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terça-feira, 3 de maio de 2016

Sobre as metas do Colegiado Buddhista Brasileiro

Sobre as Metas do CBB

O Colegiado Buddhista Brasileiro, entidade sem fins lucrativos que surge no Brasil com o objetivo maior de contribuir para a difusão, sustentação e correta orientação dos ensinos de Buddha.

Sendo uma instituição criada e sustentada no respeito e apoio a todas as escolas tradicionais budhistas, sem distinção, o CBB tem por finalidade fomentar e desenvolver ações para a elevação e progresso do ensino das filosofias budistas em todas as suas manifestações legítimas.

O CBB surge sob a égide do correto esforço em prol da tolerância, paz, ética e respeito a todos os seres vivos e à Terra, sua sustentadora. Seus fundadores se comprometem profunda e honestamente a exercer a prática do Dharma, de modo a fomentar cada vez mais a Verdade, Sabedoria e Justiça entre todos os grupos, sociedades, culturas, religiões e crenças saudáveis da humanidade.

O CBB igualmente se compromete a construir pacificamente e de forma apolítica meios e caminhos hábeis para que se possa dirimir a crueldade, ignorância, fanatismo, discriminação e preconceitos no Brasil e no mundo, contribuindo assim para o desenvolvimento da consciência, base para toda transformação real do indivíduo e das sociedades.

O CBB está aberto à participação eventual de todos os praticantes buddhistas, monásticos ou leigos, de todas as escolas. É aberto igualmente à participação de todos os simpatizantes e interessados brasileiros no estudo e aprimoramento do Dharma.

terça-feira, 12 de março de 2013

Declaração Pública do CBB


Declaração Pública

O Colegiado Buddhista Brasileiro (CBB) vem nesta expressar sua profunda preocupação com a indicação e com a nomeação do Deputado Marcos Feliciano (PSC) para a diretoria da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da câmara. 

Nossa preocupação se deve ao inequívoco discurso intolerante e alienador que caracteriza as ideias do referido deputado. Suas palavras e atitudes de fundo racista e segregador o tornam um claro exemplo de tudo o que deveria ser denunciado pelo mais importante órgão de promoção e defesa dos direitos humanos em nosso país. Que as lideranças políticas brasileiras, por força de omissão ou deliberada troca de favores, permitam a tal pessoa assumir a coordenação da CDHM, demonstra um preocupante cenário de alienação ética no Brasil.

Acreditamos que a pregação do ódio contra quaisquer grupos étnicos, comunidades sociais ou instituições religiosas motiva com frequência atos de violência contra indivíduos e contra essas mesmas organizações e minorias. O CBB entende que, ao citar "comunidades sociais" deve-se considerar quaisquer grupos e comportamentos que não violentam os direitos alheios, entre os quais a comunidade LGBT. O CBB rejeita implicitamente as declarações homofóbicas do deputado citado juntamente com todas as outras manifestações discriminatórias. Esta cultura de ódio e fanatismo, sendo ela mesma fruto de uma profunda falta de consciência e grande desrespeito humano, torna-se ao final desse processo destrutivo e ignorante um câncer a devorar mentes e corações em todas as camadas sociais, atingindo a todos sem exceção. Tais práticas são essencialmente incompatíveis com qualquer proposta construtiva e unificadora para toda sociedade humana fundamentada em direitos e liberdades, base do estado laico e do próprio estado de direito.

O Colegiado Buddhista Brasileiro, fundamentado na tradição do Dharma de Buddha, entende que o bem comum em uma sociedade somente prevalece quando suas instituições políticas e sociais são capazes de criar condições para que o diálogo, a compreensão, a compaixão, a justiça social e o verdadeiro exercício da tolerância sejam não apenas possíveis a todos os seus cidadãos, mas adequadamente exemplificados pelos seus mais altos representantes.

Neste sentido, a atual condição da gestão política brasileira tem reiteradamente sido um demonstrativo de grave desprezo aos mais fundamentais elementos éticos e de justiça ao permitir que indivíduos alienados em suas crenças pessoais e tacanhos em suas opiniões assumam posições em que a consciência, o equilíbrio e a clareza de visão são qualidades essenciais.

É preciso que haja uma real mudança de atitudes no congresso brasileiro, e que os direitos humanos sejam exercidos e definidos com sabedoria e correção. A nomeação do deputado Marcos Feliciano apenas reflete a medíocre interpretação dos modos e fundamentos que integram o conceito legislativo da sociedade brasileira por parte de seus representantes políticos. Ela também simboliza a assustadora corrupção de valores que domina os poderes políticos atuais em nosso país, que distorce a democracia para favorecer interesses escusos. 

O Brasil, já há muito tempo, é liderado e legislado por parcialidades. Doutrinas populistas e manipuladoras da ignorância e das carências sócio-educacionais neste país estão cada vez mais assumindo nichos políticos essenciais, e defendendo por meio de suas visões particulares a sustentação da cobiça dos poderosos. 

