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segunda-feira, 5 de março de 2012

Um fio de luz


Monge Genshô: O Buddhismo começa com a iluminação de Buddha, que ele obteve depois de um esforço ardoroso. Por esse motivo, nossa fé suprema é na experiência da iluminação de Buddha, cuja substância ele proclamou ser esta natureza humana, toda existência que é intrinsicamente total, impecável, onipotente – numa palavra perfeita.(TEXTO). Então qual é a nossa fé? A nossa fé é de que vale a pena seguir o caminho de Buddha e nesse sentido todos aqui são pessoas de grande fé porque para virem até o sesshin, sentarem e sofrerem é porque confiam que afinal de contas Buddha obteve com este esforço um resultado maravilhoso. Então existe fé na nossa prática.

P. Esta fé também não pode se basear em pequenas experiências...


Monge Genshô: Pode, aí começa a deixar de ser na realidade fé, começamos com fé, é assim: primeiro nós confiamos e por isto nós começamos a praticar, mas logo começamos a ter pequenas experiências que nos dão lampejos que nos dizem: ah, tem realmente algo para conseguir, eu vi uma réstia de luz então eu vou lá abrir aquela porta aonde tem mais luz porque eu vi um fio de luz, estas pequenas experiências que no sesshin muitas pessoas tem, é muito interessante, porque cada pessoa conta uma aventura, que é uma aventura pessoal, muitas vezes emocionante, comovente, isto é sesshin...

(Comentários sobre texto de Yasutani Roshi em palestra)