domingo, 13 de abril de 2008

Trilhas em Florianópolis


Participantes da Sangha Zen de Florianópolis aproveitam os privilégios de sua ilha e fazem trilhas de confraternização através das matas chegando à praias maravilhosas.

sábado, 12 de abril de 2008

"Comitê Brasileiro de Apoio ao Tibet"

O site do "Comitê Brasileiro de Apoio ao Tibet" - www.brasiltibet.org.br - pede encarecidamente que participemos de sua campanha assinando a petição:


"Carta pela Libertação e o Fim da Violência no Tibete" . Precisamos aumentar muito o número de adesões, para dar melhor respaldo e encorajamento da cidadania universal a uma possível, eventual ação perante o Tribunal Internacional de Justiça, Haia, Holanda, de parte do Governo Tibetano, pela "reintegração de posse e desocupação dos chineses". Por enquanto a Carta só está começando a colher assinaturas...

Prof. Ricardo Sasaki mostra a estreiteza de Aldo Pereira


Prof. Sasaki escreveu em seu blog:

"O artigo desse senhor na Folha Online é de tamanha estreiteza que me pareceu merecer ter seu nome colocado no próprio título dessa entrada. Notem, não sou contrário a artigos bem escritos que até defendam a China, mas por favor, usem de argumentos pelo menos utilizáveis para uma discussão séria. Seu artigo chamado "Brumas do Tibete" começa com a chamada "Quem apóia a campanha do dalai-lama deveria, primeiro, perguntar se eventual restauração instituiria direitos humanos no Tibete".

Íntegra do artigo do Prof Sasaki aqui:

http://folhasnocaminho.blogspot.com/2008/04/aldo-pereira-e-o-tibet.html

e o prodígio de tolices aqui:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1004200808.htm

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Se sou impotente para mudar uma situação, o que fazer?

É bom verificar se você não pode fazer algo como denunciar o que está sucedendo. Raiva e tristeza são sentimentos de envolvimento que em absoluto não ajudam, somente trazem para você parte das consequências do que sucede, melhor fazer algo e usar esta energia de sentimentos para mudar as coisas. Imparcialidade é uma virtude dos que não estão envolvidos emocionalmente, mas só os seres iluminados conseguem tão grande distanciamento emocional.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Tibete: a mostra de força das organizações civis mundiais

Protestos pró-Tibete mostram força das organizações civis mundiais

Fonte: Folha Online

As manifestações espontâneas contra Pequim, que ofuscaram a passagem da tocha olímpica por várias cidades, ilustram a crescente capacidade de pressão dos exilados tibetanos, que apostaram no apoio da sociedade civil à sua causa.

A luta pró-Tibete conseguiu se infiltrar em diferentes níveis, em escolas, universidades, grupos de defesa dos direitos humanos e da liberdade de imprensa, assim como no coração do poder, em setores ricos e celebridades de Hollywood, como o combativo ator Richard Gere.

Segundo especialistas, obter o apoio de movimentos poderosos da sociedade civil é encarado como o maior êxito na luta contra a dominação chinesa no Tibete.

"Isso mostra o poder dos movimentos internacionais da sociedade civil, que a China não levou em conta quando se apresentou para os Jogos Olímpicos", comentou Malik Mohan, especialista do Asia-Pacific Center for Security Studies.

"O fato de que a chama olímpica tenha sido ofuscada é uma vitória importante para os movimentos de protesto e uma grande humilhação para as autoridades chinesas", indicou.

Os exilados tibetanos formam uma pequena comunidade, calculada em 200 mil pessoas, principalmente no Nepal e na Índia, onde vive o dalai-lama, chefe espiritual dos budistas tibetanos.

Redes Internacionais

Mas muitos deles estão envolvidos com redes internacionais que fazem pressão por uma autonomia real e, inclusive, a independência do Tibete.

Entre estes movimentos figuram a organização Students for Free Tibet Campaign, com sede em Nova York, que reúne estudantes e dispõe de mais de 650 seções em mais de 20 países, e o International Support Network, que dirige 250 grupos em todo o mundo.

