Mostrando postagens com marcador doação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doação. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 10 de julho de 2018
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Praticar Para os Outros
Pergunta: Se o praticante deseja a
iluminação, a busca, por si só, não seria uma atitude egoica de querer se
iluminar?
Monge Genshô: Sim, e é por isso que enquanto
cultivar esse pensamento não conseguirá. Você tem que se sentar e tem que
desistir de si mesmo, de suas ambições, de alcançar algo. Só quando você
desiste é que você tem chance. Enquanto ambicionar, não conseguirá. Você tem
que desistir porque é incompetente, e só quando se sentir assim, mas ainda
continuar praticando, poderá conseguir algo, talvez nessa vida.
Pergunta: Seria desistir de tudo,
menos da mente de zazen?
Monge Genshô: Sim, você tem que desistir de ter
objetivos gloriosos, mas você não pode desistir da prática. Existe uma maneira
para isso, que é não praticar mais para si mesmo. Sentar-se e praticar para os
outros. Eu sou incompetente, mas talvez os outros que se sentam comigo e a quem
eu ajudo, talvez alguém consiga. Eu não consigo.
Se você pensar assim, então
não pratica mais para você, pratica para os outros, e esse é um excelente
caminho.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
A VERDADEIRA RIQUEZA
Monge Genshô: Hoje estávamos comentando de um amigo nosso que é
monge budista e estava falando para a Monja Sodô que ele me deu uma estátua
preciosa japonesa entalhada em madeira, de “Idaten”. Ficou quinze anos no
templo dele, na cozinha. "Ah, você não tem uma?" Foi lá e pegou a
estátua e me deu de presente. Fiquei pensando, poxa, o que posso fazer para
devolver um presente assim tão precioso? Aí ela disse assim: "ele me deu
esse quimono, esse koromo, deu essas roupas. Viu que eu não tinha e me deu
roupas novas". Está dentro dele essa generosidade. Está a todo tempo
fazendo isso.
Há quarenta anos ele trabalha construindo um monastério, um lugar
maravilhoso. Agora, para sabermos como ele construiu, ele passou muito tempo
mendigando dinheiro nas ruas do Japão, pedindo dinheiro como mendigo. Juntava
esse dinheiro e trazia para o Brasil para construir. Porque lá um monge
mendigando recebe mais dinheiro do que aqui. Mendigar na rua quando está frio e
tudo mais é um esforço enorme. Ele fez isso. Então as pessoas verdadeiramente
ricas não são aquelas que a gente pensa que são. São outras pessoas.
Marcadores:
doação,
iluminação,
Koromo,
manto,
mendicância,
preciosidade,
riqueza,
trabalho,
votos,
zen
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Para os que usufruem deste blog
VIAGEM AO JAPÃO DO MONGE GENSHÔ
O treinamento monástico é um importante período de desenvolvimento espiritual e pessoal, mas é, principalmente, um período de tempo e esforço dedicados à Sangha. Com os estudos e treinamentos, os monges poderão ajudar melhor no desenvolvimento das nossas comunidades e do budismo no Brasil.
Monge
Genshô irá para o mosteiro de Sojiji Soin fundado por Keizan há 750 anos
atrás, no Japão, pelo período de três meses, onde ficará em retiro. A
viagem está prevista para 25 de março.
Monge Genshô, deixará de trabalhar durante este período, ficando sua família no Brasil. Ele é sucessor e discípulo de Saikawa Roshi, Superior Geral para o Zen na América do Sul. Este período lhe dará uma graduação essencial que poderá ser repassada a seus alunos e às suas comunidades Zen no Brasil.
A Sangha, amigos, familiares e simpatizantes podem participar desse momento, com o exercício de generosidade e gratidão, pela prática de Dana (Generosidade, Doação, Apoio).
Para tanto, pedimos a todos ajuda financeira para a viagem. O valor necessário ultrapassa R$10.000,00 (passagens aéreas e terrestres até o templo e estadia em Tóquio, e compras de itens necessários não encontrados no Brasil).
Unindo-nos no esforço da doação é possível que consigamos arrecadar o montante. Qualquer valor é muito bem-vindo. Cada um sabe com quanto pode contribuir, de acordo com suas condições, sendo que as doações podem ser anônimas ou identificadas na seguinte conta:
Titular: Petrucio Chalegre (Monge Genshô)
Banco: 001 – Banco do Brasil
Agência: 4550-0
Conta corrente: 6061-5
CPF: 053283060-15
O exercício de Dana (Generosidade, Doação, Apoio) na tradição budista, representa essencialmente a ação consciente e atenta de ajuda e contribuição (seja material, de tempo ou outras) para que o Dharma possa ser estudado e exercido sob condições úteis e abrangentes a todos. Em Dana temos não somente a ação de ajuda e proteção (física, psicológica ou social) a pessoas em necessidade, mas também às pessoas em ação pelo Dharma.
