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terça-feira, 31 de julho de 2018

O objetivo essencial é o despertar



"Uma coisa importante que precisamos evitar é que as Sanghas, ou as instituições budistas, sejam cooptadas pelos que desejam instrumentalizar o budismo para defender objetivos ideológicos ou de fundo partidário, este tipo de tentativa, vez por outra ressurgente por tendências extremistas de qualquer cor, tende a criar debates, facções e cisão nas comunidades budistas, o objetivo essencial de despertar não pode ser abandonado em favor de ideologias transitórias, é o ensinamento de Buda, este permanente, que precisa ser preservado."

da entrevista de Monge Genshô publicada na Revista Bodisatva n. 30

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O oitavo preceito



8. Eu decido não sonegar ajuda espiritual ou material, mas concedê-las gratuitamente quando necessário.

Todos os cargos nos mosteiros e sanghas, existem para o apoio da prática e despertar de todos.

"Monge Genshô: Os praticantes devem estar atentos a não se colocarem na posição de meros receptores, isto ocorre quando outros sustentam os centros de prática, pagando aluguéis e insumos e contribuindo com seu trabalho e alguns não o fazem. Os praticantes budistas não devem ser receptores do esforço dos outros sem nada contribuir em troca, o simples ato de fazer limpeza, lavar as louças, varrer o chão, faz parte integrante do treinamento dos monges e dos leigos e serve como contribuição para os que tem dificuldades financeiras. Os que tem possibilidades devem ajudar a construir e sustentar os locais de prática afim de proporcionar meios para que novas pessoas possam despertar. Aqueles que se beneficiam devem estar conscientes das necessidades dos monges e dos centros para que estes possam subsistir, estas práticas existem desde os tempos de Buddha e trouxeram o budismo e suas instituições até os dias de hoje. Sem estas estruturas institucionais, apesar de seus defeitos humanos, nem textos nem monasticismo, nem ajuda espiritual teriam sobrevivido."

De: http://monjaisshin.wordpress.com

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Regras e relativismo moral


Pergunta – Estou fazendo um curso de filosofia e frequentemente aparece o termo “mal radical” e segundo Kant se esse mal existisse seria algo sobre humano, quase diabólico. Existe esse conceito no budismo?

Monge Genshô – Nietzsche dizia que “se um deus controla o demônio, ou o mal, esse deus é cúmplice”, por outro lado completa, “Se não controla, não é onipotente”. Sempre houve na historia essa tentativa de dividir o mundo em um deus do mal e um deus do bem. Analisando bem é uma tentativa de fazer com que deus não seja responsável pelo mal, pois quando você admite a existência de alguém que é responsável pelo mal, automaticamente absolve deus de ter criado o mal. Estas são dificuldades filosóficas praticamente intransponíveis. Sob o ponto de vista budista isso é dualidade. Bem ou mal, ruim ou bom são conceitos aceitos pelo budismo somente no mundo relativo, não no absoluto. Para o budismo temos dentro de nós o potencial para realizar ambas as coisas. O fato de nos horrorizarmos com as coisas já demonstra que compreendemos o mal.

Na tentativa de dividir o mundo em claro e escuro percebemos que ele é na realidade um pouco cinza, por exemplo, não conheço uma pessoa integralmente boa ou totalmente má. Tudo é um tanto confuso e misturado e somos participantes de ambas as coisas. Muitas vezes não vemos o mal, simplesmente não o enxergamos. Sempre recebo e-mails das pessoas e um dia destes me escreveu um rapaz e deu para perceber claramente que o que ele deseja são preceitos, algo para ele se agarrar, do tipo, “Isso pode, aquilo não”, “faça isso, mas não aquilo outro”. Ele deseja regras claras. Como monge budista não posso dizer para uma pessoa que isso ou aquilo é certo ou errado de forma absoluta. Isso não existe no Zen Budismo. Os preceitos que seguimos são faróis guias para evitarmos o sofrimento e não declarações absolutamente precisas. Imaginem alguém que cumpre os preceitos a risca.  Um dos mais básicos diz para não enganar. Um criminoso entra aqui na sala agora procurando pelo Marcos, antes de ele entrar o Marcos saiu e se escondeu no banheiro. O assassino chega e pergunta pelo Marcos, o que devemos fazer? Indicar que está escondido no banheiro? Essa seria a resposta correta? Ou seria melhor mentir dizendo que ele já saiu faz mais de tantas horas? Nessa situação o correto é mentir para evitar o sofrimento.

