Mostrando postagens com marcador negócios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador negócios. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A técnica ou a ciência não são culpadas, nós é que somos culpados



(Continuação) Assim como todas as atividades humanas, os negócios podem ser bons ou ruins, depende de como são feitos. Essa pergunta é o mesmo que questionar se uma faca é boa ou ruim. Essa faca pode ser usada na cozinha para descascar batatas, mas também pode ser usada para matar. Ela não tem uma bondade ou uma maldade intrínsecas, assim como todas as outras coisas. Se não fossem os negócios, por exemplo, estaríamos vivendo a vida como estávamos vivendo há 200 anos, com todos os problemas daquela época, com toda a inabilidade técnica daquela época. A técnica jamais pode ser classificada como boa ou má, ela depende extremamente do que está acontecendo em volta. Alguém poderia apontar o dedo para a medicina e dizer “a medicina é má, porque a população da Terra aumentou muito por causa dos antibióticos, a partir da metade do séc. XX a expectativa de vida quase dobrou, quando paramos de morrer de doenças infecciosas, como sífilis, tuberculose, etc, o que causou uma pressão enorme no planeta e nos trouxe para o momento que vivemos hoje”. A medicina é culpada? Os rios estão ficando sujos o mar não suporta a quantidade de pesca, as florestas não suportam os desmatamentos, mas a tecnologia é em si culpada? Não. É que conciliar as coisas é difícil. A técnica ou a ciência não são culpadas, nós é que somos culpados. Se não nos matarmos entenderemos.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Qual a visão do budismo sobre os negócios?



Pergunta: Qual a visão do budismo sobre os negócios?
Monge Genshô: A palavra “negócio” vem de negar o ócio. Se você opta por uma sociedade sem dinheiro, por exemplo, isso na realidade é ignorância. O dinheiro foi criado para facilitar tudo, antigamente fazia-se escambo, que era a troca, mas muitas vezes você não queria trocar o que você tinha pelo que tinham para te oferecer, então precisava de uma moeda que facilitasse esse processo e ela já foi diversas coisas, inclusive sal. Os soldados romanos eram pagos com sal, por isso havia uma estrada saindo de Roma chamada Via Salária e também por isso usamos a palavra “salário”. Sal era dinheiro e se podia trocar por qualquer coisa. Como nos presídios hoje se troca cigarros. Então quando foi inventada a moeda como objeto de troca isso facilitou imensamente os negócios, que também facilitaram a vida de todos. Se você é médica e tem a habilidade de curar, isso não matará a sua fome, somente quando alguém te dá dinheiro para que você o cure é que você terá como comer. Outro efeito da existência do dinheiro foi a possibilidade de haver crédito o que impulsionou imensamente as transações, associações, sociedades, pois havia como financiar baseado nas expectativas. Isso são os negócios, na base. O problema é que tudo se distorce, colocando as coisas em níveis inacreditavelmente complicados, como aconteceu na bolha dos derivativos imobiliários, vendendo hipotecas que na realidade não tinham valor, misturando boas dívidas com más dívidas. Quando a bolha se dissolveu e mostrou sua falsidade, desabou-se todo o edifício econômico, porque tornou-se algo tão complexo e tão difícil de entender que a população não consegue acompanhar o que está acontecendo. Quantas pessoas entendem, por exemplo, o fato de um desequilíbrio fiscal no Brasil causar o desemprego? É difícil de entender. O desequilíbrio fiscal poderia ser resolvido, por exemplo, com a impressão de dinheiro na casa da moeda e isso era feito nas décadas de 70 e 80, mas já descobrimos que causa outros graves problemas financeiros, demoramos muito pois a teoria das causas inflacionárias já estava estabelecida há muito tempo. (A pergunta é o que o budismo tem a dizer sobre os assuntos técnicos, diremos no próximo post.) (Continua)

sábado, 8 de dezembro de 2012

Palestras do Monge Genshô em Brasília e Goiânia


Palestras do Monge Genshô em Brasília:

11/12/2012 - "O Budô nas Artes Marciais e a Prática Zen"

Local: Kenshokai - Instituto de Artes Orientais - QI 04, conjunto R, casa 34, Guará, DF
Horário:20h

ENTRADA FRANCA

12/12/2012 - "Espiritualidade no Mundo dos Negócios"

Local: Ed. Central Park - SCN QD 1 Bloco E - Térreo, Auditório FIBRA
Horário: 19h30


Goiânia:

PALESTRA ABERTA COM MONGE GENSHÔ SENSEI EM GOIÂNIA

DIA 13 de DEZEMBRO às 19h

Tema: As Energias Formadoras de Hábito e o Cultivo de uma Mente Equilibrada

Local: CREI - Centro de Referência da SEMIRA - Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial.

Av. Goiás nº 1496, Centro, (ao lado da Madeireira São Jorge).

Lotação 100 lugares

Colaboração sugerida: R$ 10,00

Realização: Comunidade Zen Budista de Goiás

Informações: www.zenbudismo.com.br

Contato:

Rachel - (62) 8121-1001

Fábio - (62) 9662-0826









quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sobre o Zen - Época Negócios


Retiro de meditação zen em Florianópolis.