Monge Genshô, deixará de trabalhar durante este período, ficando sua família no Brasil. Ele é sucessor e discípulo de Saikawa Roshi, Superior Geral para o Zen na América do Sul. Este período lhe dará uma graduação essencial que poderá ser repassada a seus alunos e às suas comunidades Zen no Brasil.
A Sangha, amigos, familiares e simpatizantes podem participar desse momento, com o exercício de generosidade e gratidão, pela prática de Dana (Generosidade, Doação, Apoio).
Para tanto, pedimos a todos ajuda financeira para a viagem. O valor necessário ultrapassa R$10.000,00 (passagens aéreas e terrestres até o templo e estadia em Tóquio, e compras de itens necessários não encontrados no Brasil).
Unindo-nos no esforço da doação é possível que consigamos arrecadar o montante. Qualquer valor é muito bem-vindo. Cada um sabe com quanto pode contribuir, de acordo com suas condições, sendo que as doações podem ser anônimas ou identificadas na seguinte conta:
Titular: Petrucio Chalegre (Monge Genshô)
Banco: 001 – Banco do Brasil
Agência: 4550-0
Conta corrente: 6061-5
CPF: 053283060-15
O exercício de Dana (Generosidade, Doação, Apoio) na tradição budista, representa essencialmente a ação consciente e atenta de ajuda e contribuição (seja material, de tempo ou outras) para que o Dharma possa ser estudado e exercido sob condições úteis e abrangentes a todos. Em Dana temos não somente a ação de ajuda e proteção (física, psicológica ou social) a pessoas em necessidade, mas também às pessoas em ação pelo Dharma.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Abade Daiju Bitti doa estátua histórica para o Daissen Ji
No último dia do Nambei Sesshin 2014 ( Retiro de treinamento de monges) o abade Daiju Bitti do Mosteiro do Morro da Vargem http://www.mosteirozen.com.br/ Enkoji, um homem que há quarenta anos constrói um monastério, parte dele edificado com o produto de sua mendigação nas ruas japonesas, me olhou do outro lado da mesa e perguntou se tínhamos, em Florianópolis, a estátua de Idaten, disse que não, que usávamos uma imagem de Buda na cozinha, ele levantou-se e trouxe a estátua que depois de estar no Japão foi dedicada por Iko Roshi para Enkoji, havendo ficado 15 anos no altar da cozinha onde conversávamos. Preciosamente entalhada em madeira esta obra de arte já recebeu milhares e milhares de reverências. Entregou-a a nós e embrulhou cuidadosamente em tecido para a viagem. Fiquei emocionado e todos em volta perceberam quanto aquele momento selava nossa amizade e confiança no crescimento do Dharma de Buda. Jikihô San fez uma foto desta doação memorável.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Dana
Generosidade (Dana)
Sabemos que a segunda Nobre Verdade define a origem do sofrimento como cobiça e apego, o desejo desenfreado. Por causa disso, uma das principais práticas do Dhamma é chamada de Dana. Dana significa a prática da generosidade ou o ato de compartir com os outros. É um antídoto contra o apego, a esse agarrar-se com desespero às coisas, ao apego desmedido às nossas coisas. Encontramos essa cobiça e apego em todos os lugares. Agarramo-nos às nossas posses e não queremos nos soltar delas. O problema é que, quanto mais possuirmos, maior será o fardo. A prática da generosidade pode ser de grande ajuda, pois ela é um antídoto contra a mesquinharia. Além disso, o ato de compartilhar as nosas posses com os outros, ou o abandono do nosso egoísmo, ajuda a abrir as nossas mentes para o amor bondade e a compaixão. E estes são um antídoto contra o apego e o desejo.
A generosidade possui formas distintas. Pode-se dizer que existem três níveis de generosidade. O primeiro se chama dar com u’a mão. Com esse tipo de generosidade você dá porque as pessoas pedem ou porque você é pressionado a fazê-lo, ou ainda porque as pessoas estão olhando. Mas você continua segurando com u’a mão. Você, na verdade não quer dar e assim o faz com relutância. Digamos que um mendigo o importune. Para livrar-se dele, você lhe dá algo. Se você já esteve na Índia, provavelmente enfrentou situações em que os mendigos o seguem como uma sombra e não o abandonam até que finalmente você lhes dê algo. Essa é uma forma de generosidade, de compartir com os outros. Mas ela possui um valor limitado, porque o verdadeiro espírito imbuído no ato de dar é de realmente se soltar do que é doado, abandonar as coisas. Esse tipo de generosidade é abandono até certo ponto, e portanto, incompleto.
