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quinta-feira, 30 de março de 2017

Como posso ajudar?


Muitas pessoas nos perguntam como podem contribuir para ajudar o nosso trabalho de difundir o Dharma e diminuir o sofrimento. O Instituto Todatsu, mantenedor das Sanghas do Daissen Ji, criou um sistema eletrônico para facilitar as contribuições, 80% dos recursos são destinados a comunidade de origem, para contribuir regularmente basta preencher o formulário disponível no link abaixo:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfeTAbsHP__caXF7VKBTS-PBGl-RZ0r1hGPmfxzMMt1l8X6Bg/viewform?c=0&w=1

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Abade Daiju Bitti doa estátua histórica para o Daissen Ji



Idaten é a deidade que se coloca na cozinha dos mosteiros zen, esta figura ideal representa a vontade de conseguir alimento para os futuros Budas que estão em treinamento.  Assim diz-se que ele corre por toda a terra em busca dos ingredientes necessários. Também onde há um problema lá ele está para ajudar a resolver. Nos monastérios chineses ocupa uma assento no vestíbulo dos guardiões, no Japão está no altar da cozinha e para ele todas as manhãs se recita um sutra e se oferece incenso. 

No último dia do Nambei Sesshin 2014 ( Retiro de treinamento de monges) o abade Daiju Bitti do Mosteiro do Morro da Vargem http://www.mosteirozen.com.br/  Enkoji, um homem que há quarenta anos constrói um monastério, parte dele edificado com o produto de sua mendigação nas ruas japonesas, me olhou do outro lado da mesa e perguntou se tínhamos, em Florianópolis, a estátua de Idaten, disse que não, que usávamos uma imagem de Buda na cozinha, ele levantou-se e trouxe a estátua que depois de estar no Japão foi dedicada por Iko Roshi para Enkoji, havendo ficado 15 anos no altar da cozinha onde conversávamos. Preciosamente entalhada em madeira esta obra de arte já recebeu milhares e milhares de reverências. Entregou-a a nós e embrulhou cuidadosamente em tecido para a viagem. Fiquei emocionado e todos em volta perceberam quanto aquele momento selava nossa amizade e confiança no crescimento do Dharma de Buda. Jikihô San fez uma foto desta doação memorável.




quarta-feira, 13 de abril de 2011

Como foi o Hanamatsuri



Hanamatsuri - A Festa das Flores

A exemplo de outras capitais brasileiras, que tem a presença de uma colônia japonesa, Florianópolis terá agora o evento turístico chamado Hanamatsuri, uma festa em que se comemora o nascimento de Buda e que enche um local com uma feira de artes e acontecimentos culturais, que foram se acumulando pelos séculos, e que hoje fazem parte da vida de muitos brasileiros.
O Templo DaissenJi, localizado sobre o restaurante Daissen, na Praça Getúlio Vargas, conhecida como Praça dos Bombeiros, juntamente com a colaboração da Associação Nipo Catarinense, desencadeou um acontecimento, que ocorreu dia 9 de abril, sábado durante todo o dia e que tem tudo para integrar permanentemente o calendário turístico da cidade.
Simultâneamente as pessoas que vieram ao Hanamatsuri tiveram a oportunidade de descobrir que o fundador do budismo, não é representado por um senhor gordo e risonho, encontrado em muitas lojas e que erroneamente é chamado de "Buda" , podem descobrir que esta imagem popular é de uma espécie de papai noel oriental, que distribui doces às crianças, chamado de Po Tai na China e de Ho Tei no Japão.
O verdadeiro Buda Shakyamuni, mestre criador do budismo, apareceu então com sua representação tradicional, compleição esguia, sentado em meditação, com a aparência da mais perfeita tranquilidade e paz, não um profeta, ou deus, ou um salvador, mas um homem que despertou das ilusões, avesso à crenças, insistiu que os homens podem acordar de seu sonho por seus próprios meios, e ele era apenas um mestre, desejando indicar o caminho da libertação.
Passeando na praça em meio aos numerosos estandes das mais diversas artes, crianças e adultos puderam ver como se forja uma espada japonesa, como se dobram origamis e seus pássaros da paz feitos em papel dobrado, puderam faze-los e envia-los com bons desejos às vítimas do terremoto japonês, tiveram a oportunidade de aprender sobre a cerimônia do chá, ou comer susshis na hora do almoço, ouvir demonstrações de Taiko, a orquestra de tambores, ou ver as antigas artes marciais orientais sendo demonstradas, em meio ao entusiasmo da juventude fantasiada dos Animês.
Uma festa de cores e cultura, com aspectos de coisas já profundamente integradas aos hábitos brasileiros, às vêzes sem que sequer saibamos a sua origem, é que 6535 anos atrás nasceu um homem que mudou a história de grande parte da humanidade criando uma religião que pode ter sido vítima de guerras, mas que jamais promoveu nenhuma.

Monge Genshô

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Meditação no zazenkai



Das janelas da rua os sons da cidade entram,
Vozes e carros
Praticantes silentes estão como estátuas
Tornaram-se budas
Imperturbáveis