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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Apagar os condicionamentos mentais



Posso dizer com clareza, que todos nós temos dentro de nós de tudo. Dentro de mim há um assassino, pois, na época em que, jovem, eu treinava tiro, se viesse um assaltante, eu mataria. Tecnicamente.

Esta marca cármica fica lá. Os jogos eletrônicos são exemplo disso. Não são inocentes. Há a presença de marcas cármicas que são criadas na mente, ali. Jogar um jogo violento no computador não é inócuo. É criação de uma marca cármica na sua mente. Serão necessárias décadas de prática, pra ir amenizando.

A única vantagem é de que “eu sei” como é a mente. Eu sei o que faz uma pessoa com arma na mão e esse treinamento. E ele vai fazer isso. E nós seres humanos somos extremamente maleáveis. De acordo com o treinamento que você der, você faz outra mente, cria novas marcas e energias de hábito.

Então o que fazemos no ZEN? Levamos a pessoa para um primeiro treinamento: ZAZEN. Primeiro vamos limpar. Limpar todo o passado, parar de pensar no futuro.

Quando você faz isso, você corta duas coisas: o passado traz os remorsos, as culpas, etc. Então o passado é fonte da depressão. E o futuro é a fonte da ansiedade e da decepção. Cria expectativas, decepciona, desilude, etc. Por quê você se decepcionou com alguém? Porque você alimentou uma expectativa. Você pensou no futuro e as coisas não saíram como você esperava. Essa sua decepção é ruim pra você? Sim. Mas de onde ela vem? Da sua expectativa. Daquilo que você alimentou dentro de você, sobre o futuro.

Vamos sentar em Zazen (meditação). Como trabalhar tudo? Por exemplo na psicologia, o trabalho é imenso. As pessoas ficam décadas falando para o terapeuta, elaborando, mexendo, etc, e muitas vezes pouco resolve. O que fazemos no zazen? A abordagem é oposta. Sentar aqui. Seja o que for que venha, deixe, não importa. O que nós vamos fazer é “formatar” o disco preenchido. Apagar tudo e vamos começar com outros condicionamentos. E todos os rituais e regras pretendem criar condicionamentos mentais, porque a forma ou o ritual que fazemos no ZEN, que não têm tanta importância e que podem ser mudados, criam uma mente diferente.