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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Olhar para a frente




P: Hoje é muito comum ouvir a expressão “Aquela pessoa é Zen”. Mas pelo que escuto sobre os retiros e práticas Zen, não é nada fácil, ou seja, não é o que é dito como Zen.
 
Monge Genshô – Na verdade o treinamento do Zen é muito duro. Se não fosse duro não seria Zen. É duro e com grande sofrimento físico e mental. Mas só dessa forma você consegue se libertar. Os professores do Zen costumam ser severos. Lembro-me de uma pequena história com Moriyama Roshi, que foi meu professor. Uma senhora foi conversar com ele sobre sua separação e começou a falar do marido, da traição e de toda a tristeza que estava vivendo. Então o mestre olhou para ela e disse, “Agora vai ter que trabalhar, não é?”. Qual a realidade do momento, de que interessa tudo aquilo que aconteceu? Está sozinha e terá que trabalhar, essa é a parte que realmente interessa. Foi a própria pessoa que me contou isso e disse que foi como se tivesse levado uma bofetada. Assim é o Zen. 
 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O fluxo é para a frente



Por que que você gira no sentido horário na sala de meditação? Porque o tempo não anda para trás. Tudo que você faz, fica. Então gire sempre no sentido horário para se levantar, não há como retornar, relembre. O fluxo é pra frente.

Por que você entra com o pé esquerdo na sala de meditação? Porque você entra com sua intuição. Este é o espaço da intuição.

Por que você sai do zendô com o pé direito? Porque sai desse espaço subjetivo e agora é o mundo objetivo, onde tenho que trabalhar com meu “eu”, tenho que agir, que trabalhar, que ganhar dinheiro, pagar as contas, etc. Este é o mundo racional, com o pé direito.

Lá é lugar de treinar uma coisa. Aqui fora é lugar de viver outra.