domingo, 31 de janeiro de 2010

Serviço Memorial de dedicado à Kawai Shihan (1931-2010)


A Comunidade Zen Budista de Florianópolis convida à todos para o Serviço Memorial de dedicado à Kawai Shihan


Todos estão convidados à participarem do Serviço Memorial dedicado à Kawai Shihan (1931 - 2010).

É nesta segunda (01/02), às 19:30hs (favor chegar com 20 minutos de antecedência para acomodação).

Lembrando a todos que possuem zafu (almofada de meditação) que tragam, pois teremos um número muito superior de pessoas que o habitual.

Depois teremos um lanche oferecido pela comunidade.

Agradecemos a colaboração de todos!


UMA GRANDE LIÇÃO DE UM VERDADEIRO MESTRE

Um Grande Professor tem pouca história para registrar.
Sua vida se prolonga em outras vidas.
Homens assim são pilares na estrutura de nossos dojos...
...mais essenciais que seus tijolos ou vigas...
...e continuarão a ser centelhas e revelações em nossas vidas.

Fonte


Comunidade Zen Buddhista de Florianópolis (SC)
www.daissen.org.br

Muita neve em Yokoji-Zen Mountain Center


Angô (retiro de 3 meses nos EUA)

Kogen Yokoji ocupa o cargo de tenzo (cozinheiro), e Ikki-san, administra o trabalho do Mosteiro durnte o período da manhã. Nos últimos dias tem acumulada uma grande quantidade de neve durante as tempestades de neve e, atualmente, o centro não está acessível a todos os veículos. A programação deste domingo foi cancelada, mas esperamos que esteja claro para o próximo.

Mais fotos aqui!

Gasshô!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O que é a iluminação


“A iluminação é ver com clareza o Aqui e Agora – nada mais do que isso – sem todas as falsas aparências ou sem todos os filtros que acompanham habitualmente os nossos processos mentais. É algo tão simples que leva a que a maioria das pessoas, no início da sua prática, alimentem a esperança inconsciente que seja algo mais. Mas milhares de anos de vida indicam que o que há de mais profundo ou fundamental é termos a experiência do universo, agora mesmo, tal qual ele realmente é, em vez de sermos levados pelo que o nosso pensamento, ávido e discriminativo, espera ou teme que seja o universo.

A iluminação nada tem a ver com obter algo, mas em renunciar ao apego aos nossos diálogos e “guiões” interiores, às nossas conceitualizações, vícios mentais, amores, ódios, à ideia do nosso 'eu' separado da totalidade da existência. A iluminação não implica que não aconteçam coisas ruins. Mesmo que se alcance a iluminação e o corpo e a mente acabem por se fundir, há ainda que continuar a deixar fora o lixo e a lavar a louça. “

Do artigo “Fundamentos da meditação Zen”

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Como disse o Buda...


"Não faça vista grossa ás ações negativas só porque elas são pequeninas; por menor que seja a faísca, pode queimar um monte de feno do tamanho de uma montanha".

O Buda disse também: "Não despreze as pequenas boas ações pensando que elas não ajudam em nada; mesmo pequenas gotas de água, no final, enchem o jarro". O carma não se desgasta, como as coisas externas, e jamais se torna inoperante. Não pode ser destruído "pela água, pelo fogo, pelo tempo". Seu
poder nunca cessa, até que amadureça.

Embora o resultado das nossas ações possa ainda não ter amadurecido, ele inevitavelmente virá quando se apresentarem as condições certas. Via de regra esquecemos o que fazemos e os resultados só nos atinge muito depois. E aí somos incapazes de ligá-los com suas causas."

Sogyal Rinpoche

domingo, 10 de janeiro de 2010

Richard Gere quer que cidade onde Buda alcançou a iluminação seja vegetariana


O ator norte-americano Richard Gere, seguidor da religião budista há 35 anos, decidiu hoje dar incentivo a transformar em região totalmente vegetariana a cidade em que Buda alcançou sua iluminação, onde está de visita nesta quinta-feira.

Na segunda-feira, o astro do cinema chegou a Bodh Gaya, no estado de Bihar, ao norte da Índia, para participar de um seminário de cinco dias dado pelo Dalai Lama.

