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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Ser consciente da impermanência

 
Esse corpo que parecia sólido, que tem uma aparência, etc, se dissolve, desaparece, como admitir isso? Parece chocante demais. Parece incompreensível. Não é assim que todos sentem? Vocês não sentem a estranheza dessa circunstância? Uma pessoa bela vai envelhecer, vai ficar feia, seu corpo vai ser comido pelos vermes, ou vai ser torrado numa câmara de cremação e não vai sobrar nada?
 Esse pensamento é muito antigo no budismo. Uma mulher bonita não é mais que um saco de pele e de órgãos, e se for esfolado não vai ser diferente de um coelho. Antigamente colocavam os monges para meditar na frente de cadáveres em decomposição para se conscientizarem claramente da sua impermanência, do vazio da sua existência. Mas quando a gente olha agora, não parece real.
 Quando vemos uma mulher bonita, os nossos olhos brilham. Mas isso é ilusão, é o movimento do carma nos conduzindo, e nós não somos senhores do movimento, por isso Buda diz 'seja senhor de sua mente'. Se você for senhor de sua mente, a consequência é ser senhor do movimento. Não ser arrastado pela paixão.