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sexta-feira, 22 de maio de 2015

O DEDO DO BUDISMO APONTA PARA A LIBERDADE

Pergunta: Tem necessidade de uma preparação maior para fazer um retiro? 

Monge Genshô: Sim. É melhor começar praticando no Centro do Dharma, começar a fazer sua prática em casa. Aí vai haver um momento em que você vai sentir, "estou pronto para enfrentar um retiro". Porque ele é desafiador. Tanto físico quanto mentalmente. 

Você precisa se preparar antes e um retiro tem que ter a presença de um professor para ajudar você. Quando você tem uma dificuldade, está se sentindo pressionado, tem que pedir uma entrevista e conseguir conversar. Na realidade, é uma conversa terapêutica. Você fala, dá soluções etc. Diz para a pessoa tudo o que ela quer ouvir. Eu costumo dizer quando alguém chega e diz assim: "ah, eu tenho tal sentimento". Eu vou dizer: "eu também". Porque eu conheço esses sentimentos, eu sei como eles são. 

Então o professor tem que ser um ser humano com passado também, para poder ajudar você. É que nem um guia. Não é um ser extraordinário, sobrenatural ou com poderes sobrenaturais. Ele não é isso. E no Zen, nós não queremos seguidores cegos, mas sim pessoas que estão indo em direção a uma libertação. O dedo do Budismo aponta para a liberdade e não para o aprisionamento em uma seita ou alguma coisa assim em que você vai adorar alguém. Não é isso. Um bom professor tem que ser humildade. Não pode ser extraordinário. Se ele parecer extraordinário, fuja (risos). E se ele cobrar cinco mil dólares para fazer uma palestra, saia correndo!