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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O que realmente importa




Um jovem uma vez me apareceu com o cabelo pintado de azul elétrico, uma coisa assim, e ele perguntou-me: “o que o senhor acha?”. Eu disse: “eu não acho nada. Isso não me impressiona”.

Agora se você viesse aqui e dissesse que havia treinado 10 anos e tocava piano muito bem, aí eu realmente respeitaria, mas pela cor de seu cabelo no máximo podemos cumprimentar o cabeleireiro, pois o detentor não fez nada. Nós procuramos coisas fáceis demais para fazer, quando na realidade deveríamos fazer as coisas difíceis, como sentar para meditar, estudar e investigar nossa mente. Um trabalho muito grande, difícil, esse merece respeito. É como alguém que disse: “eu li 50 livros esse ano” - isso merece meu respeito, mas as coisas fáceis que as pessoas fazem, como comprar uma roupa, isso não é nada. Por isso no Zen nós dizemos para que os praticantes vistam roupas discretas. Muitos preferem preto porque é tradicional, mas na verdade o que queremos  dizer é que não venham para a sangha com uma roupa da moda para mostrar aos outros como você é especial, porque aqui isto não é especial. 

[N.E.: trecho de palestra proferida por Meihô Genshô Sensei]