O CBB repudia esta cultura da mediocridade, este desrespeito aos valores de consciência e coerência que grassa na sociedade brasileira, e conclama aos seus representantes políticos a terem mais visão e dignidade, mais honestidade e valor humano. Que seja revertida a nomeação do deputado Marcos Feliciano para coordenação da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara, e que seja realizada uma ampla reforma ética nas ações políticas de nosso país.



Colegiado Buddhista Brasileiro

Diretoria

Presidente Rev. Shaku Haku-Shin

Rev. Genshô Sensei

Dhammacariya Dhanapala

Shaku Hondaku

Rev. Miklos Kômyô

Presidente do Conselho do CBB

Rev. Prof. Dr. Ricardo Mário Gonçalves

Conselho

Lama Chagdud Khadro

Rev. Monge Rinchen Khienrab

Rev. Heyla Downey

Ven. Uttaranyana Sayadaw

Rev. Shaku Sogyo

Rev. Monja Sinceridade

Rev. Coen Sensei

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Há mais bondade que maldade no mundo

Florianópolis, retiro em out/2012 liderado pelo Superior da América do Sul, Mestre Saikawa Roshi
(continuação)
Aluno: – Vejo o mal nos noticiários.

Monge Genshô: – Notícias são uma visão distorcida do mundo. Por que não aparece no Jornal Nacional: “Pai carinhoso janta hoje com a família e faz carinho no rosto de seu filho”? Só aparecem as notícias que chocam porque são essas as notícias que as pessoas querem ver. Você não vê nenhuma notícia da Suíça hoje, só vê notícias a respeito da Síria, porque lá estão havendo bombardeios e mortes. Você pode estar certo, o mundo não funcionaria se um por cento das pessoas fossem más. Se um por cento das pessoas que almoçassem no restaurante saíssem sem pagar, isso seria um problema. Mas isso não acontece, pois quando alguém chega ao restaurante e se dá conta de que esqueceu cartão, não tem problema. Dizemos a ela que volte outro dia e pague. E ela volta. 
Porque a maioria das pessoas é boa e quer que o mundo seja bom. A maioria dos pais é amoroso. Há pessoas más e cruéis no mundo? Há. Mas, felizmente, são minoria. O problema é que fazem muito barulho e aparecem demais. Nós funcionamos na base da confiança. Se alguém pensa: “mas não dá para confiar nas pessoas”, eu digo: “claro que dá”. Na realidade, você entra em qualquer lugar, come e paga depois. Se as pessoas fossem inconfiáveis, pagar-se-ia antes. Você vai ao banco, entrega o dinheiro, o caixa conta e a operação é feita. E se ele colocasse o dinheiro na gaveta e dissesse, “O que o senhor deseja?” Você lhe diria: “como assim, acabei de lhe dar dinheiro”, ao que ele poderia responder: “o senhor não me deu nada”.

 Você confia o tempo todo nos outros, o mundo funciona na base da confiança. As pessoas fazem coisas boas o tempo todo. Há pessoas que vêm aqui e começam a limpar alguma coisa, fazem uma faxina, mas nunca perguntam “O que eu ganho?”. Tem pessoas que colocam uma doação na caixa, a gente não sabe quem foi, mas ela sabe que o aluguel tem que ser pago, a luz tem que ser paga, a água tem que ser paga. Tem pessoas que fazem com que esse lugar exista. Seria impossível de existir se não houvesse pessoas que doam algo para os outros.

Então, o mundo não é mau, a maldade é exceção. Ainda bem. Você só precisa olhar. Já foi muito pior. Cem anos atrás, no inicio do século vinte, nós tivemos no Brasil a revolta da chibata na marinha, porque os marinheiros eram tratados a chicotadas. Tínhamos escravatura até 1888, as pessoas faziam festa quando uma guerra era declarada. Na primeira guerra mundial o povo saía às ruas eufórico. Aconteceu na Argentina, na guerra das Malvinas, o povo nas ruas festejando porque haviam declarado guerra contra a Inglaterra. Já mudamos e continuamos a mudar aos poucos. Mas se você olhar para o passado, verá coisas que as pessoas faziam porque eram consideradas normais - em alguns lugares do mundo ainda são, não é? No Irã, por exemplo, tenho um conhecido que esteve lá recentemente e disse que é comum passar por uma praça e encontrar alguém enforcado. Eles enforcam os homossexuais, enforcam alguém que tenha dito uma blasfêmia, etc. Fico feliz em saber que o Brasil mudou de posição a respeito do Irã, pois para mim era vergonhoso. Escrevemos um texto a esse respeito, li um discurso criticando o Itamarati escrito por participantes do Colegiado Buddhista Brasileiro em São Paulo. Penso que estejamos mudando de posição, e isso é melhor, pois não podemos pôr interesses comerciais ou quaisquer outros na frente de tudo, e fechar os olhos para a maldade. Se olharmos bem, veremos que há bondade no mundo.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Declaração Pública do Colegiado Buddhista Brasileiro



