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domingo, 27 de abril de 2008

Atitude dúbia da China faz crer que sua abertura ao diálogo é mera manobra

A atitude da China, de dizer que está disposta a conversar com emissários do Dalai Lama, seguida de contínuos ataques e tentativas de desmoraliza-lo, indica que seu anúncio de abertura a conversas é mera manobra para tentar esfriar os contínuos protestos em todo o mundo livre contra sua tirania e política de extermínio cultural e religioso contra o povo do Tibete. (Monge Genshô)

Abaixo notícia sobre a passagem pela Coréia do Sul:


Chineses e sul-coreanos brigam na passagem da tocha por Seul

Chineses pedem fim da 'política' nos Jogos Olímpicos; sul-coreanos pedem a independência do Tibete

JON HERSKOVITZ - REUTERS

Choi Won-suk/REUTERS

Chineses apóiam a passagem da tocha por Seul
SEUL -
Milhares de chineses enrolados na bandeira de seu país gritavam "Vamos adiante, China" e "Sem política, somente Olimpíada", no começo da corrida de revezamento da tocha em Seul.

Os chineses, no entanto, foram amplamente superados pelo número de sul-coreanos que protestavam contra a situação dos direitos humanos na China.

Em certo momento, os dois grupos entraram em confronto. Estudantes chineses chutaram um manifestante sul-coreano idoso e jogaram pedras contra pessoas que portavam cartazes condenando Pequim.

A passagem da tocha pela Coréia do Sul teve início em um parque usado nas Olimpíadas de Seul, em 1988, e continuou por uma rota de 22 quilômetros mantida em segredo até o último minuto.

O percurso mundial da tocha antes dos jogos de Pequim, em agosto, tem provocado protestos contra a China na questão dos direitos humanos no Tibet, bem como manifestações patrióticas de chineses que criticam o Ocidente por difamarem Pequim.

"O revezamento da tocha está sendo usado por manifestantes antichineses. Isto está provocando muita irritação dentro da China e fazendo com que pessoas como eu saiam para defender nosso país", disse o estudante chinês Yang Hui.

Manifestantes vêm causando desorganização na passagem da tocha por vários países e, por isso, o grande assunto tem sido as críticas à recente ação repressiva da China no Tibet depois que distúrbios causaram mortes nessa região e em áreas vizinhas.

O governo chinês acusa o Dalai Lama de ter incitado os protestos e diz que ele e seu governo no exílio, na Índia, estão tentando arruinar os Jogos Olímpicos. O líder espiritual tibetano nega as acusações.

Vários países ocidentais, incluindo os Estados Unidos, exortaram a China a restabelecer as conversações com assessores do Dalai Lama. Na sexta-feira, o governo chinês anunciou repentinamente que pretende encontrar os assessores dele nos próximos dias.

Mas as autoridades mantiveram os ataques contra o Dalai.

Neste domingo, a China tratou o líder tibetano com desprezo e saudou como heróis patrióticos os manifestantes contra a autonomia tibetana, indicando que o governo não cederá terreno durante negociações.

"A claque do Dalai Lama sempre foi mestre nos jogos de palavras" comentou o Diário do Povo, principal jornal do governista Partido Comunista. "Questões de soberania estão além do debate e dividir a China é algo destinado a fracassar."