A organização de defesa dos direitos humanos International Campaign for Tibet (ICT), com sede em Washington, mas com escritórios em Bruxelas, Amsterdã e Berlim, é vista como a força motriz da ofensiva diplomática do dalai-lama.

"Temos sido suficientemente eficientes para atrair um apoio crescente entre o público americano, assim como no Congresso e no governo, que são todos os simpatizantes de nossa causa", afirmou Bhuchung Tsering, vice-presidente do ICT.

Dalai-lama

O dalai-lama, por um tempo evitado pela Casa Branca e o Departamento de Estado, é hoje recebido de braços abertos nos Estados Unidos, onde, no ano passado, recebeu a medalha do Congresso, a mais alta distinção civil concedida pelo Poder Legislativo.

Apesar dos veementes protestos da China, o presidente George W. Bush participou de uma cerimônia que constituiu a primeira aparição pública de um presidente americano ao lado do dalai-lama.

"A pressão pró-Tibete percorreu um longo caminho. Isso não se consegue em uma noite", explicou T.Kumar, diretor do setor Ásia-Pacífico da Anistia Internacional.

A seu ver, a repressão dos manifestantes no Tibete e nas províncias vizinhas foi o que levou os exilados tibetanos a ter um papel primordial na campanha internacional que denuncia o "triste balanço" de Pequim em termos de direitos humanos.

China

A China condenou as interrupções no revezamento da tocha olímpica em Londres e Paris nesta segunda-feira e disse que os protestos foram realizados pelos separatistas tibetanos.

"Expressamos nossa forte condenação à interrupção deliberada do revezamento da tocha olímpica por forças separatistas em favor da "independência do Tibete", ignorando o espírito olímpico e as leis de Reino Unido e França", afirmou em comunicado a porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Jiang Yu.

"Seus atos desprezíveis sujam o nobre espírito olímpico e são um desafio para todas as pessoas do mundo que amam os Jogos Olímpicos", acrescentou a porta-voz.

Ressaltou que a China está convencida de que ninguém pode impedir o espírito olímpico e o conceito de "paz, amizade e progresso" que a tocha olímpica representa.

A passagem da tocha olímpica por Londres e Paris nos dias 6 e 7 ficou ofuscada pelas manifestações contra do regime chinês e, especialmente, em favor do povo tibetano.

Chávez apóia China na causa do Tibete

Chávez apóia China na causa do Tibete e dá suporte à Olimpíada


da Ansa

O governo da Venezuela emitiu nesta terça-feira um comunicado de apoio à China e aos Jogos Olímpicos de Pequim, diante daquilo que qualificou como uma "incessante e sistemática campanha de infâmias" promovidas pelos Estados Unidos em relação do conflito com o Tibete.

"A manipulação midiática ao redor das manifestações de grupos violentos na região autônoma do Tibete é um ingrediente da fórmula que os laboratórios de guerra psicológica norte-americanos aplicam permanentemente para desestabilizar os países que não se curvam facilmente às ordens do império", disse a chancelaria venezuelana em uma nota.

O governo do país acusa a comunidade internacional de aplicar essa campanha justamente quando "o povo e o governo da China se preparam para abrigar a Olimpíada melhor organizada da história moderna".

Segundo o comunicado, a situação ressalta a "mesquinhez com a qual setores da elite norte-americana se recusam a aceitar que países como a República Popular da China alcancem níveis admiráveis de desenvolvimento seguindo seus próprios modelos e sendo fiéis a suas particularidades culturais".

"Junto ao povo venezuelano, o governo bolivariano da Venezuela aguarda com impaciência a inauguração deste evento universal, em que prevalecerá, sem dúvida nenhuma, a amizade e a harmonia entre os povos", conclui a nota.

A delegação enviada pelo país sul-americano será a maior em toda a história de sua participação nos Jogos Olímpicos.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Hanamatsuri


Festa do nascimento de Buda agita ruas da Liberdade
Comemoração começou na segunda (7) e vai até sábado (12), no Centro de SP.
Altar com uma estátua de Buda, ainda criança, foi montado na Praça da Liberdade.