Declaração Pública




O Colegiado Budista Brasileiro, entidade que congrega as principais lideranças budistas brasileiras, vem a público lamentar profundamente e repudiar veementemente a agressão violenta sofrida pela minoria budista do Bangladesh por parte de militantes extremistas islâmicos, da qual resultou a destruição pelo fogo de vários templos com seus objetos de culto e símbolos sagrados. Os budistas não respondem ódio com ódio e violência com violência, eles se limitam a lamentar compassivamente os atos insanos nascidos da ignorância e do egoísmo do ser humano e a lembrar as sábias palavras do imperador budista indiano Açoka, que proclamava que perseguir e agredir a religião alheia acarreta danos para nossa própria religião.

Com efeito, não é através dessas atitudes violentas geradas por uma minoria de extremistas que a religião muçulmana há de angariar o respeito e a consideração a que faz jus por parte da comunidade internacional, assim pedimos que os muçulmanos de bem repudiem publicamente as ações dos extremistas. Os budistas brasileiros pedem vênia aos extremistas muçulmanos para lembrar-lhes que o próprio Alcorão Sagrado ensina que "não há imposição quanto à religião" (2:256) e para recordar-lhes as belíssimas palavras com que o grande místico islâmico Ibn 'Arabi de Múrcia (1165- 1240) celebrou sua adesão ao Amor Universal que transcende todas as diferenças confessionais e sectárias:




"Oh! Maravilha-te! É um jardim entre as chamas!

Meu coração tornou-se capaz de todas as formas:

é um pasto para as gazelas, um convento para monges cristãos,

Um templo para ídolos, e a Caaba dos peregrinos,

E as tábuas da Torá e o livro do Alcorão.

Sigo a religião do Amor: não importa o rumo que tomam

os camelos do Amor, essa é minha religião e minha fé."



Colegiado Buddhista Brasileiro

Diretoria


Presidente Rev. Shaku Haku-Shin

Rev. Meihô Genshô

Dhammacariya Dhanapala

Shaku Hondaku

Claudio Miklos Kômyô


Presidente do Conselho do CBB


Rev. Prof. Dr. Ricardo Mário Gonçalves


Conselho

Lama Chagdud Khadro

Rev. Monge Rinchen Khienrab

Rev. Heyla Downey

Ven. Uttaranyana Sayadaw

Rev. Shaku Sogyo

Rev. Monja Sinceridade

Rev. Coen Sensei


Aliam-se a declaração:

- Choyu Otani (Mestres das Missões da Ordem Otani-ha)

- Rinban Kensho Kikuchi (Ministro Superior da Ordem Otani-ha no Brasil)

- Rev. Ricardo Mario Gonçalves

- Rev. Hiroshi Matsuda

- Rev. Massaharu Suguiura

- Rev. Severino Sales Silva

- Rev. Leninha Brasileiro

- Rev. Hiroyuki Higashi

- Rev. Tsuyami Ueno

- Rev. Tadao Sawanaka

- Rev. Yassuo Nakashima

- Rev. Mitsue Nakashima

- Rev. Meishi Nakazawa

- Rev. Shu Izuhara

- Rev. Linda Morimoto

- Rev. Yaeko Togawa

- Rev. Minako Iso

- Rev. Kasuro Nanao

- Rev. Margarida Nakaoka

- Yuka Kikuchi

- Rev. Seigo Nawa

- Rev. Isshin Sensei

(Todos que o desejarem podem subscrevê-la e divulga-la preservando seus termos originais)

domingo, 3 de junho de 2012

Encontro de escolas buddhistas


Grande encontro entre Sanghas...


Marcado por um delicioso chá e muitas conversas sobre o futuro do Budismo no Brasil e a elaboração de novas metas e propostas para para o Colegiado Buddhista Brasileiro.

Escolas variadas mas apenas uma Sangha, a do Buda!— Rev. Wagner, com sua espôsa Sayuri Sakane Bronzeri e Monge Genshô em Apucarana, Paraná.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Colegiado Buddhista Brasileiro


Manifestação do CBB no Templo Busshinji, sobre a perseguição a budistas no Myanmar.


P: O que é o colegiado?

R: Por definição um colegiado é apenas a reunião de um grupo de pessoas que se consideram colegas, irmãos em um determinado interesse. O CBB é uma reunião de pessoas, não de instituições, que assim tem um forum onde podem partilhar seus interesses. O CBB não é um orgão executivo dedicado a fazer seminários, retiros ou quaisquer coisas do gênero, estas são atividades dos centros do Dharma ou outras instituições. Pertencem ao CBB os professores que, por interesse em convivência harmônica desejam se filiar e são aceitos por seus pares. Não pertencer aos quadros do CBB não significa demérito mas simplesmente dificuldade associativa com a diversidade de escolas/pessoas.

