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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Kumarajiva


Introduzido na China no ano 65 d.C., o budismo em breve deixou de ser uma religião exótica de mercadores e monges estrangeiros para começar a criar raízes na sociedade chinesa. Tal implantação só se concretizou graças ao extraordinário e árduo trabalho de uma plêiade de eruditos e abnegados tradutores que verteram os textos sagrados budistas do sânscrito para o chinês. Desse esforço, que se estendeu até o século XII, resultou o Tripitaka Chinês, compartilhado pelos coreanos, japoneses e vietnamitas, povos para os quais chinês literário funciona como uma língua internacional de cultura, tal como era outrora o latim na sociedade ocidental.

As primeiras traduções eram bastante imperfeitas, pois, ao se defrontarem com uma sociedade totalmente diferente da indiana, os tradutores encontraram grandes dificuldades para encontrar na língua chinesa vocábulos adequados para traduzir os termos específicos do budismo. O primeiro método adotado, longe de ser satisfatório, foi o chamado ko-i (kakugi em japonês), que consistia em utilizar o vocabulário técnico do taoísmo, doutrina percebida como próxima do budismo. Kumarajiva foi o primeiro tradutor que conseguiu criar um vocabulário chinês adequado para a transposição dos conceitos budistas, produzindo traduções fiéis aos originais que ainda hoje são utilizadas na China e no Japão.
Trecho de palestra do Rev. Ricardo Mário Gonçalves, íntegra aqui

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Shohaku Okumura Roshi


Shohaku Okumura Roshi foi um dos professores mais impressionantes de quem tive o privilégio de ouvir palestras, seu conhecimento teórico e profundidade espiritual são marcantes. Simpático e surpreendentemente jovem para seus 62 anos possui um sorriso aberto e uma presença inspiradora. Abaixo uma biografia como consta na página sotozencolombia.org



Nació en Osaka, Japón, en 1948. Estudió Budismo Zen en la Universidad de Komazawa en Tokio y recibió la ordenación de monje de Uchiyama Roshi en 1970. Continuó su práctica con Uchiyama Roshi en Antaiji hasta 1975 cuando viajó al Pioneer Valley Zendo en Massachusetts. Luego de su regreso a Japón en 1982 comenzó la traducción de textos de Dogen y de Uchiyama al inglés, con la colaboración de Tom Wright y otros practicantes americanos. En 1993 regresó a los Estados Unidos y dirigió la práctica por algún tiempo en el Minnesota Zen Meditation Center de Minneapolis. Hasta junio de 2010 ocupó el cargo de director del Centro Internacional del Budismo Soto Zen (Soto Zen Buddhism International Center), con sede en San Francisco. En la actualidad vive en Bloomington, Indiana como maestro de Sanshin Zen Community y continúa traduciendo textos de Dogen Zenji. Entre sus trabajos publicados en inglés se encuentran "Shobogenzo Zuimonki", "Dogen Zen", "Zen Teachings of 'Homeless' Kodo", "Soto Zen. An Introduction to Zazen", "Wholehearted Way: A translation of Eihei Dogen's Bendowa", "Opening the Hand of Thought", "Nothing is Hidden: Essays on Zen Master Dogen's Instructions for the Cook”, "Dogen's Pure Standards for the Zen Community: A Translation of Eihei Shingi" y últimamente “Dogen's Extensive Record: a translation of the Eihei Koroku”. De estos textos, sólo Shobogenzo Zuimonki ha sido traducido al español como: Enseñanzas Zen de Eihei Dogen (s. XIII) (Shobogenzo Zuimonki) por Editorial Miraguano. En junio de 2010 publicó el libro "Actualizing Genjokoan", en Wisdom Publications.