As ruas do bairro da Liberdade, no Centro de São Paulo, comemoram até sábado (12) o Hana Matsuri, como é chamada em japonês a festa pelo nascimento de Buda. Conhecida também com Festa das Flores, a celebração acontece desde segunda-feira (7) das 10h, às 16h.

Um altar com uma estátua de Buda, ainda criança, foi montado na Praça da Liberdade. Diz a lenda que, quando Buda nasceu, uma chuva de néctar caiu sobre ele. No costume oriental, as pessoas derramam três porções de chá adocicado na imagem, para imitar o que teria sido um gesto da natureza. Os visitantes também fazem pedidos e orações.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Coi adverte China, pressão começa a dar resultados

Tocha Olímpica: COI adverte e China replica

Comitê pediu "uma solução rápida e pacífica no Tibete"

Consternado com os protestos em Londres e Paris durante o revezamento da Tocha Olímpica, o Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou nesta segunda-feira em Pequim que está "muito preocupado" com a situação do Tibete, na sua primeira audiência pública na China, quatro antes do início dos Jogos de 2008.

— O revezamento da tocha se tornou o alvo das manifestações — disse hoje Jacques Rogge, em uma reunião em Pequim com representantes da Associação de Comitês Olímpicos Nacionais (ANOC).

— O COI expressou ter preocupação séria e pede uma solução rápida e pacífica no Tibete. A violência, pela razão que for, não é compatível com os valores da tocha e dos Jogos Olímpicos — acrescentou Rogge.

Analistas internacionais interpretaram as palavras de Rogge como um claro pedido para que a China reconsidere a passagem da tocha, nos dias 20 e 21 de junho, por Lhasa, capital do Tibete, onde aconteceram os maiores protestos contra a política de direitos humanos da China.

— O revezamento da tocha é um evento desportivo e não deve ser politizado. Creio que sobre este tema Rogge possui a mesma opinião — respondeu imediatamente, em uma coletiva de imprensa, Wang Hui, responsável pela comunicação do Comitê Organizador dos Jogos (BOCOG).

Pequim deu hoje o primeiro sinal de flexibilidade quando o telejornal da TV oficial, CCTV1, transmitiu pela primeira vez cenas dos protestos de Londres e Paris durante a passagem da tocha.

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A ANOC acredita que haveria uma solução pacífica aos protestos do Tibete, no entanto alguns dos sés membros estavam transtornados pela ratificação da China de que a tocha passará por Lhasa, onde os protestos teriam provocado 150 mortes e milhares de detenções.

— Se a cada passagem da tocha houver esses problemas seria uma vergonha para os valores olímpicos e o COI poderia se ver diante de um problema monstruoso — admitiu hoje, em Oslo, Tove Paule, presidente do Comitê Olímpico da Noruega.

— Não se pode permanecer insensível diante do que está ocorrendo na China, os Comitês europeus esperam que o COI se pronuncie — expressou por sua o titular do Comitê Olímpico Italiano (CONI), Gianni Petrucci.
Fonte: Diário Catarinense

segunda-feira, 7 de abril de 2008

As algemas olímpicas na Tour Eiffel

Manifestantes pró Tibete conseguem colocar o símbolo da opressão chinesa nas olimpíadas, os anéis olímpicos transformados em algemas, no primeiro andar da Torre Eiffel em Paris.

Tocha olímpica apagada em Paris, para lembrar o Tibete oprimido

Tocha apagada é recolhida.

Manifestantes apagam tocha olímpica durante trajeto em Paris

Passagem pela capital francesa é interrompida; pelo menos quatro são presos por tumultos


PARIS - A tocha olímpica dos Jogos de Pequim 2008 foi apagada nesta segunda-feira, 7, por manifestantes pró-Tibete durante a sua passagem por Paris, poucos minutos após o início do trajeto na capital francesa. Segundo a agência France Presse, quatro pessoas foram detidas. A tocha foi levada para um ônibus por forças de segurança.

