Mostrando postagens com marcador cabeça raspada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cabeça raspada. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Raspar a Cabeça



Quando um Monge raspa a cabeça, há um significado: você se torna mais feio, torna-se estranho e chama a atenção das pessoas, mas isso faz de você um Monge e só pode sentir como é isso aquele que o faz e repete esse ato, muitas vezes, de forma que você está sempre raspando os fios da ignorância. Tem uma oração para quando raspamos a cabeça, como tem uma oração para cada ato, e ela diz que os fios da ignorância estão sempre brotando, as paixões, suas tolices, tudo está sempre querendo surgir, e, ao raspar, você não se conforma com o que tenta surgir de dentro de você, você raspa porque não permite que essa ignorância surja.

[Trecho de palestra proferida por Monge Genshô Sensei]

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A História de Buda (parte 1: A Escolha de Shakyamuni)




Buda era um homem cético. Shakyamuni era um homem esperto. Não podemos ainda chamá-lo de Buda, pois era, até então, somente um jovem angustiado e cheio de problemas. Tantos problemas que não conseguiu nem ficar em casa, ser príncipe, ser herdeiro de seu pai. Ele deixou seu pai muito infeliz fugindo do palácio. Deixou a esposa e o filho, e foi embora. E não é verdade que ele não sabia o que era velhice e morte - que é a lenda que se conta -, pois alguém que praticou espada sabe muito bem o que é isso, além do que já tinha 28 anos de idade e não era bobo.

Ele deixa o palácio, tudo o que tinha, todos os seus bens, raspa sua cabeça - para não ter mais distinção de casta -, veste-se como um mendigo e passa 6 anos não fazendo nenhuma outra coisa além de jejuar, martirizar seu corpo e aprender com mestres iogues. E ele tem 2 mestres: Brahmaputra e Alarakalama (continua...)

domingo, 29 de março de 2009

Leigos e monges podem se iluminar igualmente?


Vimalakirti

Há um sutra, em que Buda aparece perguntando a um professor leigo, como é que faz para ter alunos tão bons do Dharma, o leigo dá uma explicação a Buda sobre sua conduta de professor e Buda o elogia perante todos. No zen está bem estabelecido que, os leigos e os monges, podem igualmente se iluminar, os monges tem certamente facilidades provindas de um modo de vida dedicado somente a atividades espirituais mas é só isso, e na verdade é fácil ser um monge ruim. No templo Busshinji, em SP, o monge responsável informa: - "Para ser recebido aqui, como monge ou monja, você tem que se apresentar como tal, cabeça raspada e vestido com seu Kesa (manto)" Ou seja, atitude interna e externa.

Um sutra mais moderno, o sutra de Vimalakirti, se dedica a provar a superioridade de um leigo sobre os discípulos de Buda:

Vimalakirti era um famoso e rico comerciante discípulo de Buda. Ninguém podia vence-lo em debate. Os discípulos de Buda o encontraram quando iam para o mosteiro e perguntaram a ele, que vinha de visitar Buda: - Onde vais Vimalakirti? Vimalakirti respondeu: - Vou para o mosteiro. – Para o mosteiro? Mas a direção que você vai é a da cidade! E Vimalakirti calmamente: - Sim. Lá onde eu trabalho é que estão as pessoas que sofrem, precisam de ajuda, empregos e ensinamentos, lá precisam de mim. Lá é meu mosteiro.