P: A cartilha do CBB é um documento doutrinário?

R: A cartilha budista publicada pelo colegiado é um esforço de compatibilização entre as definições de várias escolas diferentes, destina-se ao uso da imprensa e não ao estudo sectário.

P: O CBB representa o budismo brasileiro?

R: Representa a associação dos indivíduos que a ele se filiam. Como estes representam
a grande maioria das escolas e lideram ou participam das instituições mais numerosas, tem um peso que lhe permite algumas ações. Portanto não representa o "budismo" mas sim este conjunto de pessoas.

Monge Genshô

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Comunicado do CBB sobre o Dharmanet


Devido, infelizmente, a dificuldades particulares dos idealizadores do Dharmanet, o site encontra-se extinto por tempo indeterminado. O material informativo antigo não se encontra ativo em outras fontes, e deverá sofrer revisão, correção e reorganização após as quais ele será disponibilizado no site oficial do CBB (ou no endereço reativado do Dharmanet) assim que possível.

Questões pontuais sobre o buddhismo poderão ser sanadas através do e-mail de contato do Colegiado Buddhista Brasileiro.


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No Dharma,
Diretoria do Colegiado Buddhista Brasileiro
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Paz - Compaixão - Serenidade

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Revista Triratna


Publicação Oficial do Colegiado Buddhista Brasileiro


Assunto: Revista Triratna - 2o. número
*[image: Triratna
2.jpg] Revista Triratna -

Publicação Oficial do Colegiado Buddhista
Brasileiro "> *

cbb.bodhimandala.com

Budismo no Brasil, Filosofia, Religião, Buddhismo Brasileiro

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Outubro de 2007, e permanecemos assim em 2010


Foto EFE
Liu Xiaobo recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 2010, está condenado a 11 anos de prisão na China, foi condenado a 11 anos de prisão por ter publicado um manifesto em defesa da liberdade de expressão e de eleições multipartidárias no país.

Em outubro de 2007 o manifesto, redigido pelo Colegiado Buddhista Brasileiro, do qual posto um pequeno trecho a seguir, foi lido no Templo Busshinji e sua íntegra entregue ao Deputado Fernando Gabeira, presente no evento, juntamente com outras autoridades presentes e representantes de várias denominações religiosas.
Ocorre que com as atitudes do governo brasileiro em 2010 quanto as execuções por apedrejamento de mulheres, no Irã, somadas aos enforcamentos de homossexuais, as continuadas repressões aos budistas na Birmânia pelo governo militar, e a já velha ditadura com prisões de consciência na China e em Cuba, este texto continua válido ao manifestar a inconformidade de pelo menos parte dos brasileiros com a falta de norte ético na sua diplomacia, apenas conduzida pelos interesses mais imediatistas e sem atentar para o bem da humanidade a longo prazo.


"Juntamente a estas sérias críticas, o Colegiado Buddhista deseja manifestar o seu mais profundo pesar e protesto ao comportamento covarde e omisso da chancelaria brasileira, em mais um momento importante na história das relações internacionais. O Brasil, certamente o mais influente país da América Latina, não pode sustentar o argumento de que uma opinião oficial a respeito não tenha influência. É certo que uma declaração veemente e direta a favor do bem maior da população civil birmanesa, e uma ação contundente baseada em sanções políticas contra aquela ditadura que não prejudiquem o seu povo, seria uma forma digna e correta do governo brasileiro atual demonstrar-se realmente capaz de agir com força e coragem para contribuir pelo desenvolvimento de uma nova política mundial de inter-relações governamentais, e reforçar o valor do Brasil como um membro atuante e firme no cenário político-social do planeta.



Entretanto, o governo brasileiro mais uma vez prefere fazer-se míope às imagens de sofrimento e repressão (esquecendo do terrível passado ditatorial de nosso país) e surdo aos protestos e ao bom senso, e opta por divulgar uma declaração pobre e superficial, onde admite seu desinteresse e incapacidade em agir de forma soberana e independente. Corroborando pressões de ideologias internacionais perversamente cerceadoras dos direitos humanos, e subordinando-se puramente à sedução das vantagens e lucros adquiridos em acordos econômico de interesse, o governo brasileiro vergonhosamente se faz valer de palavras inócuas, declarações ambíguas e um não-envolvimento inadmissível para um país com tanta influência potencial nos assuntos mundiais como o nosso."