Existe um relativismo moral, por exemplo, uma vez estive na Bolívia com um grupo consultores e me convidaram para jantar e me levaram para comer um prato típico. Era uma espécie de marreco ou pato, como sou vegetariano, e eles sabiam disso, não comi. Então um dele me disse, “mas já está morto, pode comer”. Minha resposta foi que esse argumento serve também para comer criancinhas. Você mata, esquarteja, assa e serve, por que não vai comer, se já está morto? O relativismo moral sempre tem isso, sempre existe uma situação pior, mas um erro não justifica o outro. O meu argumento é de que não preciso comer, minha vida não depende disso, pior, se eu pago e como, estarei incentivando ou financiando essa indústria, foi um caminho que escolhi, (antes que alguém pergunte não é uma regra budista). O que faço não é muita coisa, mas é o que posso fazer. Temos que admitir que nossos atos tem repercussões e não são facilmente distinguíveis em certo e errado. Não consigo fazer o melhor de tudo, mas faço um pouco do bom e do que me é possível, não faço perfeito, mas faço algo.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O que nos prende ao samsara


P: Apenas uma curiosidade. Como é a sua vida de praticante, qual seu mestre atual e qual seu método de praticar?

Venerável Dhammadipa – Estudei diferentes métodos de meditação. Em primeiro lugar estudei os métodos tradicionais, Samatha e Vipassana, me tornando sólido nesses métodos para depois ensiná-los. Atualmente eu ensino os quatro Paramithas, compaixão, alegria, amor e equanimidade. De acordo com o Budismo, o Samsara é baseado em sentimentos, assumir os sentimentos assim como o próprio “eu”, são a ligação entre o interior e o exterior. O que Buda realizou sob a árvore Bodhi foi a “Originação Dependente”, e todas as tradições estão de acordo com isso. Mas há diversas explicações nas diferentes tradições sobre o que seja a originação dependente e, como resultado dessas diferentes explicações surgiram diferentes escolas Budistas.

A base para nossa compreensão da originação dependente são os doze elos. O primeiro elo é a ignorância, da ignorância surgem as formações mentais, dessas surgem a consciência, da consciência surge Nama-rupa ou as formas, das formas surgem os seis sentidos, que são as cinco faculdades sensoriais e a faculdade mental, o sexto elo é o contato, do contato vem os sentimentos, sétimo elo, que são sensações e percepções. Na China e no Japão esse elo pode ser entendido como a recepção do objeto, temos que tocá-los para percebê-los, quando recebemos essa informação é que as classificamos em agradável, desagradável ou neutro. Das percepções surge o apego e do apego surgem nascimento, morte e existência. Existência significa carma e as formações mentais também são carma. Dessa diferenciação surge a ignorância e então o ciclo recomeça.

Estamos retornando ao Samsara devido a uma não compreensão desse processo de recepção dos objetos. A ignorância e as formações mentais nos trazem à vida e continuamos na vida nos apegando aos sentimentos. A vida aqui significa a vida baseada no sofrimento. Assumindo que o impermanente é permanente, assumindo que a pena é prazerosa, essa é a base das formações mentais, o carma. As formações são a base para diferenciar Samsara. A consciência do Samsara é caracterizada por esse apego aos sentimentos e percepções, apego ao processo de recepção dos objetos, meu olho, minha cor, minha mente, minha ideia. Essa é nossa algema ao Samsara. Todas as tradições Budistas concordam que a forma de quebrar essa algema está nesse processo de percepção dos objetos. Entender o processo de recepção e percepção dos objetos é muito importante. Minha prática principal é a contemplação disso e entender a diferenciação e a ilusão da mente discriminativa.  O que basicamente ensino, mas não necessariamente pratico, é o ensinamento do Samatha e Vipassana, é como a prática dos quatro ilimitados. É muito importante abrir seu coração.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A quem repassar a lâmpada?




P: Por que o Zen é chamado de método direto ou o caminho direto? 
 