Meditação produtiva (Época NEGÓCIOS)

Conheça a empresa que levou seus funcionários a um templo budista, usou a doutrina como ferramenta de treinamento e criou o conceito de “personal monk”


Por Darcio Oliveira


A primeira regra era o silêncio absoluto. Não se admitia um pio, nem mesmo uma conversinha paralela, sussurrada que fosse, entre os jovens executivos que acabavam de entrar no templo budista de Barra do Sahy, no litoral paulista. Eles chegaram à noite, vindos de ônibus, da capital, com o propósito de participar de um retiro espiritual de dois dias. Após o jantar, deveriam se dirigir aos dormitórios, em grupos de seis ou sete, acomodando-se em colchonetes espalhados pelo chão. No dia seguinte, bem cedo, depois de arrumar os quartos, rumariam em fila e sempre em sepulcral quietude a uma das salas da casa. Era hora do exercício de alongamento, seguido de Zazen, uma espécie de meditação em que os integrantes ficam ajoelhados sobre almofadas, de frente para a parede, com os olhos semiabertos. “O Zazen é o momento único de cada um, a busca pela luz interior”, define Ângelo Palumbo, ou Anju, um aprendiz de monge da Zendo Brasil, comunidade zen-budista criada há dez anos em São Paulo. Foi Anju quem conduziu a cerimônia, os exercícios de alongamento e de respiração e as tarefas comunitárias do grupo. Cuidou até do cardápio, baseado em peixes e pão caseiro. A única extravagância foi a pizza do último dia para celebrar o sucesso da vivência espiritual.
A experiência zen-budista de Barra do Sahy reuniu 20 funcionários da Pieracciani, uma consultoria paulistana especializada em gestão da inovação. Criada em 1992, a empresa vem se destacando nos últimos anos por adotar internamente um modelo de administração inspirado em conceitos humanistas e espirituais. Eis o credo da casa: pessoas de bem com a vida transformam o ambiente de trabalho. “E essa transformação só ocorre por meio do autoconhecimento, algo que pode ser estimulado pelos preceitos budistas”, afirma Valter Pieracciani, fundador da companhia e pai da iniciativa de contratar a consultoria monástica de Anju para lapidar seus consultores executivos. Segundo Valter, o retiro no litoral paulista foi tão bem recebido pelo time que deu origem a outra ideia: as sessões individuais com os monges. O “personal monk” é realizado na própria Pieracciani.
Ana Paula Keller, gerente de projeto da consultoria, garante que as experiências aperfeiçoaram aspectos como domínio da ansiedade, concentração, organização e administração do tempo. Seu colega Francisco Tripodi também lembra com entusiasmo do princípio zen-budista do “não eu”. Traduzindo: é a prática cotidiana de se livrar do egocentrismo, privilegiando o espírito de equipe. “São conceitos que valem para a vida e para o trabalho”, diz Tripodi.
O problema é que conversas sobre luz interior e “não eu” ainda causam certo estranhamento no ambiente corporativo, movido geralmente pela objetividade dos números e das tradições administrativas. Existem, claro, empresários e executivos adeptos do budismo, mas a maioria não costuma socializar os ensinamentos. E só os pratica fora do escritório. Steve Jobs é o exemplo mais famoso desta casta: um cidadão budista, mas um homem de negócios egocêntrico e materialista. O que a Zendo Brasil propõe é algo diferente: a utilização das técnicas do budismo como ferramenta de recursos humanos, uma experiência pioneira no Brasil.
“Aos poucos as empresas perceberão que pessoas de bem com a vida tendem a ser mais produtivas e inspiradoras”, diz a monja Coen, mestre de Anju e fundadora da Zendo Brasil. No caso da Pieracciani, o zen-budismo também ajudou a manter em seus quadros os talentos da irrequieta geração Y. “Nosso programa de retenção não se resume às meditações, claro, mas elas foram importantes para reduzir o nível de ansiedade da galera”, afirma Valter. “O controle emocional traz perenidade à equipe.”



Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI229988-16363,00-MEDITACAO+PRODUTIVA.html

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O zen deve ficar distante dos negócios?


Este pensamento é uma deturpação dos ensinamentos, uma crença do sec XIX de que só existe trabalho com a dualidade da luta, desde os tempos de Buddha foram comerciantes e homens ricos seus grandes apoiadores, o Sutra de Vimalakirti, um importante texto Mahayana, coloca um rico comerciante em posição eminente junto aos maiores discípulos do Mestre. Se o zen budismo, não pudesse influir em todas as atividades lícitas humanas, ele seria uma disciplina espiritual inútil, restrita aos ascetas escondidos em lugares longe de todos.
Pelo contrário, o primeiro voto do bodisatva fala em "mesmo que os seres sejam inumeráveis eu me comprometo a liberta-los todos", seria impossível cumprir o primeiro voto, ou sequer tentar faze-lo, discriminando os seres e fugindo dos que empreendem atividades produtivas.
Vimalakirti diz a discípulos de Buddha em um famoso diálogo: "Meu mosteiro é na cidade, lá onde estão os que sofrem, os que precisam de emprego e trabalho"