“Sou totalmente a favor de transformar Bodh Gaya em uma região vegetariana”, disse Gere antes de assistir a um discurso do líder espiritual budista, em declarações da agência indiana Ians.

Gere disse estar muito feliz por visitar a cidade: “Eu gostaria de voltar várias vezes”, afirmou. O ator encorajou tanto os aldeões quanto os turistas a abandonarem o consumo de qualquer tipo de carne e passar à vida vegetariana.

O ator reuniu-se nesta quarta-feira com o próprio Dalai Lama, segundo afirmou um oficial do mosteiro tibetano de Mahabodhi, que se apressou a esclarecer que Gere é como “qualquer fiel” do líder budista.

Gere participou também de uma passeata convocada pela Sociedade de Tibetanos pelo Vegetarianismo para transformar a cidade de Bodh Gaya em um espaço de comida só vegetariana, como já ocorre com algumas cidades sagradas hindus da Índia.

Richard Gere, que visitou o Dalai Lama em diversas ocasiões, é um dos rostos públicos mais conhecidos da causa tibetana em sua reivindicação de independência da China e sobre a denúncia de ocupação chinesa do Tibete.

O Dalai Lama teve de fugir do Tibete em 1959 e vive desde então junto a seu séquito e milhares de seguidores em Dharamsala, uma localidade situada nos Himalayas indianos.

Fonte: ANDA

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Richard Gere participa de seminário com dalai lama na Índia


NOVA DÉLHI - Devoto do budismo há mais de 35 anos, o ator Richard Gere está no norte da Índia para participar de um seminário de cinco dias comandado pelo dalai lama, como informaram nesta quarta, 6, pessoas próximas ao líder espiritual tibetano.

Segundo essas pessoas, citadas pela agência de notícias "Ians", o ator chegou ao município de Bodh Gaya, lugar sagrado do budismo no estado indiano de Bihar, na noite da segunda-feira para ouvir o dalai lama.

"Gere está em Bodh Gaya como um devoto do dalai lama e não como uma estrela de Hollywood. Ele se reuniu com o dalai lama", explicou um porta-voz próximo ao líder tibetano.

Milhares de seguidores do budismo, muitos deles estrangeiros, chegaram recentemente a Bodh Gaya para ouvir as palavras do dalai lama, que todos os anos viaja a essa cidade.

Richard Gere, que visitou o dalai lama em Dharamshala várias vezes, é um dos defensores mais conhecidos da causa tibetana e frequentemente denuncia a ocupação chinesa no Tibete.

Fomte: O Estadão

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Início das atividades da sangha zen em Florianópolis


Iniciamos hoje às 19:30, as atividades na Comunidade Zen Budista de Florianópolis.

No link segue a programação completa do calendário 2010.

Gasshô!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

DANA – Doação espontânea


A prática da compaixão é marcada pelo impulso de partilhar, chama-se Dana a doação de recursos para sustentar as atividades da comunidade budista. Os alunos precisam estar atentos para não estarem na posição de quem recebe sem nada dar em troca, porque esta postura coloca o recebedor em uma situação constrangedora de quem recebe, e é carregado pelos outros, mas não consegue ajudar os restantes seres com o seu próprio esforço.

Desde os tempos de Buddha a comunidade é sustentada pelos praticantes generosos, que cada um de nós possa olhar para a Sangha e pensar: ela existe também por minha causa, e os que sofrem podem aqui buscar refúgio.

Para que possamos manter a sede e um lugar adequado para praticar, contamos com a colaboração e generosidade de todos.

Informe-se no site: www.daissen.org.br

"Que todos os seres sencientes possam beneficiar-se".

Comunidade Zen Budista de Florianópolis

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

ZEN E O CRISTIANISMO


Conferência sobre o Zen e Cristianismo em Portugal

O Cristianismo está na origem da nossa civilização ocidental. O Zen, síntese do Budismo e do Taoísmo, está, por sua vez, na origem da civilização japonesa. Mas, para além da sua função histórica, o Zen e o Cristianismo falam ao coração do homem para o convidar a percorrer um caminho de libertação. Estas duas vias não são incompatíveis: elas são como dois caminhos que levam ao cume de uma mesma montanha. Um crente católico e um monge zen debatem as suas semelhanças e as suas especificidades.