Monge Genshô – Normalmente as escolas Budistas têm caminhos graduais onde o aluno quando chega à escola é incentivado a pegar um terço e repetir um mantra ou estudar sutras, no Budismo Tibetano se chama “Sadhana”, uma tarefa como repetir uma recitação longa, simbólica e instrutiva, e o aluno tem que repetir, por exemplo, 100 mil vezes um mantra. O aluno vai evoluindo de tarefa em tarefa e existe um período preparatório, um período avançado, em algumas escolas existem também iniciações. Também existe o compromisso do aluno que passa pra uma fase acima, de não falar sobre as iniciações para os alunos de fases anteriores, é um método escalonado e secreto.
 O Zen em sua história se expandiu em países já Budistas, normalmente o Mestre ficava  num mosteiro ou eremitério e o aluno tinha que ir até ele. Este aluno muitas vezes já havia percorrido um longo caminho espiritual, já era um praticante severo de outras escolas. No Zen, os mestres tinham pouquíssimos discípulos, fato que se mantém até hoje. Alunos são muitos, discípulos são poucos. O Zen pegava o aluno e partia diretamente para um método quebrador, um nível mais alto sem estágios intermediários. Essa é a tradição, os alunos vêm e não encontram nada de secreto, só esse desconforto de não ter onde se agarrar e os mestres estão a procura de discípulos, alunos a quem possam dar a transmissão, pessoas a quem repassar a lâmpada.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Declaração Pública do Colegiado Buddhista Brasileiro



Declaração Pública




O Colegiado Budista Brasileiro, entidade que congrega as principais lideranças budistas brasileiras, vem a público lamentar profundamente e repudiar veementemente a agressão violenta sofrida pela minoria budista do Bangladesh por parte de militantes extremistas islâmicos, da qual resultou a destruição pelo fogo de vários templos com seus objetos de culto e símbolos sagrados. Os budistas não respondem ódio com ódio e violência com violência, eles se limitam a lamentar compassivamente os atos insanos nascidos da ignorância e do egoísmo do ser humano e a lembrar as sábias palavras do imperador budista indiano Açoka, que proclamava que perseguir e agredir a religião alheia acarreta danos para nossa própria religião.

Com efeito, não é através dessas atitudes violentas geradas por uma minoria de extremistas que a religião muçulmana há de angariar o respeito e a consideração a que faz jus por parte da comunidade internacional, assim pedimos que os muçulmanos de bem repudiem publicamente as ações dos extremistas. Os budistas brasileiros pedem vênia aos extremistas muçulmanos para lembrar-lhes que o próprio Alcorão Sagrado ensina que "não há imposição quanto à religião" (2:256) e para recordar-lhes as belíssimas palavras com que o grande místico islâmico Ibn 'Arabi de Múrcia (1165- 1240) celebrou sua adesão ao Amor Universal que transcende todas as diferenças confessionais e sectárias:




"Oh! Maravilha-te! É um jardim entre as chamas!

Meu coração tornou-se capaz de todas as formas:

é um pasto para as gazelas, um convento para monges cristãos,

Um templo para ídolos, e a Caaba dos peregrinos,

E as tábuas da Torá e o livro do Alcorão.

Sigo a religião do Amor: não importa o rumo que tomam

os camelos do Amor, essa é minha religião e minha fé."



Colegiado Buddhista Brasileiro

Diretoria


Presidente Rev. Shaku Haku-Shin

Rev. Meihô Genshô

Dhammacariya Dhanapala

Shaku Hondaku

Claudio Miklos Kômyô


Presidente do Conselho do CBB


Rev. Prof. Dr. Ricardo Mário Gonçalves


Conselho

Lama Chagdud Khadro

Rev. Monge Rinchen Khienrab

Rev. Heyla Downey

Ven. Uttaranyana Sayadaw

Rev. Shaku Sogyo

Rev. Monja Sinceridade

Rev. Coen Sensei


Aliam-se a declaração:

- Choyu Otani (Mestres das Missões da Ordem Otani-ha)

- Rinban Kensho Kikuchi (Ministro Superior da Ordem Otani-ha no Brasil)

