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quarta-feira, 17 de junho de 2009

O Vazio


"Sua natureza verdadeira é algo que nunca se perderá nos momentos da ilusão, nem se ganhará no momento da iluminação. Ela é da natureza da essencialidade. Nela, não há nem a ilusão nem a compreensão correta. Preenche o vazio em todas as partes e é intrinsecamente da substância da mente única. Como, então, os objetos criados pela mente poderiam existir fora do vazio? O vazio é fundamentalmente desprovido de dimensões espaciais, aflições, atividades, ilusões ou da compreensão correta. Vocês têm que compreender claramente que nele não há nem coisas, nem homens e nem Buddhas, pois este vazio não contém o menor fio de cabelo de qualquer coisa que possa ser vista especialmente. De nada depende e a nada está apegado. A tudo embebe e possui beleza imaculada. Existe em si mesmo, é o absoluto não-criado. Então, como poderia haver a discussão, "se o Buddha real não tem boca e não prega qualquer Dharma, ou se o escutar real não requer ouvidos, quem poderia escutá-lo?" Ah, eis uma jóia que está além de qualquer preço!

Esta mente pura, que é a fonte de todas as coisas, brilha eternamente com a radiação de sua própria perfeição. Mas a maioria das pessoas não está consciente disso e pensa que a mente é apenas a faculdade que vê, ouve, sente e conhece. Cegados pela suas próprias visões, audições, sentimentos e conhecimentos, eles não percebem a radiação da fonte. Se pudessem eliminar todo pensamento conceitual, esta fonte apareceria como o sol, brilhando no céu vazio e iluminando todo o universo."

Trecho de "A Mente Única"
Huang-po Hsi-yun - Contribuição de Zendo Virtual