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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Tudo é a primeira vez
Final da palestra de Saikawa Roshi (2005)
"Que maravilhoso é viver nesta unidade, sem mudanças, mas ao mesmo tempo ver que as coisas condicionadas mudam momento a momento. Quando chegamos em Porto Alegre, alguém me perguntou: “É sua primeira vez em Porto Alegre?”, respondi, “Sim”, mas eu estava rindo dentro de minha mente porque tudo é a primeira vez, sempre, tudo é a primeira vez. Isso significa que não se pode comparar nada. Nossa vida é uma flor de um caleidoscópio, e em um caleidoscópio muitas flores aparecem quando nós o rodamos, assim como eu gosto dessa flor antes de girar, isso é uma delusão de minha atividade mental, comparando o passado com a nova flor que aparece. É impossível pôr passado e futuro na mesma mesa, porque toda experiência surge pela primeira vez e não pode ser comparada com o passado, tudo é a primeira vez.
Nesta unidade além da delusão e da iluminação é que nossa vida existe. A flor que se forma no caleidoscópio é pequena em um caleidoscópio tão grande, e a mesma flor surgindo de novo, não pode ser comparada à flor de ontem, não se pode dizer “ontem foi bom e hoje está triste”, essa comparação é uma delusão na sua mente. Cada momento é tão fresco, nunca voltará de novo na história de todo o universo, cada coisa, um momento. Nossa vida existe nessa vacuidade, nessa sacralidade. Assim, com essa verdade é que Shakyamuni disse: “quero salvar todos os seres mas não posso encontrá-los”, porque vocês são o mesmo que Shakyamuni Buda, parabéns. " Saikawa Roshi
quinta-feira, 21 de julho de 2011
A primeira nobre verdade

Então Buda inicia um discurso, um ensinamento chamado, As Quatro Nobres Verdades. E é sobre ele que vamos falar hoje, o mais básico dos ensinamentos do budismo. Diz ele, “a primeira nobre verdade é que a vida é insatisfatória”. Em geral é traduzido como, “a vida é sofrimento”. Mas não é exatamente isso que Buda quis dizer, a palavra que ele usou foi dukkha. Dukkha vem da raiz duk que significa eixo. Naquela época já se usavam rodas,carroças e eixos. Imaginem dukkha, um eixo descentrado, um eixo que não está bem no centro da roda, então a roda sobe e desce porque não está exatamente no centro, e isso é o que a vida faz conosco, ela tem ciclos, as vezes em cima, as vezes embaixo, as vezes de um lado,outras de outro, ela varia. Todos nós passamos por momentos agradáveis e felizes como também por momentos mais tristes. Isso é inevitável, porque a vida é dukkha, insatisfatória,cíclica, cheias de sobes e desces. A primeira coisa que temos que reconhecer é que a vida tem tristezas e tem alegrias, nem um nem outro é permanente.
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sábado, 30 de abril de 2011
Epístola cristã
Nesta entrevista de Eliane Brum, um exemplo do que é uma bodisatva atuando neste mundo, um texto imperdível sobre uma pessoa rara, tão intenso que é difícil de ler sem se emocionar: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI228050-15230,00.html
Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor,
seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a
ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes,
e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda
que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me
aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria,
não se ensoberbece,
5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se
irrita, não suspeita mal;
6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas,
cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
10 mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem,
acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face;
agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou
plenamente conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior
destes é o amor.
Gasshô
Rosana.
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