- Rev. Ricardo Mario Gonçalves

- Rev. Hiroshi Matsuda

- Rev. Massaharu Suguiura

- Rev. Severino Sales Silva

- Rev. Leninha Brasileiro

- Rev. Hiroyuki Higashi

- Rev. Tsuyami Ueno

- Rev. Tadao Sawanaka

- Rev. Yassuo Nakashima

- Rev. Mitsue Nakashima

- Rev. Meishi Nakazawa

- Rev. Shu Izuhara

- Rev. Linda Morimoto

- Rev. Yaeko Togawa

- Rev. Minako Iso

- Rev. Kasuro Nanao

- Rev. Margarida Nakaoka

- Yuka Kikuchi

- Rev. Seigo Nawa

- Rev. Isshin Sensei

(Todos que o desejarem podem subscrevê-la e divulga-la preservando seus termos originais)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Inconformidade


P: O personagem fugiu,não enfrentou os problemas colocados. Este tipo de atitude vem de encontro aos preceitos budistas?

R: Sim, vai de encontro, se opõe, mas nestas histórias sempre devemos levar em conta que ainda não havia iluminação, assim quando Buda saiu de casa ainda não era Buda , era Sidharta. Isto mostra sua inconformidade não seu despertar.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Hierarquias


P: É o seguinte, gostaria de saber como é a hierarquia religiosa no
budismo por exemplo: seria o monge o padre, o lama o bispo e o dalai
lama o papa?

R: O budismo não tem o padre, o sacerdote, o intermediário entre Deus e o homem, resta o monge, o que fez votos de servir e outros mais.
Lama é o mestre no budismo tibetano, no zen o equivalente é o Sensei, o monge com ordenação superior, transmissão e que recebeu certificação de professor.
Dalai Lama é o líder da ordem Gelugpa, uma das escolas tibetanas e também reconhecido pelas outras 3 escolas tibetanas, as outras escolas budistas tem seus líderes, mas não são populares nem aparecem muito como por circunstâncias aconteceu com o Dalai Lama que é um chefe de estado.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Buddhismo no Vietnam - Dias vegetarianos



Os budistas no Vietnam seguem o calendario chinês lunar. Eles observam dez dias vegetarianos cada mês. Há dois sistemas. Muitas pessoas comem comida vegetariana quatro dias por mes lunar. Outras, dez dias cada mês, nao corridos. Durante três meses cada ano, comem sem carnes o mês inteiro. Um destes meses é o do nascimento do Buddha, que, de acordo com os costumes do Vietnam é comemorado no mês de maio.

(Jim, relatando, desde Los Angeles, os costumes de seus alunos budistas vietnamitas, não sabemos a origem deste calendário vegetariano, se algum leitor souber por favor nos relate)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Aung San Suu Kyi - Birmânia e sua ditadura


Aung San Suu Kyi, líder pró-democracia e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, acabou de receber novas acusações dias antes do fim do cumprimento da sua pena de 13 anos de prisão. Ela e outros milhares de monges e estudantes foram presos por desafiarem pacificamente a ditadura brutal de seu país, a Birmânia (Mianmar).
Mesmo correndo o risco de sofrer uma retaliação dos militares, os ativistas da Birmânia estão organizando um movimento global pela libertação de Aung San Suu Kyi e de todos os prisioneiros políticos do país, entre os quais muitos monges budistas. Nós temos apenas 5 dias para ajudá-los a conseguir uma quantidade gigantesca de assinaturas, que serão apresentadas para o Secretário Geral da ONU – Ban Ki Moon semana que vem. A petição pede que ele dê prioridade máxima à libertação dos presos, impondo a libertação como condição para qualquer engajamento com a junta militar. Clique no link para assinar e encaminhe este email para seus amigos, só com um grande número de assinaturas poderemos garantir a libertação de Aung San Suu Kyi e de todos os presos políticos da Birmânia:

http://www.avaaz.org/po/free_aung_san_suu_kyi

No dia 14 de maio, Aung San Suu Kyi foi enviada para o presídio acusada de permitir a entrada de um homem norte-americano em sua casa, violando assim sua prisão domiciliar. A acusação é absurda pois a casa é cercada por guardas militares que são justamente os responsáveis pela guarda do local. Está claro que as acusações recentes são um pretexto para mantê-la presa durante as eleições de 2010.