Local: Fundação Oriente (Lisboa, Portugal)
Conferência
data: 23 Janeiro
Horário: 16.00
Piso 4
Entrada livre

Oradores: Yves Crettaz (monge zen) e Manuel Neves Tavares de Oliveira (licenciado em Direito, com o curso de Teologia do Seminário Maior)

Extraído daqui.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Angô em fotos



Mais fotos do Angô (retiro de três meses) que está sendo realizado nas montanhas da Califórnia nos EUA. Veja mais aqui!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Angô Sotoshu no Yokoji-Zen Mountain Center

(monge Genshô está ao fundo, à direita)

O Angô Sotoshu começou nesta terça-feira. A imagem é da cerermonia, logo após a abertura, e mostra Tenshin Roshi, Akiba Roshi, Shihomi Roshi e outros professores e funcionários. Lembre-se, nossa programação continua normalmente durante este Angô de 3 meses.

(este blog segue editado por Michel Seikan durante a ausência do monge Genshô até o seu retorno em março/2010)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Esforço conjunto para abolir as armas nucleares

Religiões se reúnem para enfatizar o desafio vital da abolição nuclear no Parlamento das Religiões Mundiais em Melbourn

Representantes budistas, cristãos, judeus e muçulmanos falaram em uníssono durante o Parlamento das Religiões Mundiais em Melbourne, Austrália, no dia 7 de dezembro, pedindo uma liderança moral por parte das religiões do mundo no esforço de abolir as armas nucleares.

Continue lendo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Aikidô


Fim de ano, na foto de celular podemos ver mais uma atividade da Sangha que finaliza o ano, o Aikidô, liderado pelo Prof. Altair.
O grupo de Aikidô é responsável por financiar várias benfeitorias da Sangha, uma prática ligada ao budismo desde suas origens.
Zazen, Aikidô e uma comemoração foram os acontecimentos de ontem.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Qualidades para cultivar no trabalho


Não dualidade: aprender a não ter visões fechadas, tipo certo errado, mas contextualizar, ser flexível mas sem esquecer a ética.
Impermanência: Veja a vida em seu fluxo, nada permanecerá, tudo, coisas empresas, passarão. Se concentre nas soluções, não emocionalize os problemas de trabalho, não durma com eles.
Equilíbrio: Olhe o mundo com equanimidade, não atribua o gosto não gosto de sua mente aos acontecimentos, viva e aja naturalmente, responda a questão "quem somos nós" de forma correta, sem fantasias nem sobrenaturalidades.
Desejo: Não aja em função de suas paixões mas em função do papel que o mundo precisa de você, abdique da individualidade em favor da universalidade.
Desapego: Esteja pronto para perder tudo, as coisas são impermanentes mesmo, não se deixe arrastar ou confundir pela nocão de que eu sou minha empresa, ou meu trabalho, isto é apenas um episódio...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Olhos Vagabundos


A COMPLICADA ARTE DE VER
Rubem Alves

Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria!

Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de
estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica.

De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas.
Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro:
'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca.
Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".

Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

William Blake sabia disso e afirmou: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê". Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado.

Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem.

"Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.

Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram".

Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas,eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática.
Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre.

Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.

Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar
para elas".

Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão
seria partejar "olhos vagabundos"...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A ação não egóica


P: Enquanto houver um eu observador , mesmo que não julgador, ainda assim haverá um eu. Essa ausência total do eu implica em "nada fazer"? Ou, posso "fazer" sem a presença do eu?

R: Sim, a ação deveria ser “sem um eu” ou seja desinteressada, sem ambição de obter nada e assim por diante, sentamos em zazen “sem objetivo” já tentando treinar isso.
Não se trata de nada fazer, que seria quietismo, inação, e podemos ver como os mestres são realizadores. A ação não egóica tem a virtude de não gerar karma, desde que é desprovida de intenção aquisitiva, livre como um ato da natureza.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Moriyama Roshi com membros de Florianópolis


No Cinquentenário do Templo Busshinji, em SP, Moriyama Roshi conversa com alunos da Comunidade Zen Budista de Florianópolis.