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Triratna, revista buddhista do CBB



É um prazer anunciar o lançamento da Revista Triratna do Colegiado Buddhista Brasileiro, uma revista online que almeja trazer artigos e depoimentos de professores buddhistas brasileiros e/ou conectados com o Brasil, com temas atuais e informativos. O Colegiado Buddhista Brasileiro é uma entidade sem fins lucrativos criada com o objetivo maior de contribuir para a difusão, sustentação e correta orientação dos ensinos de Buddha. Com a Revista Triratna, uma nova frente se abre para a divulgação do Dharma (pali, Dhamma) em língua portuguesa. Seu número 1 pode já ser acessado aqui. Leiam e divulguem! (Texto copiado do blog Folhas no Caminho)

terça-feira, 31 de março de 2009

Pedras na Lama




Pedras na Lama

A imagem das pedras na lama, representa o trabalho de fundação, que os primeiros professores do budismo realizaram no Brasil, criar um alicerce sobre o qual o edifício pudesse ser erguido. Agora nos perguntamos, qual o futuro do budismo no Brasil? É demasiado cedo para fazer esta pergunta, seria prudente esperar alguns séculos para responder. Porém vivemos em tempos de aceleração, e a difusão boca a boca, o transporte dos pés e cavalos, foi substituído pelo fenômeno digital e as viagens quase à velocidade do som.
Assim sendo, podemos tentar presumir o que sucederá, à vista do presente e olhando sempre para o passado, para deduzir os movimentos prováveis desta difusão.
Em primeiro lugar é bom não confundir o espraiar das idéias budistas com o censo budista. O numero de budistas declarados decresce no Brasil, à medida que os imigrantes, que assim se declaram, são substituídos por novos e assimilados descendentes, os quais tornam-se cristãos, principalmente no movimento de integração. Os budistas praticantes são tardos em se assumir como tal, são influenciados pelo budismo, mas não passam por ritos de conversão que os façam se auto declarar budistas, levam anos para tanto.
Por outro lado, das novas e novíssimas seitas de raízes budistas, são a maioria dos que se identificam por budistas convertidos. Aos olhos da antiga tradição budista suas doutrinas se afastaram de tal modo do ensinamento de Shakyamuni, que não podem mais ser chamados budistas, dentro da definição adotada pelo Colegiado Buddhista Brasileiro, CBB, pois algumas destas seitas são deístas e outras sequer aceitam o Buda histórico como seu fundador, havendo-o transformado em mero anunciador de um mestre mais moderno.
Há que considerar que estes movimentos abrem portas, para pessoas, que iniciando por eles, venham a mergulhar no ensinamento mais tradicional, ou seja, servem de iniciadores para a parcela de buscadores mais profundos.
Paralelamente, temos o movimento de difusão das idéias budistas, em primeiro lugar vemos uma distorção dos conceitos, na tentativa etnocêntrica de adapta-los ao linguajar e conceitos já conhecidos, isto sucedeu fortemente na entrada do budismo na China, com o uso de palavras e conceitos taoístas. Somente com o tempo, foram criadas distinções que aclararam a sincretização inicial. Desta forma, vemos freqüentemente, a imprensa usar os termos reencarnação, ou alma, para descrever conceitos budistas, criando uma distorção respeitável - que permeia mesmo textos de pessoas mais esclarecidas - que crêem que o budismo preconiza permanência e eternidade de um eu particular, que será premiado ou punido, exatamente o contrário do ensinamento do Dharma.
Bem ou mal compreendidas, as idéias budistas gozam de simpatia generalizada, em 2006 o Ibope publicou uma pesquisa que revelava que 17% das pessoas declarava-se simpática ao budismo, e também é fácil perceber quantos de textos publicados se referem a conceitos budistas, de alguma forma. Este permear é tão freqüente, que mesmo a linguagem popular incorpora termos com o “zen”, designativo de calma e serenidade, ou mesmo como sinônimo de condutas “nova era”, para desconforto dos zen budistas, que vêem seu nome tornar-se uma marca genérica. Muitos textos de adeptos de outras religiões começaram também a ser eivados de historietas budistas e conceitos dhármicos, em especial os livros de auto ajuda, em que pesem as distorções e usos egóicos dos princípios utilizados.
Do ponto de vista ritualístico há um evidente atraso. São freqüentes o apego a recitações em línguas orientais, algumas baseadas no conceito de sons sem sentido lingüístico, mas carregados de tradição mística, este aceitável, mas outros, mera repetição de orações que poderiam ser facilmente traduzidas em benefício da própria prática. Muitos rituais sequer existiam originalmente nas escolas, mas foram incorporados por demandas populares, como mimetização de rituais pré-existentes nas culturas locais, um exemplo característico é a criação do “ritual do nome” - uma adaptação do batismo para crianças recém-nascidas - que é desconhecido no budismo antigo, mas freqüentemente demandado no ocidente.
Por estas razões é fácil concluir que certos rituais serão incorporados e outros abandonados, à medida que a aculturação do budismo se realize no ocidente.
Quanto às roupas e vestimentas, elas são em geral inadequadas para o clima brasileiro - quando vem de países frios como o Japão e China - onde o budismo floresceu em montanhas e locais gelados. A exceção é o budismo Theravada, por motivos óbvios para quem olha o mapa e vê as latitudes onde ele permaneceu. Os monges sofrem com as vestimentas quentes em demasia, mas alterar as tradições é um trabalho lento, pelo temor que sempre assalta os encarregados de adaptar, temerosos que ficam de jogar fora a criança junto com a água do banho.
A tendência orientalista, que ataca os leigos, deve permanecer, porem amenizada, a medida que o budismo se adapta ao novo mundo, os mestres podem desencorajá-la, como fez o Dalai Lama ao criticar ocidentais que chegam a alterar os móveis de sua casa, crendo que por mudar as aparências tornam-se mais budistas.
Os ensinamentos, em si, não são a parte mais lenta da adaptação necessária, porém intérpretes ocidentais muitas vezes perdem de vista o propósito dos textos, presos a alguma visão dogmática. Freqüentemente surgem teóricos, crentes de que sabem algo pelo muito estudar, mas carentes de prática real. Sendo essa uma característica ocidental, que faz com que não seja surpreendente um filósofo ser admirado por suas teorias, embora seja uma pessoa incapaz de vivenciar uma vida coerente com o que ensina. Perdido em emoções primárias, ou viciado em drogas, pode ser reverenciado mesmo assim. Do ponto de vista budista, uma pessoa com esta conduta não pode ensinar de maneira alguma, se não é um exemplo vivo de seu ensinamento então lhe falta qualquer legitimidade.
Simultaneamente, surgem centros budistas desconectados de escolas e seguindo uma mistura de conceitos de diferentes linhas. Esta salada, caracteristicamente libertária - de tomar apenas o que agrada - cria organizações frágeis, sem raízes e facilmente domináveis por lideranças questionáveis; a falta de disciplina conseqüente leva a acontecimentos que podem denegrir o budismo como um todo, e não é fenômeno ocidental, pois o oriente padece do mesmo mal.O CBB surgiu muito motivado por acontecimentos tristes acontecidos em organizações deste tipo.
Como vemos, o característico ciclo das coisas acontece sem cessar no budismo e no seu fenômeno imperfeito de manifestação no reino humano. No entanto a jóia do Dharma brilha, e, paulatinamente, se ergue sobre o fundamento jogado na lama. Por mais que o meio seja impuro seu fulgor é tal que sua pureza se impõe e floresce, nosso trabalho é erguer a jóia sem perder em nenhum momento nossa clareza e compreensão das dificuldades humanas.

