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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
O Koan
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Os leigos no budismo japonês

"As escolas reformadas refletem as importantes transformações sócio-políticas dos séculos XII e XIII que marcam o fim do antigo Estado Despótico Japonês dominado por uma aristocracia latifundiária associada com a Família Imperial, que é substituído por uma sociedade de tipo feudal dominada pelos samurais ou guerreiros profissionais. O advento das escolas reformadas se liga à insatisfação generalizada contra as velhas ordens monásticas degeneradas em meros instrumentos ideológicos de dominação a serviço da aristocracia decadente. As novas escolas correspondiam à expectativa dos samurais, comerciantes e camponeses, acenando-lhes com a possibilidade da realização espiritual na condição laica.
As principais escolas do Budismo Reformado são:
As escolas devocionais Amidistas da Terra Pura (Jôdo-Shû), fundada por Hônen (1133-1212) e a Verdadeira Escola da Terra Pura (Jôdo-Shinshû), fundada por Shinran (1173-1262); são as escolas em que a abertura para o laicato e mostrou maior, encontrando adeptos entre camponeses, comerciantes e demais grupos sociais.
As escolas contemplativas do Budismo Zen Rinzai, introduzida por Eisai (1141-1215) e Sotô, introduzida por Dôgen (1200-1253); embora não inteiramente fechadas aos leigos e alcançando notável difusão entre os samurais, cujo modo de vida influenciou profundamente, o Zen foi durante muito tempo quase que exclusivamente uma escola monástica.
A escola de Nichiren (Nichiren-Shû), fundada por Nichiren (1222-1282), profundamente nacionalista, que representa uma tentativa de reforma e simplificação da antiga Escola Tendai; alcançou certa repercussão entre samurais, comerciantes e artesãos, sem porém, alcançar a popularidade das anteriores no Japão tradicional; no período contemporâneo, porém, reveste-se de excepcional importância como tronco de onde brotaram numerosos movimentos neo-budistas laicos como o Reiyûkai, o Sôkagakkai, o Risshôkôseikai, etc.
No período Tokugawa, essa atitude de valorização positiva das atividades profissionais foi herdada pelos Myôkônin, místicos amidistas leigos dedicados ao comércio, artesanato, agricultura e outras atividades.3
No Zen encontramos tendências laicizantes no pensamento de Ikkyû (1394-1481), contemporâneo de Rennyo, mas só na Era Tokugawa encontramos autores, contemporâneos de Shôsan ou posteriores a ele, que propõem um caminho ético-religioso de realização para os leigos, como Takuan (1573-1645), Hakuin (1685-1768), etc.4
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Outras escolas apresentaram tendências laicizantes nessa mesma época, como as escolas Nichiren e Shingon. Nesta última cumpre destacar a atuação do Mestre Jiun (1718-1804), pioneiro dos estudos de filologia sanscrítica no Japão e autor de vários trabalhos em língua popular de ética budista para leigos, como o Jûzen Hôgo (Sermão sobre os Dez Preceitos Morais) e Hito to naru Michi (O Caminho para a Humanização). Na verdade, podemos concluir que a laicização foi uma tendência geral do Budismo da Era Tokugawa, em parte como reflexo do processo de secularização que marcou todos os aspectos da cultura da época, em parte como uma reação dos budistas à crítica dos confucionistas que condenavam o Budismo como uma doutrina escapista, incompatível com os deveres e solicitações da vida profana.5"
(Trecho de artigo do Dharmanet)
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Falecimento do Rev. Murillo Nunes de Azevedo
Faleceu Rev. Murillo Nunes de Azevedo, um dos pioneiros do Buddhismo no Brasil. Eis a nota escrita pelo Rev. Ricardo Mário Gonçalves:
Caríssimos Irmãos no Dharma,
Com o coração consternado, estou cumprindo o doloroso dever de vos dar ciência do Regresso à Terra Pura Ocidental do Buddha Amitabha de um dos mais ilustres pioneiros da propagação do Dharma no Brasil, o Rev. Murillo Nunes de Azevedo, Ministro do Dharma da Verdadeira Escola da Terra Pura, Ramo Honpa (Nishi Hongwanji).Conheci o Rev. Murillo em 1965, quando ele já era conhecido como o primeiro divulgador do Budismo Zen no Rio de Janeiro, por ter publicado a tradução brasileira do livro "Introdução ao Zen Budismo" de Daisetz Teitaro Suzuki. Foi ele o primeiro brasileiro a entrevistar Sua Santidade o Dalai Lama. Em 1969, colaborou com o Museu de Arte e Arqueologia da USP na montagem da primera exposição de arte budista tibetana realizada em nosso país. Fundou a Sociedade Budista do Brasil, que se tornou posteriormente a primeira organização a representar o Budismo Theravada em nossa terra. Ministrou cursos de Introdução ao Pensamento Oriental e ao Budismo na PUC - Rio e outras universidades, no rio e em Brasília.Colaborou com as Escolas Soto Zen e Shingon e posteriormente tornou-se Ministro do Dharma do Honpa Hiongwanji, tendo atuado por vários anos no Templo do Honpa em Brasília. Escreveu vários livros sobre o Dharma, dentre os quais destado "O ôlho do Furacão" e "O Paraíso é Aqui".
