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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

"Eu o vi sem ver"


(continuação)
No fundo o que nos atrapalha é nosso apego ao eu, nosso apego ao si mesmo. Por isso Dogen Zengi diz: “Estudar o Dharma é esquecer de si mesmo” estudar a si mesmo é esquecer de si mesmo, se esquecermos de nós mesmos então estamos realmente livres. A Escritura da Marcha Heróica diz, “Se você criar uma compreensão do sagrado, sucumbirá a erros.” O imperador ficou ali feito um tolo: - "Quem é você que está na minha frente?" Para ele era uma boa intenção, mas para Bodhidharma é como se ele estivesse lhe cuspindo no rosto, porque se ele respondesse eu sou isto ou aquilo, imediatamente teria se perdido. Bodhidharma por isto não podia evitar de oferecer um “não sei”.

Mais tarde o imperador Wu sentiu que um homem superior tinha partido e escreveu um epitáfio para Bodhidharma em que dizia: “Eu o vi sem ver, conheci sem ter conhecido, agora como dantes eu me arrependo e lamento isto”. Na verdade, o esclarecimento e o despertar são invisíveis para olhos não despertos. Pode passar por nós Shakyamuni Buddha e se estivermos perdidos em nossos pensamentos, terá passado por nós apenas um homem, um ruído de passos, uma brisa, nada mais. Bodhidharma esteve em frente ao imperador e depois o imperador percebeu: - "Eu o vi sem ver".