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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
A técnica ou a ciência não são culpadas, nós é que somos culpados
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Qual a visão do budismo sobre os negócios?
Pergunta: Qual a visão do budismo
sobre os negócios?
Monge Genshô: A
palavra “negócio” vem de negar o ócio. Se você opta por uma sociedade sem
dinheiro, por exemplo, isso na realidade é ignorância. O dinheiro foi criado
para facilitar tudo, antigamente fazia-se escambo, que era a troca, mas muitas
vezes você não queria trocar o que você tinha pelo que tinham para te oferecer,
então precisava de uma moeda que facilitasse esse processo e ela já foi
diversas coisas, inclusive sal. Os soldados romanos eram pagos com sal, por
isso havia uma estrada saindo de Roma chamada Via Salária e também por isso usamos
a palavra “salário”. Sal era dinheiro e se podia trocar por qualquer coisa.
Como nos presídios hoje se troca cigarros. Então quando foi inventada a moeda
como objeto de troca isso facilitou imensamente os negócios, que também
facilitaram a vida de todos. Se você é médica e tem a habilidade de curar, isso
não matará a sua fome, somente quando alguém te dá dinheiro para que você o
cure é que você terá como comer. Outro efeito da existência do dinheiro foi a possibilidade
de haver crédito o que impulsionou imensamente as transações, associações, sociedades,
pois havia como financiar baseado nas expectativas. Isso são os negócios, na base. O problema é que
tudo se distorce, colocando as coisas em níveis inacreditavelmente complicados,
como aconteceu na bolha dos derivativos imobiliários, vendendo hipotecas que na
realidade não tinham valor, misturando boas dívidas com más dívidas. Quando a
bolha se dissolveu e mostrou sua falsidade, desabou-se todo o edifício
econômico, porque tornou-se algo tão complexo e tão difícil de entender que a
população não consegue acompanhar o que está acontecendo. Quantas pessoas
entendem, por exemplo, o fato de um desequilíbrio fiscal no Brasil causar o
desemprego? É difícil de entender. O desequilíbrio fiscal poderia ser
resolvido, por exemplo, com a impressão de dinheiro na casa da moeda e isso era
feito nas décadas de 70 e 80, mas já descobrimos que causa outros graves problemas
financeiros, demoramos muito pois a teoria das causas inflacionárias já estava
estabelecida há muito tempo. (A pergunta é o que o budismo tem a dizer sobre os
assuntos técnicos, diremos no próximo post.) (Continua)
sábado, 8 de dezembro de 2012
Palestras do Monge Genshô em Brasília e Goiânia
Palestras do Monge Genshô em Brasília:
11/12/2012 - "O Budô nas Artes Marciais e a Prática Zen"
Local: Kenshokai - Instituto de Artes Orientais - QI 04, conjunto R, casa 34, Guará, DF
Horário:20h
ENTRADA FRANCA
12/12/2012 - "Espiritualidade no Mundo dos Negócios"
Local: Ed. Central Park - SCN QD 1 Bloco E - Térreo, Auditório FIBRA
Horário: 19h30
Goiânia:
PALESTRA ABERTA COM MONGE GENSHÔ SENSEI EM GOIÂNIA
DIA 13 de DEZEMBRO às 19h
Tema: As Energias Formadoras de Hábito e o Cultivo de uma Mente Equilibrada
Local: CREI - Centro de Referência da SEMIRA - Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial.
Av. Goiás nº 1496, Centro, (ao lado da Madeireira São Jorge).
Lotação 100 lugares
Colaboração sugerida: R$ 10,00
Realização: Comunidade Zen Budista de Goiás
Informações: www.zenbudismo.com.br
Contato:
Rachel - (62) 8121-1001
Fábio - (62) 9662-0826
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Sobre o Zen - Época Negócios
Retiro de meditação zen em Florianópolis.