No Dharma,
Monge Genshô
www.chalegre.com.br/zendo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Venerável Uttaranyana Sayadaw em São Paulo



O Conselheiro do Colegiado Buddhista Brasileiro
Venerável Uttaranyana Sayadaw ensinará em São Paulo

Jan 24th, 2009 by salvarez

Palestra e Workshop Buddhista: Meditação Vipassana e o Caminho do Meio

No dia 13/02/2009 - Palestra das 20h às 21h30 - O que é o Buddhismo?

No dia 14 e 15/02/2009 - Workshop das 9h às 17h. - Instruções e práticas de Meditação Vipassana e ensinamentos sobre o Nobre Caminho Óctuplo.

* Contribuição Sugerida: sexta, sábado e domingo: R$120,00; Sábado e domingo R$ 110,00; apenas sábado ou domingo R$ 70,00.

* Contato: (11) 9309-6400 (Noriko) noriko@superig.com.br; ou (11) 8485-9458 (Fernando) emporio56@uol.com.br

*** O Evento será realizado no Espaço Projeto Oásis - Rua Michigan, 333 - Brooklin Paulista.

Sobre o Venerável:

O Venerável Uttaranyana Sayadaw é Conselheiro do Conselho Consultivo do Colegiado Buddhista Brasileiro e é o atual abade do Birmingham Buddhist Vihara. O Bhante nasceu em Myanmar em 1949, e desde sua infância é monge theravada. Além de sua formação monástica, dedicou-se ao estudo acadêmico, tendo recebido em 1998 seu PhD. Atualmente é professor da International Buddhist University, onde leciona Gramática Pali, Majjimanikaya, Abhidhamma e Meditação Vipassana.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Comunicado do CBB - Sobre Dana e a Orientação de Dharma

Colegiado Buddhista Brasileiro

Comunicado 001/2008 – Sobre Dana e a Orientação de Dharma

Estimados praticantes, estudiosos e simpatizantes buddhistas,

O Colegiado Buddhista Brasileiro (CBB), entidade voltada para o favorecimento do diálogo entre as tradições buddhistas e o mais correto e saudável exercício de entendimento sobre os fundamentos do Dharma no Brasil, gostaria de apresentar a todos os interessados sua posição acerca de questões relevantes que têm sido ultimamente levantadas por diferentes pessoas ao CBB sobre a natureza do exercício de Dana e a real condição de autoridade na orientação do Dharma por diferentes monásticos ou estudiosos seculares.

Este comunicado, no entendimento da diretoria fundadora do Colegiado, se faz necessário neste momento devido ao constante fluxo de dúvidas apresentadas diretamente ao CBB referentes a episódios associados ao exercício de eventos, cursos ou práticas buddhistas, nos quais a própria competência de conhecimento ou experiência na orientação buddhista por parte dos organizadores e o modo de solicitação dos recursos de contribuição para tais eventos são questionados.

