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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A não dualidade e a virtude


Praticantes em um dia de zen em Itajaí SC, houve palestras, meditação e projeção do filme sobre a vida de Dogen Zenji.


P: Se o Sutra do Coração da Sabedoria diz que não há eu e os outros, como entender a vilência no mundo, as vítimas e os agressores, o que dizer sobre isso?

R: No conceito de virtude, há regras, moral, mas para a não dualidade que é o tema do sutra isso não tem sentido algum. Na não dualidade o mundo da virtude não tem a menor lógica, existem 3 níveis possíveis: o da virtude, com os preceitos, em que a violência existe, o da compaixão, o nível em que este sentimento se sobrepõe a tudo, e em que ser agressor é impossível porque a sensibilidade bloqueia completamente este impulso devido ao seu horror ao sofrimento alheio, e o da não dualidade, nível do sutra, em que tudo isso se dissolveu na unidade e em que só é possível agredir a si mesmo, isso se houvesse um “si mesmo” porque só seria possível haver se houvesse outros, o que não há na unidade perfeita, e exatamente por isso a unidade é perfeita porque não há nela ofensor, ofensa e ofendido, vítima nem agressor.
Explicação que tem seu interesse, mas na prática o mundo precisa começar pela virtude, tão distante está dela, desta forma a não dualidade é um conceito útil na iluminação mas não para o comum dos seres que necessitam seguir o caminho do bem e evitar todo o mal.