo volta a acusar o líder espiritual tibetano, o Dalai Lama, de estar por trás dos protestos contra o domínio chinês do Tibete. Segundo o jornal, a intenção do Dalai Lama é justamente sabotar os Jogos Olímpicos. O governo exilado do Tibete, por sua vez, limitou-se a comentar que agora “as conversas são mais necessárias do que nunca”, de acordo com o porta-voz Thubten Samphel, citado pela agência France-Presse.