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terça-feira, 17 de setembro de 2013
É extraordinário mas não é nada extraordinário
Aluno: Faz pouco tempo que estou praticando, mas tenho uma sensação e gostaria de saber se isso é verdadeiro. É uma questão de energia. Sinto que com a prática, principalmente aqui na sangha, está despertando uma energia em mim, um tipo de calor nas mãos. É verdadeiro isso, a prática permite o despertar desta energia?
Monge Genshô - A prática produz coisas extraordinárias, mas nenhuma é extraordinária. São consequências naturais da prática e não as olhamos como coisas excepcionais e sim como naturais. Sentar em zazen, por exemplo, produz calor. Se você pesquisar na internet irá ver monges praticando sentados em locais com muita neve, temperaturas abaixo de zero e eles no lado de fora do Zendo com suas cabeças descobertas, sem luvas ou meias. Algumas pessoas podem pensar que isto seja milagroso ou extraordinário, mas não é, é simplesmente o resultado normal de uma prática de longo tempo. Eu próprio já experimentei e não achei nenhum tipo de tortura. Em um lugar onde as pessoas sentam para praticar, quando você chega, logo sente essa energia a que você se referiu.
Aluno – Não estou nem pensando em algo sobrenatural, é apenas uma energia boa.
Monge Genshô – Não existe nada sobrenatural. Isso é simplesmente natural. Em uma casa onde todos brigam, onde há xingamentos e palavrões, onde as pessoas atiram coisas umas nas outras, quando você entra, logo sente a atmosfera pesada e o clima ruim, por outro lado em um local de prática como o nosso, rapidamente se cria essa outra sensação que você percebeu. Mas isso não é só no Zen, quando viajo gosto muito de entrar em igrejas, elas também podem ser lugares agradáveis e com este tipo de energia, afinal de contas, as pessoas entram nas igrejas para orar. Por isso temos que evitar colocar nossos pés onde os sentimentos mais baixos surgem, por exemplo, no carnaval vamos para nosso retiro em uma reserva florestal onde só se ouvem pássaros e cachoeiras, mas há outras pessoas que festejam com drogas, procuram relacionamentos fugazes com pessoas que nunca mais verão e ficam todas as noites acordadas ouvindo sons altíssimos. Quando nosso retiro acaba todos estamos felizes e nos abraçamos emocionados, enquanto eles estão de ressaca e com sentimento de vazio, por isso o nome é “quarta-feira de cinzas”, a festa acabou e todos estão meio que doentes. Quando você vê o cenário de pós-carnaval percebe sujeira, pessoas feridas em razão das brigas que sempre acontecem e a gente se pergunta: o que realmente ficou de bom?
Vi uma reportagem sobre o carnaval do Rio de Janeiro onde as pessoas reclamavam do cheiro de urina, do lixo, da violência e também de coisas que haviam sido quebradas, isso foi o que sobrou do carnaval e é completamente diferente da nossa prática.
5) O senhor falou sobre o sentimento de raiva e de colocar outro sentimento em cima para substituir e não deixar que a raiva surja, como é isso?
Monge Genshô – Imagine alguém insultando você. Sua reação pode ser de raiva, mas se você o olhar com compaixão pelo fato de ele estar tomado de sentimentos ruins, você não irá reagir da mesma forma. Se você olhar para a pessoa que o agride e o vir como uma criança ignorante que não sabe o que faz, não sentirá raiva e sim compaixão pela ignorância. Às vezes é muito difícil e se você não consegue controlar, é melhor se afastar. Se você não controla, ficar em silêncio e ir embora é a melhor solução.
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quarta-feira, 17 de abril de 2013
Vestem mortalhas e vivem como se fossem morrer
O que é sesshin? O ideograma SE tem o sentido de consertar ou reunir e SHIN significa mente. Nossa mente no mundo, com todos os acontecimentos que sucedem, acaba ficando espalhada, então tem que ser reunida, juntada. Também nossa mente está perturbada, somos arrastados como folhas levadas pelo vento, os ventos das paixões e dos acontecimentos nos jogam de um lado para o outro, não temos domínio sobre o que está acontecendo e somos jogados pelos sentimentos, sentimentos mais variados, amores, culpas, remorsos, desejos, aversões, raivas, que nos empurram de um lado para o outro como se fossemos folhas.
Uma outra boa imagem é como se fossemos cavalos sem rédeas correndo pelo campo desembestadamente. Outra bem característica do que vocês sentem no zazen, é de nossa mente como um macaco bêbado pulando de galho em galho, ele agarra um galho, um sentimento, um pensamento e logo vê outro, pula e se agarra, quando você percebe passou o zazen inteiro viajando, perdido, não conseguiu ficar aqui nesse lugar, que é nosso objetivo.