O CBB apresenta suas considerações sobre o assunto sem, no entanto, pretender manifestar-se de forma legisladora ou julgadora em relação à liberdade de atuação das escolas buddhistas tradicionais, ou de estudiosos e pesquisadores não-buddhistas que pretendam se posicionar sobre o tema buddhista de forma acadêmica ou histórica.

Nosso objetivo, muito mais simples, é apenas esclarecer aos simpatizantes e praticantes pouco experimentados sobre os fundamentos do exercício ético e moral no buddhismo, deixando a cada um a responsabilidade de ponderar, analisar e atuar da forma mais consciente e amadurecida possível no momento em que irão decidir sobre sua participação em eventos e práticas, ou filiar-se a grupos e espaços de Dharma.

Para tal, o Colegiado Buddhista Brasileiro apresenta as seguintes argumentações:

I. Sobre o exercício de Dana

1. O exercício de Dana (Generosidade, Doação, Apoio), na tradição buddhista, representa essencialmente a ação consciente e atenta de ajuda e contribuição (seja material, de tempo ou outras) para que o Dharma possa ser estudado e exercido sob condições úteis e abrangentes a todos. Em Dana temos não somente a ação de ajuda e proteção (física, psicológica ou social) a pessoas em necessidade, mas também a ação justa e honesta para que o Dharma seja divulgado sob as bases tradicionais da ética buddhista, na forma e apoio às instituições e seu corpo monástico ou dos centros e espaços de prática.

2. É preciso fazer distinção entre monges solicitarem contribuição e centros cobrarem por atividades. Monges vivem de doações, são sustentados pelo mosteiro, e não deveriam pedir dinheiro em troca de ensinamentos. Centros atuam de forma diferente; sendo espaços sem vínculo formal com as regras monásticas (e muitas vezes sustentados por praticantes seculares), eles dependem de uma organização financeira onde as contribuições servem para favorecer as condições materiais dos professores e do próprio ambiente de estudos, os quais ali estão para facilitar o ensino do Dharma.

3. Assim, é igualmente preciso fazer a distinção correta entre um centro solicitar contribuição para realizar retiros, cursos etc (algo perfeitamente compreensível em relação às necessidades de despesas), e monásticos que porventura venham a pedir dinheiro. Um monge adota um estilo de vida e pode alertar as pessoas sobre o Dana, mas as pessoas não oferecem Dana para o monge ensinar, e sim para permitir que o monástico possa se manter na sua condição de monge ou monja. O dinheiro, portanto, não é dado ao monge pessoalmente, e sim à instituição buddhista. O buddhismo não faz barganhas com o Dharma; as organizações buddhistas não pedem dinheiro em troca da promessa de sabedoria, cura, iluminação ou qualquer tipo de prêmio espiritual. O Dana é solicitado (e deve ser conscientemente oferecido) para que as condições materiais e humanas das instituições possam se manter, e assim a prática possa sempre ser valorizada.

4. Portanto, os praticantes e estudantes precisam estar atentos ao fato de que as solicitações de contribuição não podem ser feitas de forma abusiva ou voltadas para lucro pessoal de monges ou monjas. As contribuições feitas pelos centros devem ser justas e adequadas às suas necessidades, e jamais podem se constituir excessivas. Os coordenadores dos centros de Dharma, sendo pessoas honestamente comprometidas com a prática ética buddhista, sempre estarão à disposição para facilitar os modos de contribuição dos praticantes, considerando-se as possibilidades e limites financeiros de todos.

5. Os praticantes e interessados precisam compreender que são, eles mesmos, livres para contribuir ou não. Ninguém pode exigir de outrem participação em eventos buddhistas ou centros de prática; a tradição buddhista não pratica pressão psicológica, material ou espiritual para manter pessoas entre seu corpo de estudantes ou praticantes. Ao mesmo tempo, nenhuma pessoa deveria se subordinar a qualquer espaço buddhista na pretensão de que, assim agindo, estarão garantindo algum tipo de retorno espiritual ou benefício místico. A prática do Dharma ocorre de forma livre, consciente e madura, ou então jamais será possível.



II. Sobre a correta orientação de Dharma no Brasil


6. Em relação à competência e autoridade daqueles que se apresentam como professores ou orientadores, é preciso esclarecer que a tradição buddhista brasileira possui uma profunda capacidade de formação de monásticos ou leigos dignos de serem respeitados como orientadores sérios e competentes. Entretanto, é preciso que as pessoas saibam reconhecer tal competência através da análise e observação atenta das ações destes professores de Dharma. Estes sempre serão pessoas coerentes em suas ações éticas e morais. Embora muitas vezes firmes e exigentes, também saberão ser pacientes e compreensíveis, sem nunca agir de forma irresponsável e arrogante.