Meditação produtiva (Época NEGÓCIOS)
Conheça a empresa que levou seus funcionários a um templo budista, usou a doutrina como ferramenta de treinamento e criou o conceito de “personal monk”
Por Darcio Oliveira
A primeira regra era o silêncio absoluto. Não se admitia um pio, nem mesmo uma conversinha paralela, sussurrada que fosse, entre os jovens executivos que acabavam de entrar no templo budista de Barra do Sahy, no litoral paulista. Eles chegaram à noite, vindos de ônibus, da capital, com o propósito de participar de um retiro espiritual de dois dias. Após o jantar, deveriam se dirigir aos dormitórios, em grupos de seis ou sete, acomodando-se em colchonetes espalhados pelo chão. No dia seguinte, bem cedo, depois de arrumar os quartos, rumariam em fila e sempre em sepulcral quietude a uma das salas da casa. Era hora do exercício de alongamento, seguido de Zazen, uma espécie de meditação em que os integrantes ficam ajoelhados sobre almofadas, de frente para a parede, com os olhos semiabertos. “O Zazen é o momento único de cada um, a busca pela luz interior”, define Ângelo Palumbo, ou Anju, um aprendiz de monge da Zendo Brasil, comunidade zen-budista criada há dez anos em São Paulo. Foi Anju quem conduziu a cerimônia, os exercícios de alongamento e de respiração e as tarefas comunitárias do grupo. Cuidou até do cardápio, baseado em peixes e pão caseiro. A única extravagância foi a pizza do último dia para celebrar o sucesso da vivência espiritual.
A experiência zen-budista de Barra do Sahy reuniu 20 funcionários da Pieracciani, uma consultoria paulistana especializada em gestão da inovação. Criada em 1992, a empresa vem se destacando nos últimos anos por adotar internamente um modelo de administração inspirado em conceitos humanistas e espirituais. Eis o credo da casa: pessoas de bem com a vida transformam o ambiente de trabalho. “E essa transformação só ocorre por meio do autoconhecimento, algo que pode ser estimulado pelos preceitos budistas”, afirma Valter Pieracciani, fundador da companhia e pai da iniciativa de contratar a consultoria monástica de Anju para lapidar seus consultores executivos. Segundo Valter, o retiro no litoral paulista foi tão bem recebido pelo time que deu origem a outra ideia: as sessões individuais com os monges. O “personal monk” é realizado na própria Pieracciani.
Ana Paula Keller, gerente de projeto da consultoria, garante que as experiências aperfeiçoaram aspectos como domínio da ansiedade, concentração, organização e administração do tempo. Seu colega Francisco Tripodi também lembra com entusiasmo do princípio zen-budista do “não eu”. Traduzindo: é a prática cotidiana de se livrar do egocentrismo, privilegiando o espírito de equipe. “São conceitos que valem para a vida e para o trabalho”, diz Tripodi.
O problema é que conversas sobre luz interior e “não eu” ainda causam certo estranhamento no ambiente corporativo, movido geralmente pela objetividade dos números e das tradições administrativas. Existem, claro, empresários e executivos adeptos do budismo, mas a maioria não costuma socializar os ensinamentos. E só os pratica fora do escritório. Steve Jobs é o exemplo mais famoso desta casta: um cidadão budista, mas um homem de negócios egocêntrico e materialista. O que a Zendo Brasil propõe é algo diferente: a utilização das técnicas do budismo como ferramenta de recursos humanos, uma experiência pioneira no Brasil.
“Aos poucos as empresas perceberão que pessoas de bem com a vida tendem a ser mais produtivas e inspiradoras”, diz a monja Coen, mestre de Anju e fundadora da Zendo Brasil. No caso da Pieracciani, o zen-budismo também ajudou a manter em seus quadros os talentos da irrequieta geração Y. “Nosso programa de retenção não se resume às meditações, claro, mas elas foram importantes para reduzir o nível de ansiedade da galera”, afirma Valter. “O controle emocional traz perenidade à equipe.”
Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI229988-16363,00-MEDITACAO+PRODUTIVA.html
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
O zen deve ficar distante dos negócios?
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Este pensamento é uma deturpação dos ensinamentos, uma crença do sec XIX de que só existe trabalho com a dualidade da luta, desde os tempos de Buddha foram comerciantes e homens ricos seus grandes apoiadores, o Sutra de Vimalakirti, um importante texto Mahayana, coloca um rico comerciante em posição eminente junto aos maiores discípulos do Mestre. Se o zen budismo, não pudesse influir em todas as atividades lícitas humanas, ele seria uma disciplina espiritual inútil, restrita aos ascetas escondidos em lugares longe de todos.
Pelo contrário, o primeiro voto do bodisatva fala em "mesmo que os seres sejam inumeráveis eu me comprometo a liberta-los todos", seria impossível cumprir o primeiro voto, ou sequer tentar faze-lo, discriminando os seres e fugindo dos que empreendem atividades produtivas.
Vimalakirti diz a discípulos de Buddha em um famoso diálogo: "Meu mosteiro é na cidade, lá onde estão os que sofrem, os que precisam de emprego e trabalho"
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