Para que sentamos em zazen? Para consertarmos nossa mente e verdadeiramente viver uma realidade. Essa realidade é aqui. Temos um imenso privilégio, pois esse local é um paraíso distante de todo o mundo. Lá fora hoje o mundo é carnaval. As pessoas se vestem de fantasias. Na Bahia as pessoas tem uma fantasia que chama-se mortalha. Uma fantasia com a qual pode acontecer de tudo, sujar, rasgar, não tem importância, é uma mortalha, e as pessoas vivem como se fossem morrer, como se nada importasse, não tivesse mais sentido qualquer a vida, essa frase é bem interessante, “vestem mortalhas e vivem como se fossem morrer”. Logo os sons são muito altos, a musica é inebriante e todos os desejos vem a tona e podem ser vividos livremente, por que os outros também não estão se importando pois também irão morrer.
Originalmente no carnaval se usavam fantasias que cobriam também os rostos das pessoas e você não sabia com quem se relacionava. Carnaval tem esse nome de origem, carne, pois era a festa que antecedia a quaresma. Durante os quarenta dias antes da Páscoa, os cristãos antigamente não comiam carne, então o carnaval eram os últimos dias em que era permitido comer livremente a carne dos animais, depois disso, pela noção de que Cristo era o cordeiro de Deus, não se podia fazer isso. Ao mesmo tempo, essa festa tem origem nas antigas festas romanas como as saturnais e as bacanais, festas estas, que lembravam deuses como Baco, o Deus do vinho e portanto do inebriar-se, portanto você bebia o vinho e esquecia suas reponsabilidades e as consequências dos seus atos podendo agir livremente. A palavra em português bacanal tem origem nessas festas ao deus Baco.
Nós escolhemos ficar distantes deste tipo de viver. Ele tem a característica do esquecimento da realidade e o mergulho no mundo da ilusão. Usa-se fantasia, a música é para inebriar, a bebida é para entontecer e as consequências não existem. Aqui estamos no mundo do Dharma, nós escolhemos. Temos o céu, as árvores, o som do riacho, mas nossa escolha é nos tornarmos profundamente conscientes desse momento, completamente presentes e trazermos sempre nossa mente de volta para o aqui e o agora, inteiramente.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
17/2 Hoon Sesshin no Templo Busshinji
sábado, 21 de janeiro de 2012
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
domingo, 1 de março de 2009
Sesshin fev / 2009 em Florianópolis
Foto final/ Michel Seikan
Membros dos grupos ligados à Sangha de Florianópolis vieram de Rio do Sul, Joinville, Rio de Janeiro, para sentar em meditação e praticar o silêncio durante o carnaval. Quatro dias de meditação, palestras, caminhadas, sempre mantendo o conversar fora do programa, para que a mente possa se aquietar com menos estímulos.
Mais fotos aqui
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Sesshin da Gratidão no Busshinji
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Sesshin de Carnaval

Clique na imagem para ampliar o cartaz.
SESSHIN DE CARNAVAL 2009
Estamos iniciando as inscrições para o Sesshin de Carnaval (retiro Zen) conduzido pelo Monge Genshô. O Sesshin é um retiro de meditação Zen, e dentre as atividades incluirá: o Zazen (a meditação sentada), o kinhin (a meditação andando), o samu (atividades de limpeza), o uso dos Oriokis nas refeições formais, Cerimônia formal (recitação de Sutras) e Teisho (palestras).
(Todas as atividades tem instruções para iniciantes e estes tem atenção especial e facilidades, tais como cadeiras, se tem dificuldades para meditar em almofadas.)
O retiro iniciará no dia 21 de fevereiro (sábado) às 12h e terminará no dia 25 de fevereiro (quarta) às 12h.
O pacote inclui hospedagem e refeições:
R$240,00 para membros colaboradores (que contribuem mensalmente com mais de R$50,00)
R$300,00 para contribuintes (que contribuem mensalmente com qualquer valor abaixo de R$50,00)
R$360,00 para não contribuintes (que não contribuem mensalmente)
Forma de pagamento:
ESTAMOS REALIZANDO PARCELAMENTO ANTECIPADO EM 3 VEZES.
Sendo uma parcela no mês de dezembro, outra em janeiro e a terceira na data do retiro.
Inscrição deverá ser feita através e-mail centrozenfloripa@gmail.com (Juliana Sussetsu). A confirmação da inscrição será realizada somente com o depósito até dia 18 de fevereiro.
Banco para depósito - Favor informar por e-mail o depósito.
DEPÓSITO EM CONTA CORRENTE
BANCO DO BRASIL – Instituto Educacional Todatsu
AG 4550-0
CC 5709-6
CNPJ 04.189.002/0001-21
Local do Retiro: Casa de Retiro Morro das Pedras. Florianópolis - SC
Coordenação Monge Genshô
Comunidade Zen Budista de Florianópolis
Escola Soto Zen
http://www.chalegre.com.br/zendo/
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