Pelo menos 500 pessoas protestaram contra a dominação chinesa no Tibete na frente da torre Eiffel, ponto marcado para o início do desfile da tocha. Os manifestantes carregavam faixas pedindo pela libertação do país ocupado há quase 50 anos e pela defesa dos direitos humanos no mundo.

Fonte: G1

domingo, 6 de abril de 2008

Protestos em Londres marcam a passagem da tocha olímpica


Leia aqui http://www.estadao.com.br/esportes/not_esp152076,0.htm

e veja o link para as fotos dos protestos dos ativistas pela causa tibetana.


O ensinamento pacifista de Buddha


Michel Cunha produziu e colocou no youtube um novo vídeo que esclarece enganos históricos e dirime dúvidas que tem sido divulgadas por pessoas que apressadamente concluem que o budismo, em particular o zen, é o responsável por aspectos culturais imperialistas, militaristas e conquistadores do Japão na II Guerra.
Trata-se de uma tolice semelhante a concluir que, sendo a Alemanha nazista um país cristão, suas condutas similares as japonesas na II Guerra, fossem originárias dos ensinamentos de Cristo. Nada mais longe da verdade em ambos os casos. Mesmo que nos dois países os clérigos hajam em sua maioria apoiado seus governos, isto é um mero erro de homens e nunca uma consequência das palavras de Buddha ou de Jesus Cristo.

Vídeo disponível aqui: 2º O Zen Budismo e a NÃO violência (http://br.youtube.com/watch?v=CD_Jv5qo3FM)

sábado, 5 de abril de 2008

Avaaz consegue 1,5 milhão de assinaturas

Amig@s,

Segunda-feira passada pessoas do mundo inteiro participaram de eventos pró-Tibete levando consigo nossa petição de 1.5 milhões de assinaturas. Clique aqui para ver as fotos e pedir para seu governo defender o Tibete:

Veja as fotos e mobilize-se!




Segunda-feira passada milhares de pessoas em 84 cidades do mundo inteiro se manifestaram pelo Tibete e entregaram nossa petição de 1.5 milhões de assinaturas em embaixadas e consulados chineses. (Clique abaixo para ver as fotos). A equipe da Avaaz entregou a petição diretamente aos diplomatas chineses em Londres e Nova York, pedindo para eles resolverem a situação com urgência.

A pressão global sobre a China está surtindo efeito, porém seus próximos passos continuam uma incógnita. Eles estão, ao mesmo tempo, considerando a possibilidade do diálogo com o Dalai Lama e buscando apoio para a repressão. Um a um presidentes e chefes de estado estão se posicionando a favor do diálogo ou da repressão. Estamos agora buscando o apoio dos nossos governantes - clique no link para enviar uma mensagem automática ao seu presidente pedindo apoio ao diálogo – aproveite para ver as lindas fotos das manifestações de segunda-feira:

http://www.avaaz.org/po/tibet_report_back/20.php/?cl=71289669

Juntos, contribuímos para um movimento global pelo Tibete. A petição da Avaaz cresceu mais rapidamente que qualquer outra petição on-line, ganhando mais de 100.000 assinaturas por dia desde que ela foi lançada dia 18 de março. Os políticos entendem bem o poder da mobilização das massas e o perigo de ignorar a voz da sociedade civil. Por isso precisamos demonstrar que eles só tem a ganhar se ouvirem nosso apelo e apoiarem o Tibete. Mobilize-se agora:

http://www.avaaz.org/po/tibet_report_back/20.php/?cl=71289669

Temos o privilegio de viver numa época em que qualquer pessoa pode levantar sua voz em apoio a outra, em qualquer parte do globo. Se nós temos o poder de melhorar as coisas, temos também a responsabilidade de agir. Muito obrigado a cada um dos membros da Avaaz que juntos somaram 1.5 milhões de vozes pelo Tibete. Nós dá esperança saber que todos vocês são parte da solução, e não do problema, na construção de mundo mais justo.