O regime militar da Birmânia é conhecido pela repressão violenta a qualquer ameaça ao controle militar total. Milhares de pessoas estão presas em condições desumanas, onde não há atendimento médico e onde a prática de tortura e outros abusos são freqüentes. Há uma repressão violenta a grupos étnicos e mais de 1 milhão de pessoas já fugiram do país.
(Copiado do comunicado da Avaaz)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O que é ser budista?


Monges ouvem o mestre, retiro de treinamento em Itapecirica da Serra, SP.

É claro que existe o chamado budista de estatística, é aquele que assim se declara ao censo. Mas para pensarmos o que é um budista realmente, teremos que cogitar sobre o refúgio e as três jóias. O refúgio é o ato de tomar como lugar onde nos sentimos protegidos, três conceitos básicos: 1) O Buddha como ideal do que desejamos ser, seres despertos, a idéia de seguir seu caminho, mesmo sabendo que é difícil de realizar este objetivo. 2) O Dharma, como o conjunto de ensinamentos, a sabedoria contida nas palavras do Buddha e dos mestres. 3) A Sangha, a comunidade onde praticamos, os companheiros que meditam conosco, sofrem junto, nos perturbam e incomodam com suas dificuldades pessoais, que refletem as nossas.

De modo que para ser budista é preciso perseguir o ideal da iluminação de Buddha, estudar o Dharma, e praticar em uma Sangha. Se falta um destes itens somos parcialmente budistas: ou idealistas que não praticam, ou estudiosos eruditos, ou meros frequentadores da Sangha como se fosse um clube.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Há divergências doutrinárias entre os budistas?


Isso é permanente na história do buddhismo, existe uma certa liberdade de pensamento que faz os monges (na foto, monges tibetanos, debatem a doutrina como um exercício de treinamento)e mestres divergirem, e quando essa divergência se aprofunda surgem novas escolas e abordagens, com o tempo a maioria dessas morre por falta de seguidores e restam alguns caminhos principais, formas de pensar que se consolidam e sobrevivem ao teste do debate. Porem é bom considerar que para o zen as idéias e palavras em si são meras sombras e não refletem, nem poderiam, a verdade última.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

ALJAZZEERA, declaração cita os budistas.


Neste vídeo, cujo link está abaixo, de 2006, em árabe, legendas em inglês, a psicóloga árabe-americana Wafa Sultan corajosamente diz, na tv árabe, o que pensa sobre as ideologias de vingança e imposição da "verdade" sobre os outros, tudo que seu oponente consegue fazer é acusa-la de herética. Ao final do vídeo ela diz: "estátuas de Buddha foram transformadas por muçulmanos em escombros, não vimos um único budista, queimar uma mesquita, matar um muçulmano ou queimar uma embaixada" não retaliar é realmente o espírito do budismo, o ódio não termina com o ódio, o ódio só pode cessar com o amor.

Veja aqui

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Escrituras budistas



Na foto acima vemos uma coletânea (Triptaka)de escrituras buddhistas, abrange os discursos de Buddha, as regras monásticas criadas por ele e comentários filosóficos, o tamanho dos textos disponíveis deixados por Buddha é impressionantemente maior do que o disponível em outras tradições, normalmente limitadas a um único volume.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Festival de cinema buddhista


No México, um festival de filmes buddhistas, pode-se ver trailers aqui

(Cortesia José Bado)

sábado, 26 de abril de 2008

Exibição de Relíquias Buddhistas


Prezados Amigos,

Iniciou-se hoje, 25 de Abril, no Rio de Janeiro, a turnê de exibição das Relíquias Buddhistas. As peças apresentadas se compõem, em sua maioria e principalmente, de uma coleção de objetos que, em casos especiais após a morte e cremação de um corpo, surgem nas cinzas póstumas. Estes objetos são na verdade calcificações resultantes do
processo de queima dos compostos de carbono e cálcio de um corpo. Tais calcificações dão origem a pequenas pedras, algumas semelhantes a quartzo opaco, e são muito difíceis de acontecer.

