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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Suicídios monásticos no Tibete


Já se contabilizam 11 suicídios de monjas e monges no Tibete, em protesto contra a opressão chinesa, apesar da desaprovação enfática do Dalai Lama e das restrições budistas o desespero é tão agudo que leva estes religiosos a se imolarem pelo fogo em um protesto público afim de, com seu dramatismo, moverem a opinião pública e socorrerem os outros oprimidos.
Sobre o tema o Prof Sasaki, iniciou uma série de postagens em seu blog, Folhas do caminho, do qual transcrevo o primeiro abaixo:

"O caso dos monges suicidas do Tibete - 1

As notícias recentes de que há uma onda de suicídios entre monges e monjas tibetanos que, assim, protestam contra a extrema ditadura chinesa em seu país, são em si mesmas preocupantes. É um ato político, sem dúvida, e ocasionado pelo grau de violência demonstrado pelo governo chinês há décadas. Neste sentido, apenas temos que nos solidarizar com este povo que não têm recebido apoio algum das nações do mundo, as quais se curvam ao poderio econômico e político da China.

À parte a questão política, uma pergunta de outra ordem tem também surgido com frequência: "É correto ou permitido aos monges se suicidarem?" Temos visto essa pergunta e mesmo recebido essa indagação que se justifica diante do contraste em relação aos preceitos tão associados ao Buddhismo de não-violência e preservação da vida. Afinal, consta logo do primeiro preceito de treinamento (pañcasīla) a determinação de se abster de tirar qualquer vida, e isso, é claro, inclui a própria. Nossa questão é, então, saber se haveria uma base doutrinal que possa justificar o suicídio no contexto religioso buddhista ou se tais atos devem ser compreendidos exclusivamente como aqueles de representantes religiosos de um povo desesperado diante da violência genocida empreendida pelo governo chinês.

Tal questão possui ainda duas peculiaridades. Primeiro, que a ação de protesto intensa é feita por monges, representantes por excelência da religião adotada pelo povo. Em segundo lugar, essa ação não é a primeira na história buddhista, pois podemos nos lembrar do suicídio no contexto religioso em pelo menos outras duas ocasiões bem conhecidas, qual seja, como forma de protesto também no Vietnam, e o suicídio no Japão, empreendido seja como ato de honra (harakiri) diante de uma situação percebida como vergonhosa, ou como justificativa religiosa para matar e se matar pela pátria nos casos de guerra (como no caso dos kamikazes).

Desta forma, podemos fazer nossa pergunta novamente, é doutrinal ou religiosamente justificável o suicídio em situações extremas? Parte da perplexidade provém da superficialidade doutrinal que anima até mesmo a população de adeptos buddhistas. Conhece-se pouco em nosso meio as bases doutrinais da prática buddhista. Por outro lado, a população em geral está muito pouco consciente das diferenças existentes entre as várias escolas nas quais o Buddhismo se divide. A partir disso, muito frequentemente a visão que se tem do Buddhismo se resume em noções vagas doutrinais, preceitos de compaixão e solidariedade, e técnicas meditativas variadas. Sua profunda riqueza e diversidade de expressão passa completa e lamentavelmente desapercebida."

terça-feira, 22 de abril de 2008

China protesta contra título ao Dalai Lama



A China reagiu com indignação ao título de cidadão honorário de Paris concedido ao Dalai Lama, enquanto isto a Tocha da Vergonha desfilou em estádio fechado em Jacarta, na Indonésia, tal o medo que há de que os protestos dos simpatizantes da causa tibetana ofusquem completamente o evento.

A China esperava que o revezamento da tocha pelo mundo fosse um símbolo de união na preparação para os Jogos de Pequim, mas a chama tornou-se um ímã para protestos anti-China. Em resposta, estudantes chineses no exterior também organizaram manifestações em defesa do país.

Os manifestantes em Jacarta, da Sociedade Indonésia pelo Tibet Livre, gritavam "Tibet Livre" e seguravam cartazes com os dizeres "Olimpíada e crimes contra a humanidade não podem coexistir".

domingo, 20 de abril de 2008

Tibete Livre na ponte Hercílio Luz em Florianópolis


Grupo protesta contra China na ponte Hercílio Luz

Seis amigos colocaram uma faixa no símbolo da Capital durante a madrugada

Uma faixa de protesto contra a política da China em relação ao Tibete foi afixada na Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, na madrugada deste sábado e ficou visível pelo menos até o meio-dia. Nela, é possível ler Free Tibet (Tibete Livre, em inglês).