Com esperança,

Ben, Ricken, Graziela, Galit, Paul, Iain, Pascal e toda a equipe da Avaaz

PS. Se você tem amigos que ainda não assinaram a petição fale para eles do trabalho da Avaaz, da importância da situação no Tibete e envie o link da campanha: http://www.avaaz.org/po/tibet_end_the_violence/?cl=71289669

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Fidel Castro apóia China contra o Tibete



a.. Agência ANSA
Terça-feira, 01/04/2008 - 23:36

Havana - Fidel Castro manifestou hoje seu apoio ao governo chinês no conflito do Tibete, criticou os elogios de Washington ao Dalai Lama, e advertiu que há campanhas montadas para "obscurecer o merecido êxito" de Pequim como organizador dos Jogos Olímpicos.

Na segunda parte de mais uma de suas "Reflexões do companheiro Fidel" -- artigos dedicados a uma "batalha de idéias" -- Fidel lembrou que Cuba "emitiu uma declaração categórica de apoio à China quanto à campanha contra ela, vinculada ao Tibete".

"Foi correta essa posição. A China respeita o direito dos cidadãos a crer ou não crer. Há, nesse país, grupos de fiéis muçulmanos, cristãos católicos e não católicos e de outras crenças, e dezenas de minorias étnicas, cujos direitos estão garantidos em sua Constituição", escreveu.

Fidel se afastou de seus cargos de presidente do Conselho de Estado e de Comandante-em-

chefe devido a problemas de saúde, mas participa das decisões mais importantes do governo dirigido pelo presidente Raúl Castro, seu irmão.

"A campanha orquestrada contra a China é como um toque de clarim chamando à degola para obscurecer o merecido êxito do país e seu povo como anfitriões dos próximos Jogos Olímpicos", escreveu.

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link; http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2008/04/01/Mundo/Fidel_Castro_apoia_governo_chines.shtml

O Zen, alicerce da ética e da disciplina

Carta do Rev. Prof. Dr. Ricardo Mário Gonçalves, Decano do Colegiado Buddhista Brasileiro:

Caros Amigos,
Está nas bancas o primeiro de uma série de três números da Revista "História Viva" (Publicação da Editora Duetto) dedicada à comemoração do Centenário da Imigração Japnesa, intitulada: "Japão - 500 anos de história, 100 anos de imigração". Esse primeiro número, intitulado "O Passado Feudal", trata do Japão tradcional e de sua cultura. Colaboro nessa revista com um pequeno artigo intitulado "O Zen, alicerce da ética e da disciplina", um resumo de meu livro "A Ética Budista e o Espírito Econômico do Japão" (Editora Elevação, 2007).O próximo número tratará das mudanças que, a partir da Era Meiji, transformaram o país numa potência econômica.O terceiro número abordará a saga dos imigrantes japoneses no Brasil.
Cordialmente,
Ricardo Mário Gonçalves
Historiador

quinta-feira, 3 de abril de 2008

quarta-feira, 2 de abril de 2008

De onde vem a tradição de engajamento dos budistas?

De onde vem a tradição de engajamento dos budistas?

Matthew Weiner*
Em Nova York


Os ocidentais tendem a pensar no budismo como uma religião passiva, focada na meditação silenciosa e no crescimento espiritual pessoal. A imagem de Buda sentado com um sorriso resume-a.

Então, apesar de o Ocidente estar familiarizado com conflitos e ativismo em outras religiões, a "revolução açafrão" em Mianmar e a "revolta em alta altitude" no Tibete surpreenderam muitos.

De fato, há uma tradição saudável de ativismo budista. Freqüentemente chamada de "budismo engajado", expressão cunhada pelo monge zen budista vietnamita Thich Nhant Hanh, ela estimula uma crítica budista das estruturas governamentais e econômicas, além de esforços para aliviar o sofrimento social.