No caso de grandes mestres ou sábios, ocorre um interessante fenômeno: tais calcificações tornam-se extremamente límpidas e cristalinas, algumas quase esféricas e semelhantes a pérolas. A tradição espiritual Hindu (e a Buddhista por relação) considera que tal processo surpreendente simboliza a extrema espiritualidade em
vida dos homens ou mulheres que os geraram a partir da cremação de seus corpos. No buddhismo, as relíquias são consideradas um símbolo das virtudes e qualidades da prática do Dharma. Ao ver as relíquias, devemos ponderar sobre o potencial búddhico existente em todos nós, e reconhecer em tais fenômenos os méritos que uma prática de plena consciencia pode oferecer.

A exposição que se apresenta no Brasil mostra relíquias do próprio Shakyamuni Buddha, de grandes Arhats como Kashyapa, Ananda e outros, além das relíquias de grandes mestres da tradição buddhista Tibetana, como Tsong-ka-pa. Tive a honra e oportunidade de comparecer à abertura do evento, e sua natureza simples e humilde - aliada ao
grande empenho de todos os membros da organização - representa, a meu ver, sua real grandeza.

A pratica do Dharma se dá através do profundo exercício de reflexão, compreensão e compaixão. Ela se fundamenta em ações claras e diretas, sem ostentações ou subterfúgios.

Assim a Exposição das Relíquias, em sua suave singeleza, simboliza a verdadeira grandiosidade dos ensinamentos de Buddha e dos mestres da tradição buddhista. Ela nos ofecere a oportunidade de perceber que a mais valiosa e importante relíquia encontra-se em nós mesmos, e deve ser venerada através de uma prática correta, pacífica e justa.

Gostaria de convidar a todos os residentes no Rio de Janeiro para conhecer esta bela coleção. A exposição com entrada franca irá acontecer do dia 25 até o dia 30 de Abril, das 10 às 19hs no Espaço Nirvana - Jockey Club - Pça Santos Dumont, 31 - Gávea (entrada pela Rua Jardim Botânico, tribuna A).

Que todos possam se beneficiar dos méritos deste evento.

Tam Huyen Van (Claudio Miklos)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

E aqui os verdadeiros budistas mostram sua face


Times of India
April 14, 2008

NEW DELHI (IANS) - As the Beijing Olympics torch relay takes place in the capital on Thursday, protesting Tibetans will run a parallel torch relay for a “free Tibet” on the other side of the city at the same time.

To be run from Rajghat to the Jantar Mantar observatory, the Tibetan torch relay will have an estimated participation of nearly 5,000 people, its organisers claim.

Tseten Norbu, of the Tibetan Solidarity Committee (TSC) that is organizing the relay and other anti-China protests, said that the “other torch relay” will be run to protest “Chinese atrocities in Tibet”.

“Nearly 5,000 people, both Indians and Tibetans, will take part in the Tibetan torch relay to protest against the Chinese atrocities in Tibet and to protest against the Beijing Olympics torch relay here,” Norbu said.

“Among the Indians, well known writer Arundhati Roy (winner of the Booker prize) and politician George Fernandes (former defence minister and socialist leader) will take part in the relay,” he added.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

"Introdução ao Pensamento Budista"

Gostaria de avisar que o Centro ZhongDao de Estudos Buddhistas,
através do instituto Rede de Proteção à Vida, está abrindo inscrições
para o curso de "Introdução ao Pensamento Budista".

Este é um curso voltado a pessoas iniciantes ou simpatizantes do
budismo, e irá apresentar os conceitos fundamentais dos ensinos de
Buddha de uma forma puramente secular e simples, apesar de
estritamente associada à tradição.

O objetivo fundamental do curso é esclarecer dúvidas e explicar os
temas fundamentais da prática do Dharma através de uma linguagem
leiga e multidisciplinar, e assim oferecer aos interessados uma visão
correta dos conceitos e argumentos espirituais, psicológicos e
filosóficos preconizados por Shakyamuni Buddha.

Os interessados podem ler o escopo e o programa neste link:
http://rededeprotecaoavida.com/action/index.php?newsid=5&type=curso

Para se inscrever ou retirar dúvidas, basta enviar mensagem para
contato@universidadedavida.net.

No Dharma,
Tam Huyen Van