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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Retornando e repetindo
(perguntas e respostas gravadas da palestra de Brasília, gravada e decupada por Sodô San, Pierre San e Rachel San)
Aluno: Quando saio da roda do samsara, o que acontece?
Monge Genshô: Se você se transformar em Buda, qual é a característica de um Buda? Buda esgotou seu carma a um ponto tal que não existe energia para se manifestar de novo. Isso que é Buda. Buda esgotou sua energia, não está aprisionado a repetir sua vida. Ele (aluno) está aprisionado a repetir. Já está repetindo a vida passada, talvez repita o mesmo na vida futura, a menos que elimine todo o seu carma e torne-se um Buda. É uma condenação voltar para cá sempre. Do ponto de vista budista estar aqui é um aprisionamento e não uma felicidade.
Aluno: E recomeça como um papel branco? Sem nada?
Monge Genshô: Não. Ninguém começa do nada. O que existe é carma. Carma manifesta identidades. Porque existe carma, você manifesta uma consciência que se manifesta. Por isso você está aqui, pois existe carma pregresso para que exista. Existe continuidade pois existe carma. Essa onda manifesta uma identidade. Você é uma onda na superfície do universo agora, um fenômeno. Se continuar com o carma que você tem, irá manifestar uma onda idêntica porque ela simplesmente continua. Libertar-se é não ser obrigado a se manifestar.
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Possuir o satori
As experiências de “kensho”, as experiências místicas de despertar, são às vezes experiências fugazes, nós as temos durante um tempo curto e elas desaparecem. E mesmo que possamos ter enxergado as coisas como elas realmente são e nos sintamos invadidos por uma enorme alegria, contentamento e felicidade, aquele evento torna-se uma lembrança, nós o perdemos, porque nossa prática ainda não é suficientemente forte. Chamamos essas experiências de “kensho” - experiências místicas. Mas quando passamos a ter experiências místicas por muitas vezes mudamos a nós mesmos, de tal maneira que elas tornam-se acessíveis com facilidade, podendo ser chamadas a qualquer momento, aí temos o “satori”.
Então se você possui o “satori”, possui a “capacidade de estar iluminado”, ou de “iluminar todas as coisas com uma luz clara e lúcida”. As paixões não são mais o que nos arrasta, porque nossa visão lúcida tornou tudo bem fácil de ser interpretado. Nesse processo, o satori, há muitos graus diferentes. Você pode obter a iluminação e ela alterar apenas alguns aspectos da sua vida, mas não todos. Pode ser uma mera lucidez, mas você pode continuar sendo movido pelas emoções normais da vida e você terá que fazer algum esforço para recuperar aquela situação de iluminação. Mas o mais alto estágio seria aquele em que tudo mudou. Seu rosto mudou, suas atitudes mudaram e suas emoções mudaram.
À medida que o processo de iluminação vai se aprofundando, as emoções vão mudando, até chegarmos ao ponto em que não existem mais emoções nos arrastando, não há mais ventos nos levando de um lado para outro. É por isso que essa situação chama-se “nirvana”. Atingir o nirvana é não ter mais ventos nos arrastando. Nessa situação, situação de um Buda, não há qualquer energia com carma suficiente para forçar uma nova manifestação. Você precisaria escolher retornar, não precisa retornar, não tem energia para retornar para esse mundo, não tem paixões suficientes para fazer com que esse mundo o atraia. E assim, não há carma suficiente para gerar um nascimento e uma identidade. Então entre o primeiro despertar e uma iluminação completa vai uma distância bastante grande.
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Kenshô, satori, nirvana
As experiências de “kensho”, as experiências místicas de despertar, são às vezes experiências fugazes, nós as temos durante um tempo curto e elas desaparecem, juntamente com seus efeitos. E mesmo que possamos ter enxergado as coisas como elas realmente são e nos sentido invadir por uma enorme alegria, contentamento e felicidade, aquele evento torna-se uma lembrança, nós o perdemos, porque nossa prática ainda não é suficientemente forte. Chamamos assim, essas experiências de “kensho”. Experiências místicas.
Mas chamamos de “Satori” quando podemos ter experiências místicas muitas vezes, mudando a nós mesmos e, de tal maneira, que elas tornam-se acessíveis com facilidade e podem ser chamadas a qualquer momento. Quando se chega neste nível, você possui então, o “Satori”, a capacidade de estar iluminado ou de iluminar todas as coisas com uma luz clara e lúcida.
As paixões não são mais o que nos arrasta, porque nossa visão lúcida tornou tudo bem fácil de ser interpretado. Nesse estado, o Satori, há graus diferentes. Você pode obter a iluminação e ela alterar apenas alguns aspectos da sua vida, mas não todos. Pode ser uma mera lucidez, mas você pode continuar sendo movido pelas emoções normais da vida e tem que fazer algum esforço para recuperar aquela situação de iluminação. Mas o mais alto estágio, seria aquele em que tudo mudou. Seu rosto mudou, suas atitudes mudaram e suas emoções mudaram. À medida que o processo de iluminação vai se aprofundando, as emoções vão mudando até chegarmos ao ponto em que não existem mais emoções arrastando, não há mais ventos nos levando de um lado para outro. É por isso que essa situação chama-se “Nirvana”. Atingir o nirvana é não ter mais ventos nos arrastando. Nessa situação, situação de um Buda, não há sequer energia, ou karma suficiente para forçar uma nova manifestação. Você precisaria “escolher” retornar, não precisa retornar, não tem energia para retornar para esse mundo, não tem paixões suficientes para fazer com que esse mundo o atraia e, assim, não há karma suficiente para gerar um nascimento e uma identidade. (continua)
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