No Sri Lanka, o movimento Sarvodaya atua em mais de 1.000 aldeias em programas para dar poder aos pobres. Maha Ghosanand, monge budista cambojano reverenciado, liderou milhares de pessoas em passeatas pacíficas pelos "campos de morte", buscando reconciliação com o Khmer Vermelho. O próprio Nhant Hanh pediu que o Norte e o Sul do Vietnã parassem o derramamento de sangue.

Na Tailândia, o "monge da floresta" Prachak "ordenou" as árvores da floresta, embrulhando-
as com vestes de monges para salvá-las das madeireiras. O movimento Tzu-Chi do Taiwan tem milhares de voluntários que respondem a desastres naturais ou provocados pelo homem.

O reverendo Nagaki, da Igreja Budista de Nova York, faz uma missa anual pelo aniversário de Hiroshima. Depois de 11 de setembro, ele lembrou o uso dos campos de internação americanos na Segunda Guerra Mundial e pediu a todos os budistas que ajudassem os cidadãos muçulmanos. Nagaki gosta de mostrar uma imagem de Buda em pé.

Ele diz que o budismo envolve ter uma mente tranqüila, mas isso não quer dizer ficar apenas sentado.

Ativistas budistas citam as escrituras para argumentar que estão simplesmente seguindo o que Buda ensinou. Em uma delas, Buda confronta um assassino que está em vias de matar sua mãe; em outra, ele pára uma guerra entre duas tribos.

O terceiro exemplo é a idéia do Bodhisattwa: um ser que trabalha incansavelmente para salvar outros seres do sofrimento.

Uma fonte do engano ocidental em relação ao budismo é nosso fascínio com a meditação. Apesar de a meditação ser crítica ao budismo, como a prece é para o cristianismo, o judaísmo, e o islamismo, ela não exclui a ação, como a prece tampouco.

De fato, o foco do budismo na meditação enfatiza um estado da mente que pode levar a um tipo particular de ativismo -a meditação andando e a resistência não violenta- como demonstrado por Maha Ghosadanda no Camboja ou pelos monges em Mianmar.

Os enganos continuam com a expressão "monge budista". "Monge" é um termo cristão para ascetas religiosos que geralmente praticam sua fé em isolamento. A palavra vem do grego "monos", "sozinho".

No entanto, "bikkhu", o termo budista para monge, é traduzido literalmente como "mendigo".

Os "bikkhus" devem ensinar e guiar a comunidade laica e mendigar por seu alimento. Desde sua introdução na prática budista, o "bikkhus" tiveram um relacionamento profundamente recíproco com o mundo laico -inclusive o governo- como professores e modelos espirituais. Eles sempre foram ativos no mundo.

Outra noção que não se sustenta em uma análise da história é que todos os budistas ativos são pacifistas; de fato, há aqueles que argumentam que nunca houve uma guerra budista. Mas há também exemplos tristes na história, de participação budista na opressão do governo e violência.

Ainda assim, é pelo ativismo pacífico que os monges budistas são conhecidos e mais respeitados. Que eles tenham se oposto à injustiça em Mianmar e no Tibete não deve ser uma surpresa. Que eles não responderam a violência com violência deve ser elogiado.

*Matthew Weiner é diretor de programas do Centro Inter-religioso de Nova York.

Tradução: Deborah Weinberg

Sempre em cima do muro...

Brasília - Sem sair do muro em relação às questões que envolvem a China, o Governo brasileiro, através do Itamarati, divulgou nota em que “deplora os acontecimentos na Região Autônoma do Tibete, que acarretaram a perda de vidas humanas”. Diz mais: “Ao recordar seu tradicional apoio à integridade territorial da República Popular da China, o Governo brasileiro manifesta a firme expectativa de que se exerça autocontenção, de modo a possibilitar uma solução duradoura que favoreça a paz e o entendimento na Região Autônoma do Tibete, com respeito às diferenças culturais e religiosas”. Como se sabe, a China vem reprimindo de forma violenta os protestos dos tibetanos que não aceitam o domínio chinês no País, a exemplo do que acontece com Taiwan, cuja independência a China também se recusa a aceitar.
(Reuters)

terça-feira, 1 de abril de 2008

Uma tradição milenar em perigo de desaparecer

Artigo de Gabriel Jaeger (Monge Ngawang Tenphel) no site
www.montanhadourada.org

http://www.montanhadourada.org/2008/03/tibete-uma-
tradio-nica-e-milenar-em.html

Ngawang Tenphel é monge da escola Niyngma e atualmente estuda na Índia.