7. O ensino correto buddhista se dá principalmente através do exemplo, e da dedicação dos seus professores com o próprio treinamento em Plena Consciência, base dos ensinos de Shakyamuni Buddha. Neste sentido, pretensos professores de Dharma jamais poderão agir de forma autoritária, agressiva, preconceituosa ou abusiva em relação a seus alunos e praticantes. Por outro lado, cabe aos praticantes reconhecer e respeitar a experiência e sabedoria dos orientadores – monásticos ou leigos – quando estas virtudes forem evidentes nas palavras e atos destas pessoas, agindo desta forma com respeito e atenção aos seus conselhos e posição.

8. Ninguém no âmbito da orientação buddhista deve se autodenominar "Mestre" ou assim deve ser chamado apenas por envergar manto monástico ou, sendo leigo, apresentar-se como alguém entronizado em sabedoria mística ou semelhante. O título de Mestre se constitui de grande significado, e somente é dado àqueles que representam no buddhismo o mais digno exemplo de amadurecimento na prática contemplativa e sabedoria no exercício do Dharma. Os praticantes precisam ficar atentos a pessoas que vaidosamente se autodenominam mestres ou líderes místicos, ou que pretendam criar em torno de si grupos de discípulos sem realmente demonstrar os mais básicos fundamentos em coerência e comportamento. Professores sérios tem linhagem clara e um mestre de escola tradicional que os autorizou; a citação de linhas múltiplas e extensos currículos de diferentes correntes místicas é um quesito a ser olhado com extremo cuidado, para não dizer com precaução.

O CBB, ao apresentar tais ponderações, espera ter contribuído para conscientizar todos os simpatizantes e praticantes, facilitando sua reflexão atenta no momento em que entrarem em contato com organizações buddhistas ou monásticos pertencentes às tradições reconhecidas.

O Colegiado se mantêm aberto a dar mais esclarecimentos a todos os interessados, através de seu e-mail oficial em: cbb@cbb.bodhimandala.com

Em nome do Dharma,


Assina o Sr. Presidente do Colegiado Buddhista Brasileiro,

Prof. Shaku Hondaku (Maurício Ghigonetto)


Assinam os membros da Diretoria Fundadora do Colegiado Buddhista Brasileiro,

Rev. Shaku Haku-Shin (Wagner Bronzeri)

Monge Meihô Genshô (Petrúcio Chalegre)

Prof. Dhanapala (Ricardo Sasaki)

Prof. Tam Huyen Van (Claudio Miklos)

_____________________

No Dharma,
Tam Huyen Van

(Claudio Miklos)
___________________________
Sarve Bhavantu Mangalam

http://tamhaovan.multiply.com

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Buddha ou Buda? Rakussu ou rakusu?

O Colegiado Buddhista Brasileiro decidiu recomendar as grafias conservando as raízes sânscritas ou pális, assim é recomendada a grafia Buddha, o que não significa obrigatoriedade, mas diminui algumas confusões.
Um exemplo é a palavra Gatha (verso) que escrita Gata, perde algo evidentemente. Quanto as grafias transliteradas de palavras tais como rakusu, embora a pronúncia seja de "ss", deve ser escrita com um "s", a razão é que se uma busca é feita na net só a grafia transcrita do japonês ao inglês leva a buscas ricas, por esta razão não devemos omitir os "Y" e dobrar os "s" para adaptar à nossa pronúncia usual em português.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Por quê há novas ordenações oficiais pela Escola Soto Zen?

O que sucedeu no Brasil e em outros países foi que pessoas foram ordenadas, privadamente, sem registro pela Soto Shu internacional, por monges que não tinham como registra-las, por, por exemplo, não terem um templo próprio, condição essencial.
A medida que o zen se organiza no ocidente faz-se um esforço para recomeçar seguindo as regras milenares estabelecidas por Buddha, registrando e dando treinamento apropriado aos que foram ordenados sem cumprir as regras mantidas desde os tempos de Buddha 2500 anos atrás e que são identificados por seu idealismo e trabalho. Regras tais com raspar os cabelos, documentação apropriada e cumprir certos requisitos de treinamento.
Até o momento, apenas aproximadamente 10 % dos ordenados privadamente tem sido aptos ao reconhecimento e ordenação oficiais.
No Brasil, o Colegiado Buddhista Brasileiro não reconhece os monges ordenados fora das regras oficiais, seja em que escola for, entende que seria como reconhecer o direito de ser chamado de doutor a um "advogado" que não houvesse estudado na faculdade, feito o exame da ordem, colado grau.

sábado, 23 de agosto de 2008

Workshop do CBB em Florianópolis



O Prof. Ricardo Sasaki do Theravada, e o Monge Genshô do zen, ambos diretores do Colegiado Buddhista Brasileiro, falam no workshop promovido pelo CBB na Universidade Federal de Santa Catarina, na quinta feira passada.