Fonte: Diário Catarinense

segunda-feira, 24 de março de 2008

Protestos pelo Tibete no Rio de Janeiro: 26 e 30 de março


Conforme informação enviada pelo Monge Gabriel Jaeger, haverá uma manifestação pró-Tibet em frente ao Consulado da China, no Rio de Janeiro, na próxima quarta-feira, dia 26 de março.

Transcrevo alguns trechos do e-mail recebido:

Nesse momento em que o mundo se volta para a dor dos tibetanos, é de extrema importância que façamos movimentos pela paz no Tibet. Um grupo de amigos * do RJ está se mobilizando para que façamos um protesto PACÍFICO e silencioso em frente ao consulado Chinês nesta quarta feira , 12h e uma caminhada na praia no domingo dia 30/03, 11h (por favor vejam o convite anexo).

*O Marcos Prado (diretor da produtora ZAZEN que faz filmes de protesto como Tropa de Elite, Ônibus 174, Estamira, etc.) e o cantor Leoni, praticante como eu do budismo tibetano, é que tomaram a iniciativa e me convidaram para contactar as sangas para esta manifestação...

Além de apoiar uma causa mais que justa, esse é um símbolo de luta contra as torturas e perseguições oficiais em todo o planeta. É uma manifestação de cidadãos, não de governos ou partidos políticos.

Se você é do Rio de Janeiro, compareça e traga uma faixa preta para colocar sobre a boca ou sobre os olhos, como uma forma de protesto contra a censura de imprensa e de livre expressão. Você sabe que os jornais e a internet estão censurados ou bloqueados na China e no Tibet, e que os jornalistas estrangeiros não podem entrar no Tibet? Não existe mais notícia, só versão oficial dos fatos.

Se você não é do Rio, que tal organizar na sua cidade algo semelhante para fazer barulho com o seu silêncio na quarta-feira?

Nós podemos muito mais do que imaginamos. Com as manifestações populares pelo mundo, o diretor Steven Spielberg já desisitiu de dirigir a abertura das Olimpíadas, o governo chinês já admite negociar com o Dalai Lama e outros resultados positivos virão.

Manifeste–se.

POR FAVOR, O MOMENTO É ESSE! NOS PRONUNCIEMOS AGORA!
ENVIEM E-STE E MAIL PARA TODOS QUE PUDEREM E FAÇAMOS UMA CORRENTE... ESTAMOS FAZENDO , FAIXAS , GALHARDETES E CONVOCANDO TODOS OS CIDADÃOS PARA QUE MOSTREMOS A NOSSA TRISTEZA COM ESTE ATO TÃO DESUMANO.

Vamos nos pronunciar para acabar com esse HOLOCAUSTO QUE ESTÁ ACONTECENDO NO TIBETE...

Até quando vamos assistir a toda essa violência sem fazer nada?
O povo brasileiro sofre, mas tem autonomia de ir e vir, votar, ter a religião que quiser...

O povo tibetano perdeu sua pátria, sua dignidade, é escravizado, torturado e massacrado diariamente há mais de 50 anos... e, por questões políticas e econômicas o mundo não se pronuncia. ATÉ QUANDO!?

O Mundo está sangrando...

ESTE É UM ATO DE CIDADANIA....
AUTONOMIA PARA O TIBET JÁ!
DIREITOS HUMANOS PARA O TIBET , JÁ!
CHEGA DE SOFRIMENTO...

FIQUE NA PAZ

ANGELA MATTOS


O recado está dado. Toda a manifestação pacífica em prol da liberdade, da paz e do fim da violência no Tibet contribui para a formação de um mundo melhor.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Dalai Lama volta a denunciar governo chinês

Dalai Lama volta a denunciar governo chinês

A cinco meses dos Jogos Olímpicos, líder tibetano faz duras críticas e exilados protestam
Das agências de notícias Nova Délhi, Índia

Reuters
Tibetanos exilados em Nova Délhi, na Índia, protestam contra Olimpíadas

A cinco meses das Olimpíadas de Pequim, o Dalai Lama, líder espiritual dos budistas tibetanos, aumentou o tom das críticas à repressão chinesa no Tibet. O ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1989 aproveitou o 49º aniversário de seu exílio na Índia e a proximidade dos Jogos para falar sobre "as enormes e inimagináveis violações dos direitos humanos cometidas pela China no Tibet".