"Não sejas demasiado justo"

RUBEM ALVES

"Não sejas demasiado justo"

Essa encruzilhada simples entre o certo e o errado, entre o lado da vida e o da morte, só acontece nos textos de lógica
ERA UM DEBATE sobre o aborto na TV. A questão não era "ser a favor"ou "contra o aborto". O que se buscava eram diretrizes éticas para se pensar sobre o assunto.
Será que existe um princípio ético absoluto que proíba todos os tipos de aborto? Ou será que o aborto não pode ser pensado "em geral", tendo de ser pensado "caso a caso"? Por exemplo: um feto sem cérebro. É certo que ele morrerá ao nascer. Esse não seria um caso para se permitir o aborto, para poupar a mulher do sofrimento de gerar uma coisa morta por nove meses?
Um dos debatedores era um teólogo católico. Como se sabe, a ética católica é a ética dos absolutos. Ela não discrimina abortos. Todos os abortos são iguais. Todos os abortos são assassinatos.
Terminando o debate, o teólogo concluiu com esta afirmação: "Nós ficamos com a vida!"
O mais contundente nessa afirmação está não naquilo que ela diz claramente, mas naquilo que ela diz sem dizer: "Nós ficamos com a vida. Os outros, que não concordam conosco, ficam com a morte..."
Mas eu não concordo com a posição teológica da igreja -sou favorável, por razões de amor, ao aborto de um feto sem cérebro- e sustento que o princípio ético supremo é a reverência pela vida.
Lembrei-me do filme a "Escolha de Sofia". Sofia, mãe com seus dois filhos, numa estação ferroviária da Alemanha nazista. Um trem aguardava aqueles que nele seriam embarcados para a morte nas câmaras de gás. O guarda que fazia a separação olha para Sofia e lhe diz: "Apenas um filho irá com você. O outro embarcará nesse trem..." E apontou para o trem da morte.
Já me imaginei vivendo essa situação: meus dois filhos -como os amo-, eu os seguro pela mão, seus olhos nos meus. A alternativa à minha frente é: ou morre um ou morrem os dois. Tenho de tomar a decisão. Se eu me recusasse a decidir pela morte de um, alegando que eu fico com a vida, os dois seriam embarcados no trem da morte... Qual deles escolherei para morrer? Acho que a ética do teólogo católico não ajudaria Sofia.
Você é médico, diretor de uma UTI que, naquele momento, está lotada, todos os leitos tomados, todos os recursos esgotados. Chega um acidentado grave que deve ser socorrido imediatamente para não morrer. Para aceitá-lo, um paciente deverá ser desligado das máquinas que o mantém vivo. Qual seria a sua decisão? Qual princípio ético o ajudaria na sua decisão? Qualquer que fosse a sua decisão, por causa dela uma pessoa morreria.
Lembro-me do incêndio do edifício Joelma. Na janela de um andar alto, via-se uma pessoa presa entre as chamas que se aproximavam e o vazio à sua frente. Em poucos minutos as chamas a transformariam numa fogueira. Para ela, o que significa dizer "eu fico com a vida"? Ela ficou com a vida: lançou-se para a morte.
Ah! Como seria simples se as situações da vida pudessem ser assim colocadas com tanta simplicidade: de um lado a vida e do outro a morte. Se assim fosse, seria fácil optar pela vida. Mas essa encruzilhada simples entre o certo e o errado só acontece nos textos de lógica. O escritor sagrado tinha consciência das armadilhas da justiça em excesso e escreveu: "Não sejas demasiado justo porque te destruirás a ti mesmo..."