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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sesshin com Mestre Zen Saikawa Roshi - 23 a 25 de julho



Neste sesshin serão ordenados três postulantes a monge na qualidade de noviços, todos da Comunidade Zen de Florianópolis, além de serem realizadas as investiduras leigas (rakusu) de 4 praticantes que farão seus votos budistas. Estas ordenações e investiduras são um passo muito importante para a Comunidade que assim ampliará sua condição de ajudar a todos os seres.
Mestre Saikawa apenas pode nos dedicar alguns dias a cada dois anos, tantas Sanghas precisa visitar em todos os países da Améria do Sul, assim todos devem fazer o maior esforço possível para participar de um sesshin como este, ouvir seus ensinamentos e ter a oportunidade de entrevista privada com ele como é costume nos sesshins zen.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Entrevista à Tv Record do Decano do Conselho do CBB

O Rev. Prof. Dr. Ricardo Mário Gonçalves (Shaku Riman) deu uma entrevista à TV Record sobre a imagem do budismo na mídia brasileira. A entrevista será transmitida no próximo domingo (13 de janeiro) no programa "Domingo Espetacular" entre 18:30 e 22 h.

O Reverendo é Decano do Conselho Consultivo do Colegiado Buddhista Brasileiro, CBB, o qual se empenha para a correta divulgação de informações sobre o Budismo e para a correção das eventuais distorções que aparecem na mídia.




terça-feira, 6 de novembro de 2007

Aí por 2002...


Início do zen em Florianópolis, à direita , de azul, um grande apoio, Marcos Wunderlich, na sede de seu Instituto Holos realizaram-se os primeiros retiros, como o que a foto registra.

sábado, 4 de agosto de 2007

Sesshin em Minas Gerais

Da esquerda: Flávio Joshin, instrutor de meditação, Monge Genshô, Coen Sensei, a mais eminente monja e professora do Zen Soto no Brasil, Shumaia Sodô, postulante a monja em SC instrutora de meditação na penitenciária de Florianópolis, Jane Denkô, Tenzo, redatora e bibliotecária da Comunidade Zen em Florianópolis.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Até que ponto, o apenas observar, da meditação zen, pode se tornar repressão?

Se você usar repressão estará completamente errado. Deixar ir sem qualquer julgamento de certo ou errado, seja o que for que venha até sua mente. Não se trata de lutar para eliminar este ir e vir, mas somente deixar que se manifeste livremente sem apego nem aversão.

sábado, 7 de julho de 2007

Zen no trabalho

Impermanência:
Veja a vida em seu fluxo, nada permanecerá, tudo, coisas, empresas, passarão.
Equilíbrio:
Olhe o mundo com equanimidade, não atribua "gosto não gosto" de sua mente aos acontecimentos, viva e aja naturalmente, responda a questão "quem somos nós" de forma correta sem fantasias nem sobrenaturalidades.
Desejo:
Não aja em função de suas paixões mas em função do papel que o mundo precisa de você, abdique da individualidade em favor da universalidade.
Desapego:
Esteja pronto para perder tudo, as coisas são impermanentes mesmo, não se deixe arrastar ou confundir pela nocão de que eu sou minha empresa, ou meu trabalho, isto é apenas um episódio...Assim você poderá correr os riscos com naturalidade e sem medos.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

A árvore sem raiz

Para explicar isso melhor tem aquela história da carroça por Nagasena. Ele pergunta ao rei Milinda, o que é isso? E ele diz: uma carroça. E ele pergunta: as rodas são a carroça? O eixo é a carroça? O estrado é a carroça? Nada é a carroça, mas tudo junto composto daquela maneira é a carroça, então onde existe a carroça se nada que está ali é a carroça? Os carros nossos ali fora, o ferro, os bancos são os carros? O motor é o carro? O aço, a borracha etc O carro existe como uma organização da nossa mente. A casa também, nada é a casa em si, são só pedaços que juntos numa determinada forma nós olhamos e dizemos é...na verdade, não tem raiz. Todos os dharmas são sem raiz, mas quem são vocês? Nada, dharmas. Vocês são fenômenos. Todos nós somos fenômenos. Onde está nossa raiz? Na vacuidade? No vazio? Então não tem raiz. Temos que considerar este aspecto. Eu sou fenômeno, eu sou dharma, não tenho raiz. Como, se minha raiz é na vacuidade, como eu posso desaparecer? Como eu verdadeiro, a minha verdadeira natureza pode desaparecer porque aquilo que eu penso que sou eu é como carro, pedaços reunidos, fenômeno, mas na verdade eu mesmo sou vacuidade, manifestação na vacuidade, não é? Por isso o Cipreste no Jardim é uma Árvore sem Raiz. Então todos os dharmas são sem self. Em outras palavras todos os dharmas nada são senão a Árvore sem Raiz.Todos os dharmas não possuem self, não possuem existência intrínseca. São todos pedaços funcionando, somos nós ali sentados no zazen. Vejam que o que nós pensamos que somos são só pensamentos se sucedendo em nossas mentes e porque os pensamentos se sucedem na nossa mente nós dizemos eu existo. Quando não há pensamento em funcionamento ou atividade mental pergunto para vocês: onde estão vocês? Quando não há atividade mental, quando não há pensamento, quem existe? Nós penetrarmos estas coisas e respondermos verdadeiramente para nós, nos libertamos, mas o ensinamento disso parece confuso, paradoxal e sem sentido porque é muito profundo. Não são respostas fáceis porque quando nós olhamos, nós vemos porque não são mágicas nem sobrenaturais, são apenas penetrar mais fundo na realidade.A inexistência do self é a chave.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Primeiro Dokusan

"Tanta coisa...que dizer? Tenho vontade de contar-lhe minha inteira vida. De que alguém me escute com aquela atenção perfeita. O tempo parece parado enquanto ele me olha atentamente, calmo e concentrado no meu olhar. Sinto que todo os meus gestos, postura e respiração estão sob seu escrutínio, mas que nenhuma crítica surge em seu semblante de acolhimento. Falo que a experiência de sentar é magnífica, que estou descobrindo coisas. Ele sorri e diz: “Bom”. Me aconselha a ir mais fundo, não cogitar, não examinar e julgar. Procure sua verdadeira natureza, repete. Todo o tempo me olha profundamente, como quem fala com um filho querido. O mundo inteiro se resume aquela sala, a mesa, o diálogo de duas pessoas imensamente interessadas no que estão fazendo. Não faz mais perguntas e simplesmente espera que eu me despeça. Faço gasshô que ele responde, lentamente, sem parecer automático, concentrado plenamente. Acho que estou desperdiçando uma oportunidade importante, mas não sei usa-la melhor. Levanto-me e me prostro novamente sob seu olhar atento. Enquanto o faço me sinto emocionado, não sei porque. Levanto-me e saio da sala, e descendo as escadas meus olhos estão úmidos. O que sucedeu? A sua presença? O que estou atribuindo a ele? Seu olhar despretencioso? O sorriso acolhedor? Não sei, nada tem a ver com as palavras, é algo dentro de mim."

Trecho do livro "O Pico da montanha" ficção com tema do treinamento zen.