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domingo, 27 de maio de 2007

Como escolher o que vale a pena

Um problema muito interessante porque o problema é da edição, a palavra editar significa escolher, quantos livros se lê na vida? Dois mil livros? Dá para ler um livro por semana facilmente. A questão é a seguinte, se você só tem capacidade para ler dois mil livros na vida razoavelmente, quem vai escolher os dois mil que valem a pena? Este é o problema, o problema é de edição, dentro de um livro, considerado lixo, tem coisa boa, mas o melhor é você ler os livros do mais alto nível, pelo menos é mais garantido do que você ler um monte de coisa. Depois que você ler dois mil livros você conseguirá deduzir quais valem a pena, lendo apenas as orelhas. Por que precisamos de bons e cultos professores/editores? Alguém que chegue para você e diga ...leia este, aí se você formar uma boa base você tem capacidade crítica para escolher os melhores, senão você fica perdido, não são só os livros de auto ajuda que são lixo em sua maioria, se você entra nas livrarias 99% é lixo, e isso também ocorre com a televisão e qualquer outro meio de difusão.

Nós temos a internet hoje, são bilhões de páginas disponíveis, surge uma nova necessidade, é necessário saber distinguir o que vale a pena do que não vale a pena, por isso a gente vê este crescimento de mensagens na internet sem profundidade, piegas, às vezes são tão sem profundidade que alguém ainda escreve lá embaixo, Shakespeare, Dalai Lama, por exemplo, eles sabem que não tem profundidade e precisam de um grande nome para enganar as pessoas que não tem senso crítico. Isso é o que acontece agora, porque nós temos uma abundância de informação muito grande. Hoje não dá mais para supor ser um Uommo Universale do tempo de Leonardo Da Vinci e ter conhecimento de todas as obras, hoje não dá, hoje você tem bilhões...para escolher, nunca os professores foram tão necessários.

(Trecho de debate sobre o filme "Quem somos nós", íntegra disponível em www.chalegre.com.br/zendo secção Textos. A maior parte destes textos foi digitada, revisada e decupada de gravações por Jane Denkô)