O segundo nível de generosidade é dar amistosamente. Quer dizer, você dá porque gosta de dar. Você se sente bem. Não é necessário pressão para que você o faça. Sempre que você vê alguém numa situação de necessidade, se você tem o suficiente para si mesmo, e possui o objeto da doação em dobro, você o dá com um sentimento de amizade. Se você tem duas bananas e alguém está com fome, você habitualmente dará uma. Essa é uma forma mais elevada de generosidade porque você não é pressionado a fazê-la – ela vem do seu próprio sentimento de amizade e você não está desesperado e firmemente agarrado às coisas.
O terceiro nível de generosidade é dar como um rei. Ao dar como um rei, você dá qualquer coisa em qualquer momento. Você dá a sua camisa. Você dá o seu último alimento para alguém que esteja com mais fome. Como não existe o pensamento precedendo a ação, você dá o melhor que tiver. Não existe nenhum apego, nem mesmo a idéia de um “eu” envolvido no ato generoso.
Bhante Yogavacara Rahula
sexta-feira, 25 de março de 2011
Terreno para templo e monastério zen
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Dana

A prática da compaixão é marcada pelo impulso de partilhar, chama-se Dana a doação de recursos para sustentar as atividades da comunidade budista. Os alunos precisam cuidar para não estarem na posição de quem recebe sem nada dar em troca, porque esta postura coloca o recebedor em uma situação constrangedora de quem recebe, é carregado pelos outros, mas não consegue ajudar os restantes seres com o seu próprio esforço.
Desde os tempos de Buddha a comunidade é sustentada pelos praticantes generosos, que cada um de nós possa olhar para a Sangha e pensar: ela existe também por minha causa, e os que sofrem podem aqui buscar socorro.
sábado, 27 de dezembro de 2008
Cobranças

P: O que se faz quando se quer estar com pessoas amadas (pais idosos) mas os encontros são sempre queixosos , carregados de cobranças e nos fazem sentir sempre exauridos?
R: Nos exaurimos se aceitarmos que são cobranças, se os olharmos com a compreensão dos sentimentos deles e dermos o amor que temos para dar, que não é tudo que eles querem mas que é aquilo que temos, este encontro será de doação e nossos ouvidos ouvirão as queixas mas não nos sentiremos culpados por elas. Concordamos, podemos dizer: pai , mãe , este é o presente que eu tenho para lhe dar...minha presença, estou aqui por vocês...e continuarei voltando no meu ritmo possível, porém não posso levar em conta todas estas palavras pois elas são exigências que não posso cumprir pois não tenho tanto aqui para entregar, e meus filhos me demandam mais, e para eles eu darei muito mais do que eles me darão no futuro, assim como acontece aqui entre nós...
terça-feira, 27 de maio de 2008
Terreno para Templo Zen em Florianópolis
terça-feira, 14 de agosto de 2007
O Dharma é ensinado gratuitamente?
Na verdade nada se obtem gratuitamente. Sempre alguém está pagando para que o Dharma seja ensinado, mesmo quando aparentemente é de graça abnegados doadores estão pagando para que isto aconteça, providenciando salas, comida, passagens.
Desta forma o verdadeiro problema não é se é gratuito, mas quem está pagando. Os que ouvem o Dharma de graça tem alguém que paga por eles.
Desta forma o verdadeiro problema não é se é gratuito, mas quem está pagando. Os que ouvem o Dharma de graça tem alguém que paga por eles.
terça-feira, 24 de julho de 2007
Tenho problemas sérios com minha mãe, somos quase inimigas, o que o senhor me aconselha?
Não fale para ela o que você sente. Escreva, longas, cuidadosas cartas, sem nenhuma crítica sua a ela, apenas reconhecimento, amor, imagine que está escrevendo para ela após sua morte, sem esperar resposta, somente dizendo o que não conseguiu dizer em vida. Mostre-se por dentro, fale de você como quem fala ao melhor e mais ditoso amigo, se ela responder com críticas e acusações não se defenda. Apenas continue dizendo de seu amor por escrito, não ceda a tentação de falar, controlamos mal as palavras e as emoções nos arrastam.
Seja o que for que secretamente ela acalenta, mesmo competição com a filha, qualquer coisa, sem o alimento da discussão terá este carma paulatinamente aliviado e dissolvido, senão agora, em um tempo futuro. Faça isto sem esperar nada, nenhum bom resultado, só para doar a ela o que de melhor há dentro de si. Tente, não é fácil, talvez não pareça compensador agora, mas nada espere apenas dê.
Assinar:
Postagens (Atom)




