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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O Fenômeno e a Eternidade


Não somos nós que vivemos uma vida, mas a vida que nos vive. Nós somos manifestações de toda a vida no mundo. Até do ponto de vista científico podemos compreender melhor: a maior parte do peso nosso no corpo, agora, é de seres que não são essencialmente nós - são vírus, bactérias, etc., estão todos aqui dentro dos nossos corpos funcionando. E você não pode viver sem eles, porque vivemos em simbiose, eles fazem trabalho para nós. Sem eles nós não digerimos, não vivemos.
A maior parte do que existe no nosso corpo está transitando. Se você faz uma emissão radioativa no cérebro de uma pessoa e o fósforo no cérebro fica radioativo, em dez anos não sobra nem um átomo daqueles radioativos que você registrou dez anos atrás. Porque esses átomos todos já foram embora, já foram reciclados. Você passa o tempo todo reciclando átomos, só recicla. E recicla tanto, e tem tantos átomos. É tão espantoso o número de átomos que nós temos em cada molécula, que cada um de nós está respirando ar com alguns átomos que foram respirados por Júlio César, Jesus Cristo, Buda, e qualquer escravo, e qualquer ser que já passou na Terra tempo suficiente para os átomos terem se espalhado na atmosfera. 
O mesmo ocorre com a água: 70% dos corpos são de água, e água que está nos corpos de vocês já choveu, já esteve no mar, nos rios, dentro de outros corpos, de animais, de outros seres. É quase inconcebível, mas é a verdade. 
É que nós não enxergamos essas quantidades, esses fatos com facilidade, não estamos conscientes deles. Se a gente começa a pensar um pouquinho, começa a ficar espantado com isso. Mas se você compreende o budismo, você olha e diz: "ah, era isso mesmo! Eu não sou mais do que um fenômeno dentro de um universo imenso de átomos que está aparecendo, surgindo e desaparecendo. É só isso."

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A angústia do fim do EU


P: As vezes acho que o Budismo está me levando rumo ao ceticismo. Estou achando mais fácil me perceber apenas como um "boneco genético" do que como um "boneco kármico". Estou achando que com a morte vem o vazio, a extinção, o fim. Sê não há nada sagrado, nada supremo, por que imaginar que há samsara? Só agora me dei conta de que o Deus que eu conseguia conceber, de fato, nunca pôde interferir. Estou triste e o mundo parece o caos.



R: A genética também tem raízes cármicas... A morte de um eu não é o fim de mais do que a ilusão do eu, a sua verdadeira natureza continua e não pode se extinguir, a continuidade é óbvia "nada se extingue, tudo se transforma" como diria Lavoisier, ou as leis da conservação da energia, que conhecemos bem, e são básicas na física. Samsara não é algo mas uma maneira de ver, porque você vê com olhos de perambular, por isso, anda de um lado ao outro procurando a felicidade. O que você precisa agora é procurar a sua verdadeira natureza, se você a vir tudo será claro, e um grande contentamento surgirá, infelizmente você precisava passar por esta destruição das ilusões egóicas para poder ver com clareza além do sonho.