- Há seis décadas os tibetanos vivem de forma permanente com medo e sob a repressão chinesa - disse, diante de partidários reunidos em Dharamsala, seu local de exílio no norte da Índia.

O Dalai Lama, de 72 anos, fugiu com milhares de seguidores para a Índia há exatamente 49 anos, em 1959, depois da chegada ao Tibet das tropas comunistas de Mao Zedong para sufocar uma rebelião anti-chinesa. A China, que controla o Tibet desde 1950, aplicou uma política de sangrenta repressão aos partidários do líder, além de rejeita suas demandas.

Segundo especialistas, frustrado pela recusa de Pequim aos seus pedidos de autonomia cultural para o Tibet, o líder tenta aumentar a pressão contra o governo às vésperas dos Jogos Olímpicos, multiplicando suas atividades internacionais. No entanto, no último sábado, Dalai Lama garantiu que não pretende boicotar a competição, e que a China tem direito de sediá-la.

Mais de cem exilados tibetanos iniciaram nesta segunda-feira uma marcha simbólica de Dharamsala ao Tibet, mas sem revelar se estariam dispostos a cruzar a fronteira e em que lugar.

- O governo chinês usa os Jogos Olímpicos para legitimar a ocupação ilegal do Tibet, que pertence aos tibetanos. Nunca renunciaremos até que o Tibet seja independente - afirmou o organizador da marcha, Tsewang Rigzin, presidente do Congresso da Juventude Tibetana.

Em Olimpia, na Grécia, berço dos Jogos Olímpicos da antigüidade, um grupo de tibetanos acendeu nesta segunda-feira uma chama simbólica para protestar contra a ocupação do Tibet.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

China protesta por condecoração dos EUA ao Dalai Lama

O governo chinês convocou o embaixador dos Estados Unidos em Pequim para protestar contra a decisão do governo americano de conceder uma importante condecoração ao Dalai Lama.

Os Estados Unidos "enfraqueceram gravemente" suas relações com Pequim ao conceder a Medalha de Ouro do Congresso ao Dalai Lama, disse o governo chinês.
O líder espiritual tibetano vive em exílio na Índia desde 1959, quando houve uma tentativa fracassada de levante contra o domínio chinês.
A China argumenta que o Dalai Lama tenta destruir a soberania chinesa ao lutar pela independência do Tibete.
Interferência
Na quarta-feira, o Dalai Lama se encontrou com o presidente americano George W. Bush, em Washington, para receber a medalha, a mais importante condecoração civil concedida pelo Congresso dos Estados Unidos.
Bush pediu à China que inicie negociações com o líder budista, "um símbolo universal da paz e da tolerância" nas palavras do presidente americano.
O momento da premiação é particularmente delicado, já que coincide com a realização, na China, do Congresso do Partido Comunista, que é realizado de cinco em cinco anos.
Durante o Congresso, o partido anuncia seus planos para o futuro e escolhe novos líderes.
"A ação dos Estados Unidos é uma interferência gritante nos negócios internos da China", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Liu Jianchao.
Liu disse que o ministério convocou o embaixador Clark T. Randt para expressar "um forte protesto ao governo dos Estados Unidos" em relação ao assunto.
O porta-voz pediu ao governo americano que tome medidas concretas para proteger as relações entre os dois países.
Direitos humanos
Políticos americanos regularmente acusam a China de, em sua busca por energia e acordos comerciais, ignorar abusos aos direitos humanos em Mianmar e no Sudão.
Recentemente, líderes mundiais têm expressado mais sua preocupação com os direitos humanos no Tibete.
Em setembro, a chanceler alemã Angela Merkel se encontrou com o Dalai Lama e também provocou irritação no governo chinês.
Neste ano, o líder tibetano também se encntrou com o primeiro-ministro austríaco Alfred Gusenbauer e com o primeiro-ministro australiano John Howard, e deve se reunir com o primeiro-ministro canadense Stephen Harper no final do mês.
A China também manifestou sua insatisfação ao Canadá, no ano passado, quando o país concedeu uma cidadania honorária ao Dalai Lama.

( Extraído do noticiário. Postado pelo Rev. Wagner na lista Shin)